Todo cuidado (em tempo de chuva) é pouco

por Daniela Costa 09/12/2011 13:44

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Geraldo Goulart, Gláucia Rodrigues
Alessandro Martins, da Polimarcas Pneus & Rodas, alerta: “Alguns pneus podem aumentar a segurança" (foto: Geraldo Goulart, Gláucia Rodrigues)

Fim de ano é sinônimo de férias e de muita diversão. Mas antes de pegar a estrada, o ideal é realizar uma boa revisão no carro, especialmente em períodos chuvosos como dezembro e janeiro. Pneu careca, por exemplo, nem pensar. Além de ser infração grave e gerar multa de R$ 127, é risco certo de acidente. Itens fundamentais para a segurança do motorista, os pneus influenciam diretamente na estabilidade e frenagem do automóvel. Por isso, antes de arrumar as bagagens é importante checar as condições dos pneus e se preocupar também com o alinhamento e balanceamento. E não se esqueça: estepe, macaco e chave de roda devem estar sempre à mão.

 

Na chuva, o cuidado precisa ser ainda maior. Ao entrar em contato com a lâmina de água acima do asfalto, os pneus em mal estado de conservação sofrem a chamada aquaplanagem e fatalmente deslizam. Nestes e em outros casos a calibragem e dimensão dos pneus são determinantes, pois possibilitam a drenagem da água e a aderência ao solo, mesmo quando as pistas estão molhadas. “Os pneus com desenhos assimétricos têm melhor rendimento na chuva porque possibilitam escoamento da água”, explica Alessandro Martins, gerente da Polimarcas Pneus & Rodas.

 

O balanceamento das rodas e o alinhamento da direção também melhoram o desempenho. A Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP) recomenda que estes processos sejam realizados a cada 10 mil quilômetros rodados, ou quando surgirem vibrações e desgastes irregulares. “Desta forma o peso do veículo é distribuído proporcionalmente nas quatro rodas, evitando que a direção fique instável”, explica Giovanni Carlo Rossi, consultor técnico da ANIP. A partir daí a borracha perde a flexibilidade, surgindo rachaduras. Outra dica é respeitar a capacidade máxima de pressão ao encher o pneu, seguindo sempre a orientação do fabricante. Isso diminui consideravelmente a distância de frenagem do veículo em caso de paradas emergenciais.

 

Na hora de trocar o pneu, o ideal é manter as medidas originais de fábrica. A instalação de pneus maiores, por exemplo, prática muito utilizada em carros esportivos, aumenta o consumo de combustível, compromete a durabilidade do produto e prejudica a suspensão do veículo. E é bom não economizar quando o assunto for segurança, já que preço baixo nem sempre é sinônimo de bons negócios. Pneus recauchutados e remold representam 40% de economia; por outro lado, sua durabilidade cai pela metade. “Um pneu destes é simplesmente um produto usado do qual não sabemos a procedência, por isso não indico o seu uso”, enfatiza Flávio Greco, gerente da Minas Pneus.

 

Flávio Greco, da Minas Pneus: “Recauchutados e remold são produtos usados e sem garantia de procedência”
 

 

O uso de modelos chineses que são vendidos a preços mais baixos no mercado brasileiro também gera controvérsias. Alguns especialistas, como o próprio Flávio Greco, não recomendam: “Além de serem confeccionados com material de qualidade inferior aos fabricados no Brasil, são mais indicados para lugares frios, porque sofrem mais desgaste e duram menos em países tropicais”, afirma. Outros já não veem tantas restrições. “Existem tanto bons fabricantes, quanto outros que realmente deixam a desejar”, diz Alessandro Martins, da Polimarcas. Na loja, 10% dos modelos vendidos são chineses. Ele ainda destaca que países como a Índia, África do Sul e Rússia também exportam pneus para o Brasil e que, em geral, os produtos são de qualidade inferior aos vindos da China. Em todos os casos, o selo do Inmetro é o que atesta a qualidade do produto.

 

Para que os pneus tenham maior durabilidade, o rodízio deve ser feito a cada 10 mil quilômetros rodados, o que faz com que o desgaste seja proporcional em todos eles e sua vida útil chegue a 40 mil quilômetros em carros de passeio. Na troca de um ou dois pneus somente, o ideal é manter sempre os que estejam em melhor estado de conservação na traseira, local em que o motorista tem menor controle sobre a máquina. Em casos de dúvidas, o recomendável é seguir as instruções do fabricante, que detalham as medidas, a velocidade máxima permitida, a capacidade de carga, para que tipo de terreno é adequado e sua data de validade.

 

E, claro, não adianta equipar o carro com pneus novos e ter um sistema de freios precário, já que um depende do outro. Por isso, pastilhas e lonas devem estar sempre em boas condições de uso. Uma dica é a adoção do freio ABS, dispositivo que evita que o freio trave e possibilita o desvio rápido de qualquer obstáculo. “Itens de segurança como pneus, freios ABS, airbag e cinto de segurança devem ser sempre priorizados”, ressalta Ricardo Dilsen, assessor técnico da Fiat. E alerta: para evitar imprevistos, a palavra chave é manutenção.

 

 

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