Tradição com modernidade

por Fábio Doyle 19/10/2011 09:45

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João Carlos Martins, Eugênio Gurgel, Divulgação
None (foto: João Carlos Martins, Eugênio Gurgel, Divulgação)

O 911, ícone da Porsche e sonho de consumo de todo “porschemaníaco”, foi a sensação da marca no Salão de Frankfurt deste ano, ocorrido no final de setembro. Mantendo tradição de quase 48 anos, a nova geração do 911 permanece fiel às suas origens de carro esportivo com motor traseiro e tecnologia avançada. Para olhos menos treinados, as alterações em relação à ultima geração do 911 passam despercebidas, a não ser por alguns detalhes em torno das entradas de ar dianteiras, inclusive os proeminentes faróis LED, a tampa do tanque de combustível que foi transferida para fora do para-choque dianteiro, e detalhes na traseira que incluem novas lanternas.

 

Mas coloque o velho e o novo lado a lado e você verá que o novo é cerca de 5 cm mais comprido e que a distância entre-eixos foi alongada em 10 cm. O resultado é a maior proximidade dos eixos às extremidades, mas o mais importante é que o eixo traseiro foi movido 7,6 cm para trás, aumentando sua distância do motor traseiro, que assim fica mais central e mostra que a mudança do layout de motor traseiro para o de motor central, apesar de vagarosa, continua.

 

João Delpino, em seu quarto Porsche: “Essência da esportividade, sem ser indirigível no trânsito urbano”
 

 

Na outra extremidade do carro, o parabrisa e o painel foram empurrados um pouco à frente, reduzindo a distancia entre o painel e o eixo e adicionando um pouco mais de espaço na cabine dos passageiros. Isso resultou em para-brisa menos inclinado e mais espaço interno, inclusive para a cabeça.

 

O motor de 6 cilindros do 911 Carrera teve sua capacidade reduzida de 3,6 para 3,4 litros, mas, em compensação, a potência ganhou cinco cavalos, passando para 350. A versão S mantém o motor de 3,6 litros e ganha 15 cavalos, atingindo potência de 400 cv e pode ser reconhecida pelas quatro saídas de escapamento, enquanto o carro “básico” tem duas.

 

Apesar de maior, o novo 911 pesa 45 kg a menos que a geração anterior, graças ao uso generoso de alumínio, magnésio, aço leve de alta tensão e adesivos no lugar de peças mais pesadas. Menos peso e mais potência se traduzem em aceleração de 0 a 100 km/h em 4 segundos para a versão S. A Porsche informa que todas as versões consomem menos que 10 km/l de combustível.

 

O consumo e as emissões tiveram uma redução de 16%, comparadas com seu antecessor. Isso é alcançado também por meio de sistemas como a função start/stop, gerenciamento térmico, recuperação de sistema elétrico, a primeira transmissão manual de sete marchas do mundo, juntamente com o PDK (Porsche-Doppelkupplungsgetriebe, dupla embreagem) e a nova direção hidráulica eletromecânica.

 

O 911 Carrera com o novo motor boxer de 3,4 litros e PDK opcional consome 12,1 km/l. Além disso, os 194 g/km de emissão de CO2 fazem dele o primeiro carro esportivo da Porsche a ficar abaixo da marca de 200 g/km. O Carrera S, com motor boxer de 3,8 litros, também registra menor consumo de combustível: quando combinado com o PDK opcional, a redução é de 14%, consumindo 11,4 km/l, embora tenha 15 cv a mais de potência. Isso equivale a emissões de CO2 de 205 g/km.

 

O novo 911, que teve preço reduzido em relação a seu antecessor, começa a ser vendido no mercado europeu neste mês de outubro, chega a Estados Unidos e China a partir de março do ano que vem, e no Brasil logo depois. Na Europa, os preços sugeridos são de € 88.037 e € 102.436 para as versões Carrera e Carrera S, respectivamente. Nos Estados Unidos, irão custar US$ 82.100 e US$ 96.400.

 

Fernando Duran, da AvantGarde: “Só não vendemos mais Porsches por falta do produto”
 

 

No Brasil, ninguém sabe ainda. O website oficial da Porsche (www.porsche.com) divulga o preço básico dos carros em todos os lugares do mundo, menos na América Latina. A explicação do representante da Porsche no Brasil é que os carros que vem para o país para pronta entrega possuem um "pacote Brasil". Ou seja: possuem equipamentos que, na Europa, são opcionais.

 

Evidentemente, o comprador que solicitar seu carro por encomenda poderá dotá-lo de mais equipamentos. Nunca menos, pois todo pedido feito pela Stuttgart chega à linha de produção contemplando automaticamente o "pacote Brasil", além de tornar automáticas outras configurações (combustível, por exemplo, com a porcentagem de álcool na nossa gasolina).
O plano da Porsche é vender 40 mil unidades por ano do novo 911. Isso representa o dobro das vendas de seu modelo ícone em 2010. Até março, a meta mundial de vendas para o novo 911 era de 30 mil unidades por ano, o que já seria suficiente para torná-lo o mais bem sucedido 911 de todos os tempos, disse na ocasião o CEO da Porsche, Matthias Mueller.

 

A Porsche pretende fechar 2011 com vendas acima de 100 mil unidades. Em 2010 o volume global de vendas da marca foi de 95 mil veículos. Os Estados Unidos continuam sendo o maior mercado da Porsche, com vendas de 25,3 mil unidades em 2010 e expectativa de fechar 2011 com 29 mil. No Brasil a marca alemã emplacou 992 unidades em 2010 e 833 nos oito primeiros meses de 2011.

 

Para-brisa menos inclinado permitiu ganho de mais espaço interno, inclusive para a cabeça
 

 

Representada pela Stuttgart Sportcar, importadora oficial da marca, a Porsche tem concessionárias autorizadas no Brasil em São Paulo, Rio, Curitiba e Porto Alegre e uma Ribeirão Preto. Em BH, a AvantGarde, loja que se especializou em carros importados esportivos e de luxo, trabalha em parceria informal com a Stuttgart na comercialização dos carros Porsche na cidade.
Fernando Duran, que junto com Aúreo Brandão comanda o negócio, informa que os carros Porsche participam com 15% da média de 50 veículos que a sua agência comercializa por mês.

 

Ele ressalta que só não vende mais Porsches em Belo Horizonte por falta do produto. Lembra ainda que vários compradores mineiros de Porsche negociam diretamente do importador em São Paulo e que muitos desses carros que circulam em BH são emplacados em outros estados, onde o IPVA é menos caro. Duran revela ainda que, no máximo em um ano, Belo Horizonte terá uma concessionária autorizada Porsche.

 

João Delpino, diretor de planejamento da agência de publicidade New 360, faz parte do time de apaixonados pela marca. Já teve dois Boxsters e um 911 4S. Agora, dirige um 911 GT3, a versão de competição do modelo, equipada com motor de 3,8 litros e potência de 450 cv. Para conseguir registrar o carro, foi preciso retirar a barra de capotamento (mais conhecida como santo antônio), de forma a conseguir espaço para a colocação do pneu estepe, item ainda obrigatório para se emplacar um carro no Brasil. Delpino tem carros (não esportivos) de outras marcas na garagem, mas para ele a marca Porsche é a que mais define a essência da esportividade. “É um carro flexível, que convive bem tanto nas pistas de competições como nas rodovias e até no trânsito urbano”, diz o publicitário.

 

 

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