De ex-Beatle a tenor

por Rafael Campos - Revista do Correio 11/01/2012 12:06

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Studio Cerri/Divulgação, Gualter Naves, Casa Fiat/Divulgação, Elenize Dezgeniski, Carlos Gueller, André Fossati, Paulo Lacerda
None (foto: Studio Cerri/Divulgação, Gualter Naves, Casa Fiat/Divulgação, Elenize Dezgeniski, Carlos Gueller, André Fossati, Paulo Lacerda)

O belo-horizontino não tem do que reclamar. O ano de 2011 foi recheado de boas e inéditas atrações na área cultural. Teve até ex-Beatle que pisou pela primeira vez em terras mineiras, levando muita gente grande a se emocionar. Aliás, emoção foi o que não faltou durante a apresentação do tenor Andrea Bocelli na praça da Estação, onde milhares de pessoas se reuniram para escutar a inconfundível voz italiana. No Grande Teatro do Palácio das Artes, outras atrações inéditas como as óperas La Bohème e Nabuco. No mesmo palco, Chico Buarque. Ele já esteve por aqui, mas atraiu também inúmeros fãs em busca de ingressos (ou seriam troféus?). Na última edição do ano, Encontro selecionou os principais eventos que marcaram a cidade. Não custa nada lembrar!

 

Domingo inesquecível

 

O principal tenor da atualidade, o italiano Andrea Bocelli, emocionou cerca de 80 mil pessoas em 6 de novembro, na praça da Estação, no centro de Belo Horizonte. O espetáculo marcou o aniversário de 35 anos da Fiat no Brasil e teve participações ilustres como a cantora Sandy, a soprano Maria Aleida, a Orquestra Sinfônica e o Coral Lírico de Minas Gerais. Os pontos altos do show ficaram por conta de Con Te Partirò, interpretada por Bocelli, pela soprano Mari Aleida e os alunos do Coral Árvore da Vida; Nessun Dorma, e uma homenagem aos brasileiros com O Guarani, de Carlos Gomes, também arrepiaram o público. Em vários momentos do show, o clima da praça da Estação e da avenida dos Andradas se confundia com o de um grande teatro: o silêncio imperava.

 

 

 

De Tarsila a Júlio Cesar

 

Os belo-horizontinos puderam, em 2011, conhecer de perto importantes peças do mundo das artes. A Casa Fiat de Cultura, no Belvedere, sediou duas exposições que receberam juntas aproximadamente 100 mil pessoas: Roma – A vida e os imperadores, prevista para terminar 18 dezembro, recontou os principais fatos e personagens romanos através de mais de 300 objetos. Tarsila e o Brasil dos Modernistas, entre os dias 10 e 22 de julho, trouxe impressões brasileiras nas artes de Tarsila do Amaral, entre outros artistas como Di Cavalcanti, Candido Portinari, Cícero Dias, Lasar Segall, Vicente do Rego Monteiro e Victor Brecheret.

 

 

 

Sintonia com o público

 

O inglês Seal botou os belo-horizontinos para dançar no Chevrolet Hall, em 20 de março. Comemorando duas décadas de seu álbum de estreia, o cantor de voz inconfundível mandou seus maiores hits como Killer e Crazy, além, é claro, de canções de seu mais novo trabalho, Commitment. Mas não foram apenas os sucessos que fizeram do show um espetáculo inesquecível. O artista mostrou carisma ao se derreter em elogios à BH: “Cidade maravilhosa”, soltou o inglês diante de um público em perfeita sintonia com a música.

 

 

 

Duas vezes Galpão

 

Uma imersão no mundo do dramaturgo russo Antón Tchekhov colocou o Grupo Galpão mais uma vez sob os holofotes neste ano. Entre 28 de abril e 12 de junho, os mineiros apresentaram Tio Vânia (aos que vierem depois de nós), com direção de Yara de Novaes (foto). As sessões no Galpão Cine Horto, na capital, ficaram lotadas. Segundo a organização, a peça foi assistida por 24 mil pessoas em 79 apresentações em BH e em outros estados. Tudo indica que Eclipse, mais novo trabalho do grupo, também baseado em Tchekhov, vai pelo mesmo caminho. Nas quatro primeiras apresentações no teatro do Horto, mais de 700 pessoas já assistiram ao novo espetáculo. Em 2012, o Grupo Galpão completa 30 anos de história.

