Para quem estiver na rua

por Jessica Almeida 21/05/2012 10:28

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Adriana Galuppo/divulgação
Crianças participam da "Rua de Brincar", em Itatiauçu: uma das atividades do Circuito Cultural (foto: Adriana Galuppo/divulgação)

Olha de longe, chega de mansinho, desconfiado, mas também muito atento. Depois de reconhecer o território e perceber que está diante de uma coisa de que gosta, se entrega à situação e à troca de energia com a peça. É dessa maneira que Mauro Xavier, diretor do grupo de teatro Kabana, descreve o comportamento do público mineiro diante de um espetáculo de rua. Em Itatiaiuçu, primeira cidade por onde passou a 3ª edição do Circuito Usiminas de Cultura, não foi diferente. “Nós escolhemos levar o Êh Boi, que além de suscitar uma participação muito grande do público, é um espetáculo para qualquer pessoa que estiver passando, e lá em Itatiaiuçu houve uma interação muito gostosa com a cidade”, diz Xavier.

 

O Circuito é mais uma das ações apoiadas pela Usiminas que buscam a descentralização do acesso à cultura, mesclando variadas formas de expressão artística. Sua terceira edição teve início em abril e vai até junho, com atividades em mais quatro cidades, além de Itatiaiuçu: Igarapé, Mateus Leme, Itaúna e Santana do Paraíso. A ideia é não só levar atrações culturais, como também espalhá-las por vários pontos dos municípios, de preferência ao ar livre. São três dias de programação intensa em cada cidade, mas também existe um trabalho mais duradouro que inclui, por exemplo, a realização de oficinas de arte e educação para professores da rede pública de ensino, como forma de melhorar a qualificação dos educadores dessas localidades.

 

Para Mariana Martins, diretora executiva do Instituto Cultural Usiminas, o trabalho realizado é de formação dos cidadãos: “Nós também promovemos oficinas que capacitam as pessoas a elaborar projetos para a Lei de Incentivo, já que esse é um processo burocrático e que demanda um tipo específico de conhecimento. Hoje, existem projetos que foram elaborados durante as oficinas que já fazem parte da programação do circuito”, ressalta.

 

Oficina com o projeto Intervenção de Graffiti: no último dia, os trabalhos são feitos e expostos pelas ruas
 

 

O Circuito Usiminas de Cultura é idealizado para públicos de todas as idades, mas a edição deste ano tem particular interesse pela aproximação com os jovens. A oficina de grafite foi pensada especialmente para isso. Fred Negro F, coordenador artístico do projeto Intervenção de Graffiti, diz que, ao longo dos dias de oficina, jovens a partir de 12 anos têm contato com a história dessa prática, conhecem técnicas diversas e também têm a oportunidade de incluir vivências próprias e a cultura local nas suas manifestações. “No último encontro de cada cidade, é feita uma produção coletiva de telas, enquanto acontecem outras atividades do circuito. Essa produção é acompanhada das trilhas do rapper e MC Kdu dos Anjos e do DJ Costela”, conta o grafiteiro.

 

“Cada cidade tem particularidades, e a gente vai se adaptando”,diz Negro F. Mesmo o foco sendo os jovens, não existe restrição para os mais velhos. E a intenção dos organizadores é justamente essa: que o Circuito Usiminas de Cultura reúna o maior número possível de participantes, de todas as idades.

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