Na sociedade 8

por Paulo Navarro 17/01/2012 10:34

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Wellington Pedro/Secom-MG, Barbara Dutra, Arquivo pessoal
Saulo e Virgínia Wanderley, ontem, como hoje, celebrando a vida (foto: Wellington Pedro/Secom-MG, Barbara Dutra, Arquivo pessoal)

Desbravando o paraíso

 

Referência de gente famosa como Aécio Neves, de gente com casa bacana como a de Duda Mendonça e do mineiro Toninho Guimarães e de pousadas finas e caras como a Kiaroa Eco-Luxury Resort, a Península de Maraú que Saulo Wanderley conheceu foi outra. Há nada menos do que 40 anos, o jovem empresário da construção pesada arregaçou as mangas e encarou um dos primeiros desafios da próspera Construtora Cowan: construir a BR-030, que cortaria toda a semivirgem península rumo à baía de Camamu, onde seria erguido um novo porto de Ilhéus. Foi Saulo quem entrou na península com o primeiro carro. Antes, só se ia de barco. Outras testemunhas garantem que, quando os grandes tratores passavam, era caranguejo para tudo que é lado, devido aos majestosos manguezais. Hoje, isso geraria problema com o Ibama.

 

Paraíso ma non troppo

 

Recém-casado com Virgínia, Saulo fincou barraca na deserta praia de Algodões, local onde construiu uma pequena casa de madeira e que os abrigou durante mais de um ano. Ao lado de peões, de sol a sol, encarou o calor senegalês para desbravar a mata virgem e açudes recheados de ferozes mosquitos. A estrada, depois de construída, não foi asfaltada até hoje. Porém, como Deus ajuda a quem cedo madruga, Saulo hoje dirige uma das maiores construtoras do país. Quanto a Maraú – saudada outrora como futura Riviera brasileira – 40 anos depois, seguecapenga no quesito prosperidade: faltam esgoto, água potável e asfalto para a estrada construída por Wanderley. Em tempo: como outros projetos no Brasil, a ideia do porto morreu na praia.

 

De olho nos investimentos hoteleiros e no amor, Benito Porcaro e sua Letícia Lacerda
 

 

BH mais chique

 

Belo Horizonte recebeu grande quantidade de restaurantes “gastrô”, mais finos, neste segundo semestre. De cara, lembramos de duas novidades do chef italiano Massimo Bataglini, o Ephigenia Bistrô e uma salumeria; o mineiro Trindade e o árabe Istambul, de Marco Malzone; Parrilla Urbana, de Lilian Mesquita e Wagner Gonçalves; Baldaratti, de Luiz Borba; L'Entrecôte, de Tomaz Gomide; Bulles, no Espaço Patachou, de Sandra Pires; o peruano Wari, de Érica Vilaça Lamounier e de Adriana e Gilson Júdice; Monjardim Costelaria e Botequim, de Leonardo Marques e Leonardo Lessa; OAK, do chef Bruno Albergaria, o bistrô Demi Baguette, de Ives Figueiredo e Moacir Carvalho de Oliveira Filho...

 

Ah, que bom! O executivo financeiro Fábio Drumond, muito bem tratado pela empresária gastrô Carolina Andrade
 

 

BH mais preocupada

 

Detalhe: a maioria destes empresários é sócia de outras casas de sucesso. Mas será que tem cliente para tantos estabelecimentos ou eles só “dão Ibope” no final de semana? Convenhamos, é a “pessoa jurídica” quem mantém grande parte deles em dia de semana. Fora a mão de obra para tudo isso. Lembramos que o chef Léo Mendes, do Ah! Bon, já disse: “Quando as redes de hotéis chegarem (para a Copa), vão inflacionar o mercado e nos deixar a ver navios”. Na contramão, muitos restaurantes estão fechando (só no Sion, foram três). Em geral, o movimento em Belo Horizonte caiu 20%. Segundo o empresário Rodrigo Ferraz, do Albano’s e Haus München, o cenário preocupa o setor: crise internacional, lei seca, lei do fumo, reclamação da vizinhança e uma desarmonia entre o número de casas e o de consumidores. Além do risco de vários fechamentos, Ferraz diz que é temida a perda do nosso título de capital mundial dos bares e restaurantes.

 

Ecos da exposição A Voz Secreta da Alma, no Ponteio Lar Shopping: Sônia Lessa, Isabela Bilac Pinto e as artistas Adriana Longo e Laila Assef
 

 

BH mais concorrida

 

Outro “concorrente” são os cursos chiques de gastronomia que pipocam: a aula com um chef famoso mais o jantar harmonizado com vinhos sai mais em conta do que qualquer noite em restaurante do mesmo padrão. Dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel-MG) mostram que a capital tem 12 mil estabelecimentos de alimentação fora do lar, sendo em torno de 60 considerados de alta gastronomia. Mas a entidade acredita que, mesmo com o aumento deste número, a cidade tenha público: se estas casas não ficam lotadas todos os dias da semana, a frequência de quinta a domingo, com alto poder aquisitivo, garante o equilíbrio.

 

BH mais qualificada

 

Sobre a falta de mão de obra, a Abrasel-MG afirma que Belo Horizonte sofre não só no segmento de bares e restaurantes, mas em todo o setor de turismo e até na construção civil. A esperança mora nos centros de formação profissional do Senac, na rede de capacitação gastronômica IGA, na Faculdade Estácio de Sá e em iniciativas como o Instituto Dona Lucinha e a Associação Querubins, que formam pessoas de baixa renda, sobretudo para auxiliares de cozinha e garçons.

 

Sempre em forma na vida empresarial, na beleza e nos salões, as Terezas Dias e Fonseca
 

 

Vamos para o verão

 

Perguntamos a Nádia Fonseca, da Troptour: para onde os belo-horizontinos estão indo neste verão? Ela diz que, no exterior, só dá Miami, principalmente porque “todo mundo tem casa lá”. A agência também embarca um pouco para Paris que, nesta época, não chega aos pés de Miami. No Brasil, Nádia destaca o Natal no Rio de Janeiro, a Bahia praticamente inteira e o nordeste em geral. Cristina Campos, da Estação de Turismo, também nos dá um parâmetro: o belo-horizontino vai, como sempre, atrás do verão. No Brasil, curte Angra dos Reis, Trancoso, Florianópolis, Salvador, etc. Fora do país, persegue o verão em Saint-Tropez (França), Hvar (Croácia), Turquia, Saint-Barth (Caribe), Riviera Maia e Miami, os destinos badalados do verão mundo afora. Além, claro, dos lugares “comuns” – Disney, Paris, Madri e Lisboa.

 

Belas e cheirosas

 

A Água de Cheiro, inteligente e cosmopolita, tendo no timão Henrique Alves Pinto, adotou prática do mercado internacional, onde mulheres e homens famosos têm lançado perfumes com seus nomes. Lá, Beyoncé, Kate Moss e Jennifer Aniston, entre outras. Aqui, perfumes, incluindo fragrâncias para o corpo, com os nomes de Sabrina Sato e Deborah Secco. Lançamento às vésperas do pecaminoso carnaval, associando as belas a aromas sedutores. Sabrina acha que seu perfume “é de mulher cheirosa e gostosa”. Acertou em cheio.

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