Euler Nejm

por Daniele Hostalácio e André Lamounier 21/12/2011 12:03

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Maíra Vieira
O empresário Euler Nejm, em uma das lojas do Apoio (foto: Maíra Vieira)
 

 

Tudo começou com um pequeno armazém de secos e molhados, com vendas a granel, no bairro Santa Teresa, 71 anos atrás, quando o libanês Fuad Elias Nejm abriu um pequeno comércio familiar. Fuad tinha seis filhos, mas um deles, em especial, ainda aos 8 anos de idade, já frequentava aquele ambiente e demonstrava ter herdado a veia para o comércio: Euler Nejm. Aos 15 anos, ele foi emancipado pelo pai e tornou-se sócio do estabelecimento. “Ele me deu uma quota, apenas mesmo para eu ter mais responsabilidade. E eu quis provar pra ele que era capaz daquilo, mesmo prematuramente”, diz Euler.

 

Se o pai ainda fosse vivo, sentiria especial orgulho do filho. Afinal, suas empresas se tornaram um colosso cujo faturamento em 2011 vai bater à casa do bilhão. Nos últimos 12 meses, o crescimento foi de 25%, enquanto o segmento de supermercados registrou número bem mais módico: média de 5%.

 

Há muito, os tempos de armazém ficaram para trás. Em 1998, ele abriu a primeira loja Super Nosso, quando já era praticamente o único sócio da empresa familiar, já que foi comprando as ações dos irmãos após a morte do pai, em 1984. “Com essa loja, voltamos à nossa origem, pois depois do armazém que tínhamos meu pai abriu uma distribuidora de produtos, voltada para o atacado, atividade na qual também permaneci”, diz.

 

O primeiro Super Nosso nasceu no bairro Buritis, voltado para consumidores de maior poder aquisitivo. Em 2002, ele decidiu adquirir o supermercado Apoio, focado em outro público-alvo: pequenos comerciantes e consumidores das classes C e D. Hoje, ele está à frente de um grupo que abrange quatro bandeiras: Super Nosso, Apoio, Daminas e Dec Minas – as duas últimas distribuidoras de produtos de perfumaria.

 

O Apoio já soma oito unidades; já o Super Nosso possui hoje 14 lojas – a mais jovem acaba de ser inaugurada no bairro Castelo. Para cada nova unidade, o investimento é de cerca de R$ 3 milhões. Em 2012, Euler Nejm estará empenhado em algumas novidades: “Vamos lançar o delivery do Super Nosso, com logística bem trabalhada. Vamos abrir também mais uma loja do Super Nosso e três do Apoio”, adianta, numa indicação de que ainda há muito a crescer e conquistar. “Meu pai sempre me desafiava, era muito exigente”, diz Euler. “E eu gostava de superar esses desafios”.

 

Como uma herança familiar, Euler recrutou seus filhos, Rodolfo e Rafaela, hoje com 28 e 23 anos, respectivamente, ainda pequenos para ajudá-lo no comércio da família. Rodolfo, o primogênito, só não foi emancipado, mas com 13 anos já esfregava a barriga no balcão da loja na Ceasaminas. “Ele (o pai) é exatamente como meu avô era”, diz Rodolfo. “Cobra muito, e chega junto”.

 

E como bom comerciante libanês, Euler Nejm enxerga longe. Mira nos filhos o futuro da empresa, mas alcança seu pai. “Confesso que ainda hoje tenho o mesmo sentimento dos meus 15 anos, quando meu pai me emancipou”, diz. “Como se estivesse trabalhando para ele, procurando responder à expectativa que depositava em mim. É isso que me impulsiona”.

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