Isso tem explicação?

por Joelmir Tavares e João Pombo Barile 22/03/2012 14:36

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Arquivo pessoal/reprodução, Paulo Márcio, Barbara Dutra, Cláudio Cunha, Divulgação
O casal Djalma Brugnara Veloso e Ana Alice de Melo: 20 anos de convivência, fim trágico (foto: Arquivo pessoal/reprodução, Paulo Márcio, Barbara Dutra, Cláudio Cunha, Divulgação)

É quase sempre difícil perceber. Até que um ato desmedido vem à tona e desperta a incredulidade tão comum aos episódios de violência praticados dentro de casa. Frases como “eu nunca esperava que ele(a) pudesse fazer isso” ou “ele(a) sempre foi uma pessoa calma” demonstram que se enganar sobre a personalidade de alguém é fácil. Na nossa sociedade, marcada pelo jogo das aparências e pela fogueira das vaidades, conhecer quem vive do seu lado é um desafio.

 

Quando Ana Alice de Melo e Djalma Brugnara Veloso se conheceram, em 1992, ela tinha apenas 16 anos e era muito bonita. Ele, 14 anos mais velho, tentava se estabelecer como empresário e já tinha fama de galanteador e bom-partido nas rodas que frequentava em Belo Horizonte. Djalma encantou-se por Ana Alice, que por sua vez deslumbrou-se com os galanteios do rapaz. Ele era sedutor e bom de papo. Depois de mais de 10 anos de namoro veio o casamento, o segundo dele e o primeiro dela. Em seguida, vieram os filhos, dois meninos, hoje com 8 e 2 anos, e as sucessivas crises. Ele nunca perdeu a pose, nem deixou de ser mulherengo.

 

Ana Alice se formou advogada e aprendeu a se defender. Descobriu as escapadelas do marido e as brigas foram ficando mais comuns. O segundo filho, nascido em 2009, chegou em meio a uma guerra conjugal. E enquanto a família crescia, os negócios de Djalma iam de mal a pior. Primeiro, ele montou uma empresa de turismo, que naufragou. Depois, investiu em carros para locação, mas até a sede da loja, no bairro Estoril, sequer tinha placa, e os carros tinham seus documentos, quase sempre, em nome de familiares.

 

Inconformado com os rumos de sua vida, Djalma foi-se perdendo cada vez mais, o que abalou o casamento e culminou no pedido de separação. A ex-mulher, então procuradora do estado em ascensão, encontrou na justiça mecanismos para se defender das vilanias do ex-marido. Mas isso não foi suficiente. O final dessa história todo mundo conhece: no começo de fevereiro deste ano, Djalma matou a mulher a facadas, na bela e luxuosa casa que construíram juntos, e se suicidou no mesmo dia, em um motel não muito longe dali, deixando órfãos os dois filhos pequenos.

 

Quem convivia com o empresário Djalma Brugnara Veloso foi surpreendido com o desfecho trágico da história que um dia foi de amor. Homens que não conseguem suportar o fim do relacionamento ou lidar com uma traição se encaixam, frequentemente, na categoria das pessoas que, de acordo com psicólogos, revelam um lado perverso e, muitas vezes, violento, ao serem confrontadas com a frustração.

 

Foi assim também com Lindemberg Alves, o rapaz que, inconformado com o término do namoro, manteve Eloá Pimentel em cárcere privado e a matou em 2008. O mesmo motivo levou o advogado Mizael Bispo de Souza a pôr fim à vida de Mércia Nakashima, em 2010, e impeliu o jornalista Pimenta Neves a assassinar Sandra Gomide em 2000. Em 2010, Eliza Samudio teria sido morta a mando do goleiro Bruno Fernandes. O país parou, em 1992, diante do assassinato da atriz Daniella Perez pelo ator Guilherme de Pádua. Em 1976, o empresário Doca Street executou a socialite mineira Ângela Diniz.

 

De uma hora para outra, bons moços passam a monstros e profissionais exemplares sujam as mãos de sangue. Outra característica comum aos crimes é a subjugação da mulher a uma posição inferior. “A sociedade historicamente patriarcal e machista em que vivemos leva muitos homens a acreditarem que a violência contra a mulher é aceitável”, analisa a cientista política Marlise Matos, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher (Nepem), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

Ainda que as aparências enganem, sinais indicam quando a tirania masculina que transforma o jogo do amor em dominação pode desembocar em agressão e morte. “Pessoas que apresentam intolerância a frustrações, desequilíbrio emocional, instabilidade de humor, ciúme doentio, acessos de raiva e impulsividade são mais propensas a praticarem atos desmedidos”, alerta a psicóloga e orientadora Carla Couto. Entretanto, em relacionamentos fortuitos – os mais habituais hoje em dia –, as pistas costumam ser pouco evidentes.

