O violista da rua Tupis

por Simone Dutra 11/05/2012 11:41

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Júnia Garrido, Ranna Fox, Geraldo Goulart, Eugênio Gurgel
None (foto: Júnia Garrido, Ranna Fox, Geraldo Goulart, Eugênio Gurgel)

A esquina das ruas Rio de Janeiro e Tupis, no centro de BH, não é mais a mesma. Quem transita por lá dificilmente passa direto ou não se emociona ao som de músicas clássicas e populares, tocadas pelo violista Anderson Quintiliano com sua viola erudita (instrumento parecido com o violino).  O rapaz não passa um dia sequer sem brindar os passantes com melodias de Schubert, Felix Mendelssohn (autor da marcha nupcial) ou mesmo Roberto Carlos. “Quero que as pessoas tenham a chance de conhecer um pouco mais de música clássica", diz. Tocando na rua, o rapaz também divulga seu trabalho e já foi contratado para casamentos, eventos empresariais e missas. No futuro, o músico pretende montar um grupo, mas para continuar encantando as pessoas que cruzam a esquina.

 

 

 

Casa de fazenda

 

Uma casa secular se destaca pela arquitetura na rua Josué Menezes, no bairro Cidade Nova. Construído em 1870, o imóvel fazia parte da fazenda Retiro Sagrado Coração de Jesus, que tinha cerca de 170 hectares, e anos depois foi desmembrada para se transformar nos bairros Da Graça, Cidade Nova, Silveira, Nova Floresta, Ipiranga, Ozanã, Melo Viana e parte da Renascença. Em 1901 o imóvel, que ainda hoje conserva características originais do século XIX, passou a abrigar José Candido da Silveira, patriarca de uma das mais tradicionais famílias do Cidade Nova. O casarão tem oito quartos – dois deles eram reservados a padres que iam até a fazenda celebrar missas. “No ano passado, reunimos boa parte da família lá e rezamos uma missa na capela”, conta a neta de José Candido, Maria Ângela Silveira de Faria, 81 anos.

 

 

 

É um sobe-e-desce

 

O simples fato de chegar em casa, para alguns moradores de Belo Horizonte, representa  um verdadeiro desafio. Isso porque em bairros como Serra, Luxemburgo, Gutierrez, Grajaú e Cidade Jardim, entre outros, existem ruas que mais parecem um muro de escalada. Em algumas foram construídas rampas, degraus, e até instalados corrimãos para auxiliar os moradores nas subidas e descidas. As ruas Matipó, São João Evangelista, Mantiqueira, Guilherme de Almeida e Aníbal de Matos, localizadas na região do São Pedro e Santo Antônio, são algumas que, para quem está descendo de carro, mais parecem um precipício. E fica um alerta: em dias de chuva, o cuidado deve ser redobrado, pois o veículo pode escorregar ou mesmo não subir a rua.

 

 

 

Até que enfim...

 

Depois de muita demora, os frequentadores da praça da Liberdade, finalmente, podem comemorar. O coreto, construído em 1913, será revitalizado. Tombado em 1977 pelo Iepha (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais), o coreto está interditado desde novembro de 2010, depois da constatação de que o forro poderia desabar. Agora  ele será completamente reformado. A obra custará  R$ 120 mil.  A previsão é de que a reforma tenha inicio até o fim do semestre e termine no próximo mês de novembro.  

Últimas notícias

Comentários