Domingos Costa Neto

por Daniele Hostalácio e André Lamounier 21/12/2011 11:44

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Paulo Márcio
Domingos Costa na sede da Vilma Alimentos, em Contagem: nova linha de massas em homenagem à avó (foto: Paulo Márcio)
 

 

Na leva de imigrantes italianos que chegaram ao Brasil nos anos 1920, fugindo da fome na Europa, estavam Giuseppina e Domingos Costa. Traziam na bagagem coragem, força para trabalhar e três filhos – os outros quatro nasceriam no Brasil. A saga desta família contém os primórdios da Vilma Alimentos, empresa presidida hoje pelo neto deste casal desbravador, também chamado Domingos Costa.

 

Ao assumir os negócios da família, ele acabou criando uma indústria de alimentos muito maior, que neste ano de 2011 comemora vários feitos: investimentos de R$ 40 milhões em novos produtos; inauguração, em agosto, da primeira planta de silos do grupo, no Paraná, com capacidade de armazenar até 36 mil toneladas de trigo; e crescimento de 12% no já destacado faturamento de R$ 480 milhões.

 

A história da Vilma Alimentos começou em 1925, quando os avós de Domingos Costa Neto arrendaram uma pequena fábrica de massas. “Trabalhavam ali até 18 horas por dia. Foram tempos difíceis para eles”, afirma. O pai dele, Paschoal, começou a ajudar nos negócios da família quando apenas tinha 7 anos de idade. “Comprava celofane e embalava os produtos, tudo a mão”. O que lucravam, reinvestiam na empresa. Na década de 1950, quando surgiu a Cidade Industrial, em Contagem, o pai resolveu mudar a fábrica para lá, fruto de incentivos recebidos.

 

Aos 22 anos, Domingos Costa Neto começou a trabalhar na companhia, na qual construiu uma trajetória de sucesso, até tornar-se presidente. Na década de 1990, a empresa trabalhava com poucos produtos e carteira restrita de clientes. Foi quando Domingos Costa Neto percebeu que o mercado estava em processo de transformação. Decidiu introduzir, também em sua empresa, várias mudanças. “Profissionalizamos a companhia, informatizamos tudo, ampliamos a gama de produtos e reformulamos todas as massas, com todos os equipamentos novos”, diz.

 

Em 2008, Domingos Costa comprou a marca Pirata. Hoje, a Vilma Alimentos possui mais de mil produtos em seu portfólio e filiais em quatro estados. Em 2012, a capacidade da fábrica de silos, na qual foram investidos R$ 17 milhões, deve atingir 100 mil toneladas de trigo, e nos próximos três anos, a expectativa é investir mais R$ 80 milhões na ampliação da gama de produtos da Pirata, com a entrada da marca na linha de biscoitos. Para isso, uma nova fábrica será instalada no Paraná.

 

Entre os investimentos deste ano, um deles é particularmente especial para Domingos Costa, uma pessoa afável, serena e extremamente dedicada à família. Trata-se dos R$ 9 milhões que serão aportados numa nova divisão de massas artesanais, batizada de Giuseppina, em homenagem à matriarca da família. “Meu pai, Paschoal, era muito ligado à mãe dele, minha avó”, diz. “Queria fazer-lhe uma homenagem, eternizá-la. Afinal, a personalidade dela ficou marcada para sempre na história desta empresa”. Graças à generosidade do neto, continuará marcando.

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