 

Stélio Lage, psiquiatra e psicanalista: "O homem pegador não gosta nunca de ser rejeitado. E também não suporta a traição"
 

 

Autora do livro Mentes Perigosas: o Psicopata Mora ao Lado, a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva lembra que portadores de psicopatia, muitas vezes responsáveis pela violência física ou psicológica contra mulheres, são tão dissimulados que conseguem driblar até os médicos. “Os psicopatas são os verdadeiros atores da vida real. Representam como ninguém. Ter cautela é sempre importante quando não se conhece alguém muito bem”, afirma.

 

Se é tão complicado confiar plenamente em quem está ao nosso lado e prever acessos de fúria, então como impedir que o problema chegue ao limite? De acordo com especialistas, o primeiro passo é ter atenção aos detalhes que revelam traços sombrios da personalidade do outro. “É importante checar seus hábitos, saber um pouco do seu passado. Sem querer ser pessimista, somente realista, precisamos entender que a maldade existe verdadeiramente. Temos uma tendência equivocada a sempre achar que o outro não é tão ruim assim e que um dia ele vai mudar”, diz Ana Beatriz Barbosa Silva.

 

A esperança na mudança do outro não pode servir de justificativa para a mulher sofrer calada. É recorrente ouvir de vítimas de agressão doméstica a confissão de que deixaram a violência ir longe demais na tentativa de ajudarem o homem a alterar o comportamento. A segunda chance (ou terceira, quarta, quinta) dada ao companheiro, muitas vezes com o objetivo de preservar a estrutura familiar, acaba desembocando na continuação dos abusos.

 

Se o problema com o parceiro ou parceira estiver em estágio inicial, a dica é apostar no diálogo para auxiliar a pessoa. Vale ainda recorrer a auxílio de profissional, como psicólogo ou médico, e a conforto espiritual, como nas religiões, caso a pessoa tenha fé em crenças. Mas, se a situação já estiver próxima do insuportável, com histórico de ameaças e perseguições, o aconselhável mesmo é partir para a aplicação das leis e levar o caso ao conhecimento da polícia. A Lei Maria da Penha, criada em 2006, é uma aliada forte na proteção feminina. Embora homens também sofram com a possessividade nas relações, as mulheres ainda são maioria entre as vítimas.

 

Na raiz da questão, avalia a subsecretária de Direitos Humanos de Minas Gerais e presidente do Conselho Estadual da Mulher, Carmen Rocha, está a equiparação social entre os sexos, que ganhou força com a emancipação da mulher, sua entrada no mercado de trabalho e a transformação em “chefe” do lar. “Até hoje, há quem identifique o homem com o espaço público e mulher com o doméstico. Essa ideia ultrapassada é usada como justificativa para a opressão. É um fenômeno construído culturalmente, que precisa ser modificado”, afirma.

 

Um olhar para o futuro, porém, revela um cenário perigoso e preocupante. Isso porque os jovens de hoje, cada vez mais distantes dos limites, chegarão à idade adulta com grande dificuldade de aceitar um “não” como resposta. A baixa tolerância à decepção, potencializada pela criação permissiva que pais e mães dispensam aos filhos, vai resultar em pessoas emocionalmente instáveis e despreparadas para relacionamentos amorosos maduros, segundo especialistas.
A tendência, notada no mundo todo, levou estudiosos a apelidarem o grupo de crianças nascidas a partir dos anos 1990 de geração “N”, em alusão ao narcisismo que caracteriza esses indivíduos.

 

Juiz Juarez Morais, que assinou a decisão para que Djalma Brugnara saísse de casa: “Tenho inúmeros outros casos semelhantes somente nos condomínios de Nova Lima"
 

 

Elas ficaram assim por serem excessivamente elogiadas pelos pais, que, soterrados pelo excesso de trabalho e culpados pelo pouco tempo de convivência com os filhos, sentem-se na obrigação de fazer as vontades da prole, como uma forma de compensação pela ausência.

