Luciano Corrêa

por Daniele Hostalácio e André Lamounier 21/12/2011 12:45

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Euguênio Gurgel
O judoca Luciano Corrêa durante os treinos no Minas Tênis Clube: “Agora, a meta é Londres” (foto: Euguênio Gurgel)
 

 

O judô surgiu na vida de Luciano Corrêa por uma questão de logística. A mãe dele ia para a academia de ginástica e não tinha com quem deixar o filho durante esse período, então decidiu colocar o menino no judô. Ele tinha 4 anos de idade. Mal sabia ela que aquela prosaica solução traçaria o destino de Luciano.

 

Vinte e cinco anos depois, em Guadalajara, México, ele subiu ao pódio para receber a medalha de ouro conquistada durante os Jogos Panamericanos, na categoria meio-pesado (até 100 kg). “O momento do pódio é muito rápido, mas passa muita coisa na cabeça naqueles instantes. Lembrei-me das pessoas que sempre me apoiaram, especialmente a minha família”, diz.

 

O judoca vem acumulando conquistas, títulos e medalhas já há alguns anos, numa trajetória que exigiu dele abrir mão, ainda muito jovem, de importantes coisas da vida. “Aos 16 anos, fui contratado pelo Minas Tênis Clube e me mudei para Belo Horizonte. Fui morar em república, longe da família e dos amigos. Eu era muito novo. Mas valeu o sacrifício”, afirma.

 

O sentimento de quanto valeu a pena é reforçado a cada vez que ele leva um título, como quando, por exemplo, sagrou-se campeão mundial de judô ao conquistar medalha de ouro no 25º Campeonato Mundial de Judô, realizado em setembro de 2007, no Rio de Janeiro – com a conquista, ele se tornou o segundo brasileiro a ganhar um título mundial no esporte.

 

Apesar de já estar acostumado a sentir o gosto da vitória, o ouro no Pan, em 2011, teve alguns aspectos especiais para ele. Em primeiro lugar, porque ajudou o Brasil a se firmar como uma das maiores potências do judô nas Américas. Em segundo, porque foi também uma mostra de superação, já que o atleta havia sofrido uma importante lesão em um dos ombros em fevereiro, e por conta disso precisou se submeter a uma cirurgia, ficando seis meses sem poder competir, numa lenta recuperação.

 

Quando se viu em forma, correu contra o tempo e, em outubro, a vitória acabou coroando o esforço. A conquista foi especialmente comemorada, também, por ter sido contra o cubano Oreydi Despaigne, para quem Luciano havia perdido os três últimos combates. Mal conquistou o ouro, no entanto, e as quatro horas diárias de treino e as viagens pelos mais diferentes pontos do planeta reiniciaram.

 

Depois do México, já esteve na Holanda e, algumas semanas depois, seguiu para o Japão e a China, a fim de participar das eliminatórias em busca de uma vaga nas Olimpíadas de Londres, que acontecem em 2012. Luciano é do tipo que vive focado no próximo desafio. “Londres é a meta”, diz o atleta, que hoje é o 16º no ranking mundial de judô.

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