Alex Veiga

por Daniele Hostalácio e André Lamounier 21/12/2011 12:12

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Eugênio Gurgel
Alex Veiga, da Patrimar, em um dos empreendimentos da empresa (foto: Eugênio Gurgel)
 

 

A Patrimar Engenharia passou por duas importantes transformações em 2011. A primeira mudança, visível, diz respeito à sua composição societária, e começou com uma conversa num final de semana. Dois dos sócios, os cunhados Alex Veiga e Marcelo Martins, conversam sobre os rumos da empresa. Marcelo Martins queria que a Patrimar crescesse de maneira mais orgânica e comedida; Alex Veiga queria que o crescimento fosse aos saltos, aproveitando o bom momento do mercado imobiliário no país. Marcelo, então, ofereceu suas ações ao sócio.

 

Algumas noites mal dormidas depois, Alex Veiga tomou a decisão e comprou 30% das ações do cunhado, tornando-se assim sócio majoritário de uma das maiores construtoras do país, com 80% das ações – o outro sócio do empreendimento é o sogro de Alex, o construtor Murilo Martins. “A gente tem de escutar o coração. O meu dizia que valia a pena comprar, e o coração do Marcelo dizia que valia a pena vender. Foi uma decisão rápida”, afirma Alex.

 

A outra transformação, que o mercado aos poucos vai perceber, diz respeito ao caminho que a Patrimar deverá trilhar a partir de agora, sob o comando de Alex Veiga, conhecido no mercado como um empresário impetuoso e arrojado. “Criamos uma marca e hoje a empresa está preparada para atuar de maneira muito agressiva em três segmentos: o de alto padrão, que é a cara da Patrimar; o voltado para a classe média, por meio da Novolar, nome criado há oito anos; e o de baixa renda, dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, no estado do Rio de Janeiro”, diz. Veiga já tem planos para aterrissar numa região na qual a empresa ainda não atua, o interior paulista. “Lá está a classe média mais forte do Brasil”, afirma. “Vou em busca dela”.

 

Formado em engenharia civil em 1982, época em que o mercado de trabalho era desolador para futuros engenheiros, Alex Veiga não desistiu. “Apenas 30% da minha turma ficou na área”, lembra. Começou trabalhando na empresa do sogro, proprietário da M.Martins Engenharia e Comércio, que atuava na construção pesada. Pouco adiante, foi criado o braço imobiliário da empresa, e Alex, designado seu superintendente.

 

O novo negócio começou a crescer, e o antigo, a regredir. “Até que cortamos o cordão umbilical”, diz. Assim nasceu, em 1995, a Patrimar. Em 2010, a empresa cresceu 40%. Este ano, a projeção é de mais 25%. “Mas a rentabilidade será a mesma”, afirma. “Nunca vivi momento igual: as classes média e alta estão consumindo; a classe baixa está tendo subsídio, existe crédito, e a tendência é que ele (o crédito) cresça absurdamente no futuro próximo”. Para os anos seguintes, o mercado de construção civil pode esperar uma nova Patrimar. Afinal, o estilo de Alex Veiga não deixa dúvidas. “Sem ousadia, não se vai a lugar nenhum”, afirma.

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