 

A psicóloga Carla Couto, que lida diretamente com representantes da geração “N” em seu consultório, em Belo Horizonte, teme pelas reações desses jovens quando, por exemplo, se virem diante de um pedido de divórcio. “As consequências poderão ser nefastas, inclusive com atos violentos. Qualquer contrariedade poderá gerar uma explosão”, explica. Carla pondera, no entanto, que o comportamento não é regra para todos os nascidos pós-1990.

 

Crescendo sem regras dentro de casa e com a convicção de que o mundo gira em torno de seus caprichos, muitos futuros adultos terão resistência às normas que devem reger qualquer relação entre pessoas – seja no amor, na escola ou no trabalho. Como têm certeza de que são autossuficientes e incorrigíveis, não admitem crítica. Para quem sofre violência física ou psicológica hoje, e para quem algum dia passar pelo problema, a recomendação é uma só: nunca prorrogar a solução. “Jamais podemos banalizar aquilo que nos incomoda ou machuca. Evitar que o limite seja atingido também é responsabilidade da vítima”, afirma Carla Couto.

 

Vizinho de condomínio do casal Djalma Veloso e Ana Alice de Melo, o presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), Rodrigo Pereira Cunha, prefere não falar diretamente do assunto, porque não acompanhou o caso de perto e nem conhece os detalhes dele, mas alerta para um dado que tem tudo a ver com a história do crime da Vila Alpina. “Em 90 a 95% de situações de violência familiar, o agressor é mesmo o homem”, diz.

 

Segundo o jurista, o fim das relações amorosas muitas vezes não é tão pacífico e civilizado como deveria ser. É muito comum que os restos do amor se transformem em agressões físicas e verbais. Discussão e até certa dose de agressividade podem acabar fazendo parte da vida familiar e do fim do amor, mas a violência, não. “Talvez uma das maneiras de ajudar a diminuir tal violência, além das ações jurídicas e políticas, é entendê-la como uma relação de dominação erótica de um gênero sobre o outro. Se não se domina por bem, usa-se o recurso da força física, por mais primário e primitivo que ele seja”, explica.

 

Segundo o advogado, as mulheres, talvez por saberem lidar melhor com o que lhes falta, elaboram melhor a perda e exercem o seu poder muito mais no campo da sedução e da palavra. “O homem, pela relação histórica de dominação e de patriarcado, é mais comum que recorra à força física. Apesar da igualização de direitos proclamada pela lei, há diferenças abissais: químicas (hormonais), físicas e biológicas. Daí a necessidade de se considerar diferentes os desiguais, para igualizá-los perante a lei”.

 

O juiz titular da Vara de Nova Lima, Juarez Morais, que assinou a decisão para que Djalma Brugnara saísse de casa, conta que a violência doméstica entre os mais ricos é mais frequente do que a mídia noticia. O problema todo é que, nas classes mais abastadas, a família geralmente abafa. “Violência doméstica não é privilégio de pobre. Esta não foi a primeira Maria da Penha que eu assinei para moradores de condomínios de luxo da MG-30. Tenho inúmeros outros casos semelhantes", diz o magistrado. “Não foi o primeiro caso e, infelizmente, tenho certeza de que não será o último”, referindo-se ao crime da Vila Alpina.

 

A tese também é defendida pelo advogado de Ana Alice de Melo, Murillo Evandro de Andrade. Segundo ele, a violência entre os mais ricos é muito comum: “Tenho hoje mais de 10 casos de violência doméstica contra mulheres de nível social elevadíssimo”, conta. “O problema todo é que os mais ricos parecem não querer aceitar as regras. Acham que podem tudo e que não precisam se submeter à lei”.

 

"Ninguém se transforma em psicopata de um dia para o outro"

 

ENCONTRO - Como se pode definir um psicopata?
ANA BEATRIZ BARBOSA SILVA -
Psicopata é o indivíduo que apresenta um transtorno de personalidade, que se caracteriza por total ausência de sentimento de culpa, arrependimento ou remorso pelo que faz de errado; falta de empatia com outro e emoções de forma geral (amor, tristeza, medo, compaixão etc.). Os psicopatas são frios, mentirosos contumazes, egocêntricos, transgressores de regras sociais. Muitos são violentos e só visam ao interesse próprio. Eles estão infiltrados em todos os meios sociais, credos, culturas, e são capazes de passar por cima de qualquer pessoa apenas para satisfazer seus sórdidos interesses. Podemos dizer que são verdadeiros “predadores sociais”, almejam somente o poder, status e diversão, e usam as pessoas apenas como troféus ou peças do seu jogo cruel. Normalmente, são os pais que levam seus filhos ao consultório, por não aguentarem mais o seu comportamento desafiador ou transgressor, ou por acharem que falharam na educação dos mesmos. Já os adultos dificilmente procuram um consultório psiquiátrico ou psicológico.

