A lista do bem

por Daniele Hostalácio 12/12/2011 11:30

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Geraldo Goulart, Maíra Vieira, Junia Garrido, Eugênio Gurgel, Cláudio Cunha, Divulgação
None (foto: Geraldo Goulart, Maíra Vieira, Junia Garrido, Eugênio Gurgel, Cláudio Cunha, Divulgação)

Maria Antônia é um dos 82 idosos atendidos por um asilo na região metropolitana de Belo Horizonte. Tiago é uma das 478 crianças assistidas por uma associação de reabilitação de meninos e meninas com deficiência motora permanente. Pedro é um dos 3.500 jovens beneficiados por uma grande obra social localizada em Ribeirão das Neves. Misturados em meio aos números, no entanto, eles não são nada. É só quando conseguimos ir além das estatísticas de atendimento, que o rosto e a história de cada um começam a emergir. Descobrimos, então, que Maria Antônia tem 80 anos, nasceu em Cruzilândia e já teve muitos sonhos; que Tiago tem um lindo sorriso, olhos negros que brilham efusivamente e é uma criança feliz, apesar das limitações físicas; e que Pedro é um jovem atlético, que agarrou com vigor a oportunidade de aprender um ofício e hoje está prestes a conseguir o seu primeiro emprego.

 

Esses três personagens estão entrelaçados pelo nó da solidariedade. Todos eles são atendidos por instituições filantrópicas que sobrevivem do empenho de pessoas que, com abnegação, abraçaram suas causas, bem como da contribuição de cidadãos e empresas. No final de ano, talvez pela proximidade com a maior festa religiosa do cristianismo, ou mesmo pelo fechamento do ciclo de 12 meses que nos convida a fazer balanços e nos incita a nos tornar melhores, muitas pessoas se sentem mais propensas a gestos de solidariedade. Querem doar aquilo que não lhes serve mais, para dar lugar ao novo; querem levar um pouco de afeto para quem vive dentro de instituições como orfanatos e asilos; querem repartir um pouco do que conquistaram ao longo do ano com quem vive em situação de penúria.

 

Mas, no momento de doar dinheiro, muitas pessoas não sabem quais instituições merecem o voto de confiança delas. Sabem que existem centenas de pessoas empreendendo solitariamente ou em conjunto ações humanitárias permanentes junto a diferentes públicos, mas a questão é: como saber se o dinheiro será bem empregado, se a gestão dos recursos fará com que ele chegue aos destinatários por meio de ações fecundas? Como avaliar a idoneidade de quem está à frente dessas instituições e a relevância do trabalho que desenvolvem?

 

Com a ajuda de especialistas, Encontro buscou alguns lugares, na grande Belo Horizonte, que são reconhecidos por apresentarem os requisitos necessários para receber doações em dinheiro. São instituições submetidas a auditorias, que publicam balanços sociais, possuem certificações como entidades de utilidade pública, apresentam um corpo fixo de profissionais remunerados e algumas já foram premiadas. Visitamos esses espaços e conferimos o trabalho realizado por eles. Apresentamos, aqui, 10 instituições. Nenhuma delas convive com sobras no caixa e muitas operam quase sempre no vermelho. Contam quase que exclusivamente com doações, e por isso toda quantia é bem-vinda, pois é a soma das diversas contribuições que faz a diferença.

 

As linhas que se seguem são apenas um pálido esboço do que essas instituições fazem, pois a relevância do trabalho delas não tem como ser expressa em pouco mais de 20 linhas. Foram fundadas por pessoas que se sentiram tocadas pelo sofrimento humano e resolveram partir para a ação; cada uma, dentro do seu escopo de atuação, exerce um poder transformador na vida de milhares de pessoas, todos os anos. Juntas, elas representam um sopro de esperança para famílias que, neste momento, têm um familiar fazendo tratamento contra câncer; ou para crianças que tinham a infância ameaçada; para aqueles que na velhice conheceram o abandono; e, ainda, para jovens e comunidades inteiras que, por meio dessas obras sociais, têm agora uma perspectiva de vida com dignidade, longe das drogas, da violência, da miséria.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Últimas notícias

Comentários