Pela ordem, doutor

por André Lamounier 05/10/2011 13:22

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Estamos na era do Direito. Ou alguém duvida disso? Desde 1990, na esteira da abertura da economia e das privatizações, uma nova fase surgiu na profissão. Com a globalização, vieram as multinacionais, as fusões e as aquisições – e, logo, um amontoado de contratos e processos. Também cresceram os conflitos – e as necessidades de mediações. A advocacia tornou-se uma indústria. E os escritórios viraram empresas.

 

Em todo Brasil, nos últimos anos, o perfil das grandes bancas – ou das pequenas butiques de direito – passou (e ainda passa) por profundas mudanças. A maioria dos 2.810 escritórios mineiros ainda tem estrutura familiar, mas uma parcela cada vez maior já se transformou numa espécie de loja de departamento de leis, onde trabalham dezenas de profissionais e estagiários especializados em determinados assuntos.

 

Para chegar à seleção apresentada nesta reportagem, Encontro ouviu juristas, acadêmicos e profissionais da área, de maneira informal. Não foi difícil conhecer os destaques. Procurou-se privilegiar bancas que estão por trás de grandes negócios, que sejam referência em qualidade técnica e em conduta ética. Dois reputados escritórios foram procurados, mas não puderam ser ouvidos por indisponibilidade de seus titulares, os advogados José Murilo Procópio de Carvalho e Ordélio Azevedo Sette, que estavam em viagem. O primeiro deles dirige uma espécie de butique jurídica, notabilizada em casos de falência e recuperação judicial de empresas. O segundo lidera uma das maiores firmas de advocacia do país, com escritórios em 6 capitais e cerca de 200 advogados. Ordélio Sette carrega, ainda, o mérito de ter implantado o conceito de empresa jurídica entre os escritórios mineiros.

 

Advogados que têm por hábito pagar por reportagens jornalísticas na imprensa não foram incluídos em nossa seleção, para não macular a credibilidade do conteúdo noticiado. A prática, óbvio, é proibida pela OAB. Também não é aceita por Encontro. Publicidade com conteúdo informativo somente pode ser veiculada, nesta revista, sob a identificação de “Informe Publicitário”. Não se trata apenas de respeito ao leitor, mas também do correto exercício da atividade jornalística. Advogados devem, por princípio – e também por juramento –, curvar-se às leis. Ora, se não respeitam as regras da moralidade na imprensa, possivelmente não o fazem em outros contextos. Melhor, então, não arriscar nas indicações.

 

A matéria de capa desta edição tem por propósito contribuir para a valorização dos bons profissionais da área. Gente como o dr. Henrique Mourão – um dos sócios do Pinheiro, Mourão, Raso e Araújo Filho –, advogado da Editora Encontro, que publica este título. Henrique é um belo exemplo de como atuar no direito com retidão moral, combatividade jurídica e competência técnica. Opa, com coragem também. Valeu, doutor.

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