Jonas Barcellos Corrêa Filho

por Daniele Hostalácio e André Lamounier 21/12/2011 11:15

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Daniel Wainstein/Divulgação
O pecuarista Jonas Barcellos Filho com uma de suas doadoras, vendida a preço recorde (foto: Daniel Wainstein/Divulgação)
 

 

Quando o leiloeiro bateu o martelo, a matriz Parla tornava-se recordista de preço da raça nelore, com 50% do seu valor negociado a R$ 2,52 milhões. Ela foi apenas um dos 62 animais de exposição vendidos por Jonas Barcellos, da emblemática Fazenda Mata Velha (Uberaba), em três leilões que movimentaram quase R$ 29 milhões em setembro deste ano. Os preços recordistas não surpreenderam o mercado, pois só corroboraram o reconhecimento ao trabalho de seleção genética que ele vem empreendendo há 41 anos.

 

Nascido na capital mineira, mas neto de fazendeiros, Jonas teve oportunidade de passar parte da infância em fazendas, muitas delas em memoráveis caçadas. O gosto pelo campo amadureceu na vida adulta e, ao lado da sua atuação como um dos mais bem-sucedidos empresários do país – ele fundou e preside o Grupo Brasif, holding que opera em diversas atividades–, ele manteve uma destacada atuação como pecuarista. Seus animais eram quase hours concours nas mais importantes exposições agropecuárias do país e seus leilões estavam entre os mais concorridos.

 

Em 2011, ele decidiu fechar um ciclo, colocando à venda a cabeceira do seu plantel de elite. “Quis deixar as exposições e os leilões por falta de tempo para os constantes compromissos e viagens, mas achei que seria muito importante passar aquelas doadoras para outros criadores”, afirma.

 

Com a decisão, Jonas Barcellos mostrou a sabedoria de reconhecer os próprios limites e enxergar a hora de parar, ao mesmo tempo em que revelou o compromisso com a raça nelore, repassando para outros pecuaristas os seus mais belos animais. Minutos antes do leilão, ele dizia: “Estava dando uma olhada ali nos animais... Então parei de olhá-los, senão desistiria”.

 

Os valores alcançados pelos leilões superaram recordes que pertenciam ao próprio Jonas Barcellos. “Eu não sabia como o mercado reagiria à minha decisão, então fiquei extremamente satisfeito com os preços alcançados, porque eles são uma mostra clara da confiança dos criadores no nosso trabalho, e mostram também a força da raça”, diz. Jonas Barcellos avisa que não deixará a pecuária: “Ela faz parte da minha vida”.

 

Em três de suas sete fazendas, estão 60 mil cabeças de gado. Mas, a partir de agora, ele irá focar no processo de seleção genética do nelore, no qual se insere o projeto de importação de embriões da Índia. “Há 16 anos lutamos para trazer esse material para o Brasil, mas questões sanitárias impediam isso. Agora que o problema se resolveu, vamos refrescar o sangue do nelore. Isso será extraordinário para a pecuária nacional”, aposta.

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