Mauro Baleeiro

por Daniele Hostalácio e André Lamounier 21/12/2011 13:07

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Eugênio Gurgel
Mauro Baleeiro: “Há um ano e dois meses, a Alta Energia não tinha nem uma chave de fenda" (foto: Eugênio Gurgel)
 

 

Regiões de matas, serras, pântanos e volumosos cursos de água, com cerca de 500 km desprovidos de cidades, estradas de acesso e qualquer infraestrutura de apoio logístico. Essa região inóspita representa o monumental desafio de engenharia e logística abraçado pelo engenheiro civil Mauro Baleeiro. No comando da Alta Energia, empresa surgida a partir do consórcio de duas gigantes do setor de energia do país – a Tabocas e a Alusa – ele está à frente do maior projeto de transmissão de energia elétrica do mundo.

 

Ele montou a empresa, deu a ela nome (Alta Energia), a partir do zero começou a contratar engenheiros, técnicos e administradores, para criar bases operacionais em 10 regiões diferentes do Brasil. Só na frota de equipamentos próprios – tudo de última geração, que buscou em diferentes partes do mundo – precisou investir US$ 40 milhões. O maquinário inclui de veículos anfíbios a guindastes.

 

O trabalho teve início em junho de 2010, quando Baleeiro foi convidado para finalizar a negociação de um contrato. Alusa e Tabocas haviam acabado de se unir em consórcio para explorar um negócio de R$ 450 milhões: realizar dois trechos do primeiro linhão do rio Madeira, levando a energia produzida nas Usinas de Santo Antônio e Giral, em Rondônia, para onde está a demanda, na região sudeste do país.

 

Em agosto de 2010, assumiu a presidência da nova companhia. “Estamos realizando o terço médio do projeto, ou seja, a região do Mato Grosso”, diz ele. A extensão de cabos a serem lançados ali é de 15 mil km. Para dar conta de tanto trabalho, Baleeiro iniciou suas tarefas contratando gente. Até hoje não parou. A Alta Energia já tem 1,4 mil funcionários.

 

Em setembro deste ano, o grupo Alusa ganhou novo projeto, desta vez na Amazônia, no valor de R$ 550 milhões. Para executá-lo, contratou a Alta Energia. “Nos próximos três anos, já temos uma carteira de negócios no valor de R$ 1 bilhão”, afirma.

 

Mauro Baleeiro começou sua trajetória profissional na Fiat, depois passou 21 anos na SBE (Sociedade Brasileira de Eletrificação). Empreendeu uma carreira marcada pela experiência internacional, com cursos e atuação em vários países, tendo executado a interligação elétrica entre Brasil e Argentina, considerada um marco da engenharia na região. “Há um ano e dois meses, a Alta Energia não tinham nem uma chave de fenda”, diz. “Para uma empresa tão jovem, é impressionante”.

 

De fato, a companhia surfa no bom momento do mercado de energia brasileiro. “Há um boom de demanda por linhas de transmissão. O Brasil precisa crescer, e sem energia, isso não vai acontecer”, afirma. “Trata-se de uma questão estratégica”. E Mauro Baleeiro sabe que, para ser protagonista neste cenário, ele precisa correr. Ah, e sair contratando. Alguém se candidata?

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