Deu grilo

por Daniela Costa 05/04/2012 08:36

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João Carlos Martins, Maíra Vieira
O empresário Marcelo Lara, que levou um susto ao ver o carro parar por falta de óleo (foto: João Carlos Martins, Maíra Vieira)

Para quem não tem o ouvido treinado, nem sempre é fácil identificar o que aquele famoso grilo ou ruído chato e insistente no carro pode significar. A tarefa, de fato, não é fácil, já que para cada problema de funcionamento do carro existe uma sinfonia de zumbidos desagradáveis. Os motoristas mais experientes tentam ajudar os principiantes e dão dicas de como decifrar os sinais dados pelo veículo. Mas especialistas garantem que, antes de ficar  tentando adivinhar, a primeira  dica é ouvir com atenção para saber pelo menos de onde vem o barulho estranho. Depois, o mais indicado é procurar quem entende do assunto.

 

Quando o ruído é na carroceria, por exemplo, o conserto é feito de forma artesanal e o carro tem que ser todo desmontado. “Isto acontece porque, na maioria das vezes, os barulhos são relacionados a torções que ocorrem na lataria, aumentando sua maleabilidade. Ela torce de tal forma que todas as peças de encaixe começam a entrar em atrito, sendo necessário fortalecer toda a estrutura”, explica Luiz Fernando Yankous, da Oficina Tira Grilos.

 

Os gemidos que o carro emite podem levá-lo até mesmo à morte súbita. Um ranger diferente do motor é sinal claro de que algo não está nada bem. Aquele “nhec, nhec” é sintoma de que parafusos, anéis e arruelas precisam ser urgentemente apertados. Foi o que fez o empresário Marcelo Campos Clemente.  “Tenho um Kia Sportage 2009 que começou a ter muitos barulhos internos e no porta-malas. Depois da revisão, ficou zero bala”.

 

O taxista Pedro Santos recorre sempre à ajuda do mecânico Vagner Tadeu:

"Da última vez o problema era na ponteira, e tratei de resolver logo”

 

 

Trepidações exageradas são associadas a problemas no escapamento; chiado de ferragens ao frear é um alerta para revisão dos freios; e o conhecido zumbido de besouro, que surge preferencialmente quando o carro está em alta velocidade, é sinal de que há desgaste nos rolamentos da roda. “Em meus carros, corto logo o mal pela raiz e aposto sempre na prevenção”, afirma o empresário João Lucas Mansur.

 

Com tantos buracos pelas ruas de Belo Horizonte, os problemas na suspensão também são frequentes.  “A dica que dou é fazer uma manutenção periódica, observando o prazo certo para se fazer o alinhamento e o balanceamento do carro”, diz Vagner Tadeu dos Santos, do Centro Automotivo Lafer. A medida há muito tempo é adotada pelo taxista Pedro Santos Filho. “Como rodo bastante, sempre surgem barulhos estranhos, principalmente na suspensão do carro. Da última vez o problema era na ponteira, e tratei de resolver logo”, afirma.

 

O empresário Carlos Alberto Pires conhece bem os ruídos da sua picape: "Uso

o carro para o trabalho e ele acaba sentindo os efeitos das ruas"

 

 

Vidros bambos são responsáveis pelos famosos bate-bate nas portas, assim como objetos soltos no porta-luvas, painel e piso do carro. Barulhos que o empresário Carlos Alberto Pires conhece bem. Na cabine de sua picape, sons estranhos são constantes. “Como é um carro que uso para o trabalho, ele acaba sentindo os efeitos das ruas esburacadas, e, com isso, portas e painel sempre têm algum barulho”.

 

Mas o grande vilão da poluição sonora  é mesmo o escapamento com silencioso solto, furado ou quebrado, ao passo que barulho metálico, mesmo quando o motor está frio, é sinal que indica a conhecida batida de pino ou pré-ignição. Se o ruído for de carro afogando, pode ser que o injetor do carburador esteja obstruído. E se os ruídos continuarem mesmo após o carro ser desligado, significa que há um super aquecimento, ou que o nível de água está baixo.

 

O empresário Marcelo Campos Clemente ficou incomodado: "Foram muitos

barulhos internos e no porta-malas"

 

 

No entanto, entre todos os problemas, o maior deles é mesmo o descuido dos proprietários. “A maioria dos carros que recebo com problema no motor é em consequência de borra de óleo, que provoca carvão e prejudica a lubrificação. Isto por falta da troca de óleo no tempo certo”, explica Humberto Teodoro de Moraes, mecânico da oficina Auto 15. Depois de um belo susto, o empresário Marcelo Lara aprendeu a lição. “O motor do meu carro, um VW Golf 2002, quase parou porque, apesar do barulho estranho que ele fazia, não atentei para a necessidade de trocar o óleo. Nos meus veículos atuais não esqueço nunca dos prazos corretos para a revisão”, afirma.

 

Para evitar tantos desgastes e evitar os ruídos, o melhor é ser cuidadoso. Veículos com garantia devem ser revisados em concessionárias autorizadas. Já os demais, em locais de confiança e com referência, já que uma simples instalação de som mal feita pode provocar sérios problemas. “Neste momento, várias peças podem ser encaixadas de forma incorreta. E aí é dor de cabeça na certa”, alerta Luiz Fernando.

 

 

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