 

 

 

Mais um dia para Chico

 

Chico Buarque escolheu Belo Horizonte para estrear sua turnê nacional do novo álbum, Chico. Em menos de 24 horas, os ingressos para os shows dos dias 5 a 8 de novembro se esgotaram, formando filas imensas na calçada do Palácio das Artes, local da apresentação. A grande procura fez com que a produção do espetáculo abrisse sessão extra, no dia 9. No palco, o grande compositor não ficou devendo. Ele emocionou o público, equilibrando canções consagradas como Desalento, Cálice e Choro bandido, com inéditas como Querido diário, Rubato e Essa pequena. As cinco apresentações levaram mais de 8,2 mil pessoas ao grande teatro. E já deixam saudade.

 

 

 

Teve circo sim, senhor!

 

A Casa do Conde se transformou em um grande picadeiro. Entre os dias 26 de agosto e 4 de setembro, foi realizada a 11ª edição do Festival Mundial de Circo, que atraiu cerca de 20 mil pessoas. O evento se concentrou em um único lugar, o que possibilitou a transformação do espaço em uma verdadeira “cidade do circo”. Atrações estrangeiras como os grupos Les Colporteurs, da França, e os australianos do Acrobat, surpreenderam o público. A companhia La Mínima, de São Paulo, com seu espetáculo Rádio Variété (foto), também garantiu boas risadas da plateia sob uma imensa lona armada, com capacidade para 450 pessoas.

 

 

 

A cidade e o jazz

 

Os belo-horizontinos abraçaram de vez o estilo. Entre os dias 25 de julho e 3 de agosto, a capital respirou jazz durante o Savassi Festival. O ritmo passou por vários lugares da cidade: teatro Dom Silvério, Shopping 5ª Avenida, Palácio das Artes e Museu de Artes e Ofícios. Entre as atrações, Chris Potter, Kevin Mahogany e Marc Ayza Group, além dos brasileiros Túlio Mourão e João Nogueira. Logo em seguida, teve início o I Love Jazz. Mais de 10 mil pessoas assistiram as apresentações gratuitas nas praças do Papa e da Liberdade, até o dia 14 de agosto. A Paulistânea Jazz Band (foto), de São Paulo, foi uma das apresentações mais aguardadas.

 

 

 

Lirismo no Palácio

 

Os fãs de todas as idades de música erudita não passaram em branco em 2011. O Grande Teatro do Palácio das Artes foi palco de duas importantes óperas que vieram à capital pela primeira vez. Uma delas, apresentada entre os dias 19 e 27 de junho, trouxe para Belo Horizonte mais de 400 profissionais para apresentar Nabuco, de Giuseppe Verdi, uma das óperas mais executadas do mundo. Cerca de nove mil pessoas assistiram às seis apresentações. E na segunda quinzena de outubro, em sete récitas, mais de 11 mil pessoas acompanharam La Bohème (foto), de Giacomo Puccini, considerada uma das dez maiores de todos os tempos.

 

 

 

Excelência na dança

 

O Grande Teatro do Palácio das Artes voltou a receber o Grupo Corpo, entre os dias 17 e 21 de agosto. Os mineiros puderam assistir à mais recente coreografia da companhia mineira, que este ano completou 36 anos, com mais de 30 balés elaborados. Desta vez, em Sem Mim, o grupo dirigido por Paulo e Rodrigo Pederneiras mostrou as ondas do mar no palco. A trilha, produzida pelos compositores José Miguel Visnik e Carlos Nuñez se incumbiu de dar ritmo ao novo trabalho. A apresentação no grande teatro mais uma vez recebeu lotação máxima e, ao final, a plateia aplaudiu de pé por um longo tempo.

 

 
 

 

Ex-Beatle em BH

 

Pela primeira vez um ex-Beatle aterrizou em Belo Horizonte para unir gerações em torno do bom e velho rock and roll. Ringo Starr e sua All Starr Band fizeram um show inesquecível no Chevrolet Hall, dia 16 de novembro. E só de estar perto do baterista, muito marmanjo se emocionou. Valeram o ingresso canções como I Wanna Be Your Man, Act Naturally e Yellow Submarine, delírio beatlemaníaco! Aliás, o ano foi especial para os amantes fiéis das guitarras. Passaram por aqui dinossauros como Deep Purple, Judas Priest, Whitesnake e o ex-vocalista do Black Sabbath, Ozzy Osbourne, que atraiu quase 15 mil pessoas ao Mineirinho, na Pampulha. Lá também fez show a cantora Rihanna, para destacar que o pop também não foi esquecido: a arena do Chevrolet Hall foi palco de Erasure e Tears for Fears.

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