 

ENCONTRO - É mais comum encontrar homens psicopatas?
ANA BEATRIZ BARBOSA SILVA -
Pelas estatísticas oficiais, sim. São três homens para cada mulher. No entanto, não sabemos se as mulheres estão sendo subdiagnosticadas. Isso porque os homens são naturalmente mais impulsivos e agressivos que as mulheres, e podem revelar a psicopatia com mais facilidade e/ou visibilidade. Já as mulheres apresentam uma perversidade mais sutil, camuflada, no campo das intrigas. O fato é que não existe nenhuma pesquisa, até o momento, que aponte por que existem mais homens psicopatas que mulheres.

 

ENCONTRO - Há uma relação direta entre psicopatia e loucura?
ANA BEATRIZ BARBOSA SILVA -
Não. É muito comum as pessoas associarem psicopatia à loucura, mas essa é uma ideia equivocada. Em medicina, “loucura” é quando a pessoa apresenta surtos psicóticos (alucinações e delírios), como ocorre com os portadores de esquizofrenia, por exemplo. Os esquizofrênicos vivem em uma “realidade paralela”, fora de si ou em ruptura com o “mundo verdadeiro”, e, exatamente por isso, não têm noção do que fazem. Já os psicopatas sabem exatamente o que estão fazendo, têm noção de que estão infringindo regras sociais e que a vítima está sofrendo com suas atitudes maquiavélicas, imorais e antiéticas. Isso porque os psicopatas não apresentam problema algum de ordem cognitiva ou deficiência de raciocínio. A deficiência deles está no campo das emoções: aquilo que nos vincula afetivamente com o outro ou com todas as coisas do universo.

 

ENCONTRO - A partir de que idade é possível diagnosticar a psicopatia?
ANA BEATRIZ BARBOSA SILVA -
A medicina só pode dar o diagnóstico de psicopatia a partir dos 18 anos. No entanto, ninguém se transforma em psicopata de um dia para o outro. O indivíduo já nasce psicopata. Assim, fica claro que uma criança e um adolescente também apresentam condutas maldosas ou são genuinamente perversos. Isso se percebe nos maus-tratos com os irmãos, coleguinhas e animais, nas mentiras recorrentes, roubos de pertences dos outros, transgressões de regras sociais e, especialmente, na falta de afeto. Porém, por uma questão de nomenclatura, antes da maioridade o problema é denominado transtorno da conduta, antigamente conhecido como delinquência.

 

ELE NÃO PERDIA A POSE

 

Quando jovem, Djalma Brugnara Veloso sempre frequentou as altas rodas da sociedade mineira. Afinal, seu pai, Djalma Veloso, foi um dos mais conceituados cardiologistas de Belo Horizonte. Talvez porque carregasse o nome do progenitor, Djalminha, como era chamado pelos amigos, foi um menino paparicado. Sempre teve tudo o que quis. Cresceu com poucos limites, achando que tudo podia.
Desde pequeno, praticava esportes; frequentava academias. Malhar todos os dias era o seu lema. Preocupava-se em andar e mostrar-se sarado. Bem de vida, sempre gostou de carros e desde cedo desfilava com possantes pela cidade. Logo tornou-se um “pegador”.

 

BMWs e Mercedes, mulheres e dinheiro. Esse era o mundo que há muitos anos forjava a fantasia de Djalma Brugnara. Djalminha gostava de se exibir. Andava com pulseiras de ouro, colares e muitas, muitas grifes nas suas roupas.

 

Apesar da vaidade extremada, era uma pessoa cordial e, aparentemente, normal. “Ele sempre vinha aqui com a mulher e os dois filhos”, conta o garçom de um shopping da capital, localizado no bairro do São Bento: “Estava sempre com um carrão novo, e fazia questão de estacioná-lo ocupando duas vagas, enviesado”.

