Será que vai dar?

por Fábio Doyle 05/04/2012 09:01

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Adeildo Silva/divulgação
O modelo Grand Siena Essence sai em duas versões, com câmbio manual ou dualogic, ambas com motor 1.6 (foto: Adeildo Silva/divulgação)

Pensando em elevar o patamar do Siena e transformá-lo de um carro “que a pessoa precisa ter, em um carro que ela queira ter, um objeto de desejo”, como explica Carlos Eugênio Dutra, diretor de planejamento e estratégia de produto, a Fiat apresentou a quarta reestilização de seu sedã compacto, lançado no mercado brasileiro há 14 anos, acumulando vendas de 813 mil unidades até 2011.

 

As mudanças no design foram realmente marcantes e agregaram estilo, e até imponência, à versão conservadora e até meio sem sal do carro. Quem o observa de traseira será remetido às soluções da Alfa Romeo. O Grand Siena, como passa a ser chamado, cresceu em comprimento, largura, altura, distância entre eixos e peso. Ficou realmente mais imponente, mas ainda é menor que o Linea.

 

Muito se falou que a chegada do Grand Siena é um sinal da entrada do Linea em fase de agonia. A Fiat desmente essa ideia com veemência. O Linea está em outro segmento, com motorização e dimensões superiores. Cada um tem seu próprio espaço no mercado, como diz Lélio Ramos, diretor comercial da Fiat.

 

A chegada do Grand Siena marca também, e finalmente, a valorização da segurança: é o primeiro em seu segmento (C1) a trazer de série em todas as suas versões airbag duplo e freios com ABS. As maiores dimensões chegam também ao porta-malas, que passou de 500 para 520 litros, e no espaço interno. “O banco traseiro tem o melhor espaço para as pernas entre todos os concorrentes”, afirma Dutra.

 

Quem quiser sofisticação tecnológica terá de entrar na lista de opcionais, onde estão itens como rádio CD/MP3 com viva voz Bluetooth, conexão USB e iPod, volante em couro com os comandos do rádio, comando do câmbio tipo borboleta no volante, para-brisa térmico, airbags laterais dianteiros e sensores de chuva, estacionamento e crepuscular.

 

O sedã reestilizado da Fiat oferece duas alternativas de motorização (Fire 1.4 EVO – Flex ou Tetrafuel – e E.torQ 1.6 16V Flex) e quatro versões: Grand Siena Attractive 1.4 (R$ 38.710), Grand Siena Tetrafuel 1.4 (R$ 48.210), Grand Siena Essence 1.6 16V com câmbio manual (R$ 43.470) e Grand Siena Essence Dualogic 1.6 16V (R$ 45.990).

 

Na comparação com os outros carros de seu estilo, Lélio Ramos apresentou quadros mostrando que o Grand Siena custa de 7% a 9% mais barato que os concorrentes. São eles o VW Voyage, Chevrolet Cobalt, Ford Fiesta, Nissan Versa. Em comparação ao Siena anterior, é 134 milímetros mais comprido, 61 mm mais largo, 53 mm mais alto, e com distância entre-eixos 137 mm maior.

 

O Fiat Grand Siena pode ter até 15 porta-objetos, dependendo da configuração e dos itens opcionais escolhidos. A suspensão traseira agora é derivada do Fiat Punto, com bitola traseira maior – uma solução voltada para a estabilidade.

 

O motor Fire 1.4 EVO, que equipa a versão Attractive, produz potência máxima de 85 cavalos e torque de 12,4 kgfm a 3.500 rpm. Com etanol, sua potência é de 88 cv e seu torque, de 12,5 kgfm a 3.500 rpm. Para as versões Essence do Grand Siena, o escolhido foi o motor E.torQ 1.6 16V Flex com potência de 115 cv e torque máximo de 16,2 kgfm a 4.500 rpm, funcionando unicamente com gasolina. Rodando com etanol, sua potência é de 117 cv e seu torque, de 16,8 kgfm a 4.500 rpm. Na nova gama do modelo, o Siena EL (1.0 e 1.4) continuará como versão de entrada do sedã, e a versão Fire sai de linha, como informa Ramos. O carro fica devendo no prazo de garantia, que é de apenas um ano.

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