A educação e o intelectual

por André Lamounier 01/11/2011 05:28

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A preocupação com o rumo – ou com a falta dele – da educação em nosso estado sempre esteve presente nas páginas da Encontro. É sobre este assunto que foi construída a matéria de capa desta edição, cujo conteúdo mostra casos de jovens bem-sucedidos nas carreiras que escolheram. O depoimento de todos converge num ponto: a formação escolar nos ensinos fundamental e médio – além, claro, do esforço pessoal de cada um e do exemplo da família – foi fator determinante para o sucesso alcançado por eles. Valer-se do exemplo de pessoas é uma forma de abordar o tema da educação a fim de fazer com que sua leitura se torne tão agradável quanto é importante.

 

Infelizmente, apenas pequena parte dos milhares de jovens mineiros que estão em aula frequenta escolas bem equipadas, com currículos modernos e professores preparados. Para a imensa maioria a realidade é oposta. As escolas são ruins; os currículos, insatisfatórios e ideologizados; e alguns professores, com nível de conhecimento rudimentar, encaram a profissão como simples bico, na falta de coisa melhor.

 

O resultado de tamanha precariedade está expresso no desempenho dos alunos em exames de avaliação como o Enem, e também no sucesso da carreira profissional. Não se está aqui querendo dizer que somente escolas particulares e ricas são capazes de fazer vencedores. Nada disso. Importante, para as escolas, é que sejam boas, rígidas na prática do ensino. A autora da reportagem, a jornalista Tereza Rodrigues, 28 anos, é bom exemplo: nasceu na pequena Ibertioga (MG), na região do Campo das Vertentes, onde concluiu o antigo 2o grau, sempre em escolas do estado. Formou-se em jornalismo na UFMG e hoje brilha como editora-adjunta desta publicação.

 

“Uma boa escola tem de ter liderança forte, disciplina, rigor no estudo e bons professores”, diz o professor Claudio de Moura Castro, um dos mais brilhantes e renomados intelectuais do país na área de educação, que, a partir deste mês, escreve para Encontro. Graduado em economia pela UFMG, mestre pela universidade de Yale (EUA) e doutor pela universidade de Vanderbilt (EUA), Moura Castro foi professor de diversas universidades no país e no exterior. Trabalhou no Banco Mundial, no BID e atualmente é membro do conselho consultivo de cerca de 20 empresas. Carioca, mudou-se para Minas aos 10 anos, morou em Itabirito e em BH, onde vive atualmente. Estudou no colégio municipal Marconi – símbolo, no passado, de excelência acadêmica na capital mineira.

 

Castro não é referência apenas no campo da intelectualidade. Diabético, 72 anos, participa de corridas e é praticante de parapente e escalada. Casado, pai de uma filha, tem como hobby a fotografia e a marcenaria. “Sou um aventureiro”, diz. Na Encontro, vai escrever sobre temas diversos, além de educação, para contar suas experiências no campo da gastronomia, das viagens internacionais e da vida. Seja bem-vindo, mestre Claudio!

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