 

Fora do tom, pelo menos na aparência, era seu jeito mulherengo de ser. Chegava a incomodar. Na academia que frequentava, a Alta Energia, no São Bento, Djalminha vivia tentando azarar colegas bonitas. Duas delas, que o conheceram em momentos distintos, admitiram ter sofrido constrangimento com as abordagens. “Tive de mudar de academia por causa dele”, conta uma delas, que não quis se identificar. Mesmo dizendo a ele que ela era casada, o assédio não parava. “Ele começou a me abordar de forma ostensiva. Fiquei com medo”, conta a moça.

 

A empregada doméstica Sandra Alves, 34 anos, que trabalhou na casa da mãe da ex-mulher de Djalma, também confirma a fama de Don Juan: “Ele era uma pessoa tranquila, mas muito mulherengo”, diz. “Isso era conhecido por todos”.

 

Um amigo muito próximo a Djalma, que sempre almoçava com ele durante a semana, também ajuda a recriar sua personalidade: “Era um cara gentil, mas ao mesmo tempo levava a vida na flauta”, conta o empresário, que o conhecia há mais de 30 anos. “Ele começava a trabalhar só depois das 14h, vivia apertado de dinheiro e estava sempre metido em rolos”.

 

Ele apresentava-se como um empresário bem-sucedido. Mas, em verdade, nunca o foi. Sua última atividade foi uma pequena empresa de locação de automóveis. A firma não tinha fachada e era sediada num terreno escondido entre muros altos.

 

É impossível saber exatamente o que aconteceu”, diz o psicanalista e psiquiatra Stélio Lage. “As duas pessoas que poderiam reconstruir a história estão mortas. Mas, minha experiência de consultório mostra que o tipo ‘pegador’ e os vaidosos ao extremo não gostam de ser rejeitados. Também não suportam a traição, porque veem na frente deles a infidelidade que sempre praticaram. E isso pode acabar em ódio”. Ainda que a pose aparente estar tudo bem.
 

 

VOCÊ CORRE PERIGO?

 

1. Ele(a) costuma se fazer de vítima e de “coitadinho(a)”, invertendo situações para se sair como o(a) prejudicado(a)?
a) Sempre
b) Raramente
c) Nunca

 

2. Ele(a) mente no cotidiano e representa bem, sem aparentar nervosismo ou receio de ser descoberto?
a) Sempre
b) Raramente
c) Nunca

 

3. Ele(a) demonstra simpatia, charme e amabilidade fora de casa, mas, da porta para dentro, age com rudez ou violência?
a) Sempre
b) Raramente
c) Nunca

 

4. Ele(a) tenta manipular e usar os outros, muitas vezes agindo em benefício próprio?
a) Sempre
b) Raramente
c) Nunca

 

5. Ele(a) não sente culpa, arrependimento ou remorso quando causa decepção ou tristeza a outras pessoas?
a) Sempre
b) Raramente
c) Nunca

 

6. Ele(a) se transforma quando sente ciúme, fazendo ameaças e externando ódio de uma maneira agressiva?
a) Sempre
b) Raramente
c) Nunca

 

7. Ele(a) tem dificuldade em sentir empatia com o outro e emoções de uma forma geral (amor, tristeza, medo, compaixão)?
a) Sempre
b) Raramente
c) Nunca

 

8. Ele(a) age por impulso, sem medir consequências de seus atos, principalmente quando é contrariado?
a) Sempre
b) Raramente
c) Nunca

 

9. Ele(a) tem verdadeira obsessão pelo sucesso, poder e status, buscando realizações a curto prazo e passando por cima dos outros?
a) Sempre
b) Raramente
c) Nunca

 

10. Ele(a) tem grande capacidade de persuasão e habilidade para enganar quem quer que seja?
a) Sempre
b) Raramente
c) Nunca

 

Resultado

 

Há grande chance de a pessoa ter algum transtorno de personalidade (como psicopatia ou desvio de conduta) se você marcou a alternativa “a” nove vezes ou dez vezes. Caso tenha assinalado a opção “b”
cinco vezes ou mais, é preciso acompanhar o comportamento do indivíduo e ter atenção se as atitudes se intensificarem. Se a alternativa “c” foi marcada sete vezes ou mais, aparentemente não há nada de grave com a pessoa.

 

Atenção

 

Os especialistas alertam que o diagnóstico correto e preciso só pode ser dado após um exame clínico rigoroso, com observação do comportamento e do histórico de vida do indivíduo. O teste é apenas um indicativo de que há algo de estranho e de que é necessário buscar ajuda e tratamento. Para evitar problemas mais sérios, o essencial é tomar certa distância da pessoa e jamais compactuar com alguém dessa natureza.

 


 

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