Prazer de dirigir

por Fábio Doyle 09/11/2011 13:06

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José Mario Dias/Divulgação
RZC foi lançado na Europa em 2010, com pouquíssimas alterações em relação ao carro-conceito original (foto: José Mario Dias/Divulgação)

Um carro para consumidores hedonistas que exala sensualidade. É dessa forma que Frederico Batagglia, diretor de marketing da Peugeot do Brasil, define o RCZ, que a francesa Peugeot traz agora para o mercado brasileiro, entrando na disputa por uma fatia do quase exclusivo setor de cupês esportivos. O RCZ entra no mercado como a melhor relação custo-benefício no segmento. Tem seu forte no design atraente, agressivo, sensual, com destaque para a dupla ondulação do teto, que dá asas à imaginação dos observadores.

 

A Peugeot prefere não nomear seus concorrentes no Brasil, mas isso é óbvio. Seu principal alvo é o Audi TT, seguido dos demais esportivos compactos como Nissan 370Z, Mercedes-Benz SLK, BMW Z4 e até o Porsche Cayman. A diferença é que são todos muito mais caros e mais potentes, o que deixa o RZC praticamente só nesse nicho de mercado.

 

O RZC não é tão rápido e potente como os concorrentes e deixa de oferecer alguns itens tecnológicos presentes nos outros. Por isso mesmo custa bem menos e atende, sem frustrações, às necessidades básicas de quem deseja ter um esportivo na garagem e não gosta de transportar muita gente: é um 2+2.

 

O plano da Peugeot, que acabou frustrado pela elevação do IPI para alguns importados, era lançar o RCZ no Brasil ao preço de R$ 119 mil, como revelou uma fonte da montadora. Mas a ação de protecionismo e reserva de mercado imposta pelo governo federal não permitiu, e o RCZ chega ao Brasil com preço sugerido de R$ 139.900, ainda assim bem mais em conta que seu concorrente mais próximo, o Audi TT, que beira a casa dos R$ 200 mil.

 

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de que o novo IPI só poderá ser aplicado a partir de dezembro não altera o preço do RCZ, anunciado antes, como informou a Peugeot.

 

RZC chega com câmbio automático de seis velocidades e em couro
 

 

O projeto 308 RCZ surgiu como carro conceito no Salão do Automóvel de Frankfurt de 2007, e foi comercialmente lançado no mercado europeu em abril de 2010, praticamente sem mudanças em relação ao que foi apresentado na mostra alemã há quatro anos. A versão escolhida para o mercado brasileiro é equipada com motor 1.6 de 16 válvulas turbo high pressure de 165 cv, e câmbio automático de seis velocidades.

 

Houve ganho de 9 cv em relação à motorização do 3008 (156 cv), que tem o mesmo motor do RCZ, graças à nova calibração do sistema de gerenciamento do propulsor, bem como à alteração de componentes internos, como novos pistões e sistema de escape com um novo tipo de catalisador.

 

Giullame Couzy, presidente da montadora francesa no Brasil: câmbio automático é exigência do consumidor brasileiro
 

 

Trata-se da versão intermediária entre as vendidas na Europa com motor a gasolina. Lá, a top de linha traz motor 2.0 com potência de 200 cv, mas só é ofertada com câmbio manual. Guillaume Couzy, presidente da Peugeot do Brasil, justifica a escolha pela versão com motor 1.6 por achar que o consumidor brasileiro não iria aceitar um carro como o RZC sem a possibilidade do câmbio automático.

 

O RCZ chega ao Brasil equipado com todos os itens de segurança e conforto que não podem faltar em um carro desse segmento. Na comparação com o modelo francês do mesmo nível, o “pacote Brasil” inclui uma série de itens que lá são opcionais e aqui chegam como de série: bancos de couro com regulagem elétrica e com sistema de aquecimento, ar-condicionado digital bizone, sistema de som WIP Sound JBL e faróis xênon autodirecionais.

 

Sentimos falta das borboletas de troca de marchas atrás do volante, hoje presentes na maioria dos carros de luxo e esportivos. A Peugeot optou por não incluir essa solução no RCZ em nenhuma de suas versões. Chama atenção o tamanho do porta-malas do RCZ. Em esportivos cupês compactos, ninguém espera grandes espaços para bagagem. O representante da Peugeot, no entanto, oferece incríveis 321 litros de bagageiro, maior do que muitos hatchbacks compactos.

 

Com o menor preço em seu segmento, a Peugeot está preparada para entregar 200 unidades do RCZ até o final deste ano e poderá vender o que o mercado exigir a partir do ano que vem. “Para o RCZ não temos limites”, disse Couzy. Segundo ele, a matriz na França está preparada para aceitar nossos pedidos em qualquer quantidade.

 

Comparando os R$ 139.900 do RCZ com os R$ 194 mil do Audi TT, fica nítida a bem maior acessibilidade ao carro francês. O duro é saber que na França, um RZC idêntico ao que chega ao Brasil custa ao consumidor € 34.080, ou R$ 81.792. Ou seja, o francês paga 58% do que o brasileiro terá de desembolsar pelo RZC. A justificativa da montadora é o “custo Brasil” gerado pelos altos impostos aqui praticados. É verdade, impostos são os maiores vilões, mas não é segredo que as montadoras se aproveitam disso e discretamente embutem pontos percentuais a mais no índice de lucratividade de suas operações no país. É o lucro Brasil!

 

 

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