Na sociedade 4

por Paulo Navarro 23/09/2011 09:52

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Barbara Dutra, Shopping Cidade/Divulgação
A beleza e o charme da noite: Bia Braga e Monique Looman (foto: Barbara Dutra, Shopping Cidade/Divulgação)

Viagem ao centro da Terra

 

Umas das estrelas do 14º Festival de Cultura e Gastronomia de Tiradentes, em agosto, o chef Alex Atala – restaurante D.O.M (SP), 7º melhor do mundo – foi aplaudido, fotografado e tietado; mal conseguia andar pelas ruas. Mas ele confessa que ainda não se acostumou a ser abordado como celebridade. Depois dos festins com outros chefs, Atala “esticava” para a inusitada Casa da Insanidade, na rua principal. Em meio à bebida e ao “tricô”, deixou escapar sua intenção de abrir um restaurante-conceito em Inhotim, debaixo da terra, nas raízes de uma gigantesca árvore; rimando com as “loucuras” das galerias e exposições. O chef está costurando o projeto inédito com o genial Bernardo Paz, que comanda o centro de arte contemporânea.

 

Sob medida para o governador

 

Na Casa Cor Minas Gerais, os arquitetos Celeno Ivanovo e Luiz Henrique Ribeiro homenageiam Antonio Anastasia, com a Suíte do Governador, recheada de objetos pessoais, fotos de família, livros de sua biblioteca particular, além de enorme díptico azul – cor que adora, mesmo sendo fanático atleticano. Em compensação, Anastasia emprestou um galo de prata com que o time o presenteou. Muito devoto, também cedeu, do próprio apê, em Lourdes, tela cusquenha de Santo Antônio. Outra paixão é o cinema, em especial Bette Davis e filmes de suspense.

 

No ritmo do governador

 

Segundo Celeno e Luiz Henrique, Anastasia abraçou a causa, ou a Casa, mostrando-se bastante interessado em apoiar o evento e a proposta para o ambiente: ele sabe que o setor movimenta indústria, comércio, serviços e gera muito dinheiro. Homem simples, de hábitos frugais, expôs suas preferências no vestir e deu dicas preciosas sobre o dia a dia como governante, inclusive o rigor com horários e compromissos, seu gosto pela organização e sua rotina quase comum, não fosse o próprio cargo. A mostra fica no Alphaville até 4 de outubro.

 

Nobre reserva

 

Enfim, Minas enobreceu. Vem aí o Reserva Real, no vetor norte de Belo Horizonte, onde o “súdito” pode chegar de avião, no Fly-In – a melhor pista da América Latina – e ir a pé para casa. A pista é um dos atrativos: “Superou as expectativas”, disse o presidente do grupo europeu e idealizador do condomínio, José Miguel Martins. O complexo hípico, já definido, estará entre os maiores e melhores do Brasil, segundo o presidente da Federação Hípica de Minas Gerais, Marcos “Teca” Rabello.

 

Empreendedorismo de pai para filha: Ítalo Gaetani, também exímio tenista, e Anna Gaetani, à frente do Shopping Cidade, com o prefeito Márcio lacerda
 

 

Reserva surreal

 

O campo de golfe profissional será liderado pelo administrador Nelson Alves, e por Priscillo Diniz, premiado jogador. A intenção é de que seja local de treino para as Olimpíadas de 2016. O Club House do campo é do arquiteto Gustavo Penna. Fechando o pacote dourado, Centro de Treinamento de Tênis, criado por Paulo “Oficina do Tênis”, com quadras oficiais. Iniciada em março, a hípica fica pronta em dezembro; o campo de golfe, até junho de 2013; e o Fly-In, em dezembro de 2013.

 

Há duas décadas na moda

 

Uma das mais bem sucedidas marcas mineiras, a DTA celebra 20 anos lançando um livro sobre sua trajetória, através de largo registro fotográfico e depoimentos de diretores, colaboradores, clientes, stylists, etc. Fundada como Disritmia pelo casal Regina e Ermínio Vidal, a grife tornou-se referência nacional em jeanswear. A festa será dia 30 de agosto, no Cafe de La Musique, onde os convidados receberão os 1.500 exemplares, exclusivos. Nesta noite, parte da história da DTA que ficou fora do livro será exibida, como os desfiles e cliques de Gisele Bündchen, Daniella Cicarelli, Isabeli Fontana, Thiago Lacerda, Luiza Brunet...

 

Lei sem moderação

 

Agora que a Lei Seca pegou, empresários da noite medem seus prejuízos e a aplicação da lei. Os clientes “moderados” de bares, restaurantes e festas, também. Os justos pagam pelos pecadores que enchem a cara e saem cometendo toda sorte de crimes e infrações no trânsito. Não se questiona a lei, mas sua intolerância na quantidade. Falamos com Paulo Nonaka, presidente da Abrasel/MG, e ele foi otimista: “Como no início, há dois anos, o movimento já começou a voltar à normalidade, as pessoas estão se adaptando à lei”.

 

Lançando o livro o Buda nosso de cada dia, Ana beatriz Assumpção e seu pai, José Afonso Assumpção, coruja que não esconde sua admiração pela filha, rumo ao nirvana: "Cedo, ela conheceu céu de brigadeiro e as alturas divinas nas asas da Líder Aviação"
 

 

Lei sem compensação

 

Amiga nos conta que, em festa no Jardim Canadá, táxis cobravam, na volta, R$ 70! Pena: ao invés de aproveitarem a Lei Seca para incentivar o uso de táxi, não; inflacionam a corrida. No réveillon, bacana foi a campanha do PIC com as cooperativas de BH, incentivando os convidados a ir de táxi: mais de 40% aderiram. Por outro lado, nasceu um movimento cool: a moçada que dispensa o táxi, mas tem medo de blitz, trocou bares e restaurantes pelas casas de amigos, vizinhos ou a bares próximos. Fato inquestionável é que está difícil achar táxi, cuja demanda aumentou em até 20%, depois da Lei Seca. O usuário sente na pele, no bolso, nas pernas e na paciência.

 

Céu de diamantes

 

Quem fez bonito na 8ª Labace, segunda maior feira de aviação executiva do mundo, em agosto, em São Paulo, foi a Líder Aviação – fundada em Belo Horizonte há 53 anos e hoje a maior empresa do setor na América Latina. E investiu pesado, levando grande diversidade de aeronaves. Resultado: mais de US$ 15 milhões em vendas. “Ainda estão sendo fechados outros negócios iniciados na feira. A venda de um avião tem maturação longa”, avalia o diretor Philipe Figueiredo. É o caso do apresentar Gugu Liberato, que iniciou as transações de um King Air C-90 (US$ 6 milhões), no estande da Líder.

 

Céu de brilhantes

 

A propósito, no ano passado, a frota de aviação geral (não comercial) – aviões convencionais, turbo-hélices, jatos e helicópteros – registrada no Brasil foi de 12.310, a segunda maior do mundo, concentrando-se em São Paulo (3.578), Minas Gerais (1.002), Rio Grande do Sul (843) e Goiás (831). Francisco Lyra, presidente da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), reforça como o setor tem contribuído para o desenvolvimento do país: “80% dos voos executivos são feitos para a tomada de decisão sobre investimentos, muitas vezes em lugares remotos, que não estão entre as 124 cidades servidas pela aviação comercial”.

 

Paulo Navarro, com Walter Navarro e Sabrina Santos

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