Prestígio e ausência

por Fábio Doyle 20/07/2012 14:43

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Divulgação
None (foto: Divulgação)

Com direito à presença do governador Anastasia (na foto entregando prêmio a Cristina Hueb Cecílio, premiada com seu Fusca 1961) em toda a programação da 20ª edição do Brazil Classics Fiat Show 2012, que aconteceu no feriado de Corpus Christi, no início de junho, no Grande Hotel Tauá, a exposição de carros antigos de Araxá brilhou na organização e na programação, sob responsabilidade do Veteran Car Clube de Minas Gerais (VCCMG). Mesmo com a ausência de cerca de 20 carros, o pátio do Grande Hotel estava lotado (eram 300 veículos) com relíquias de fazer cair o queixo. Foi sentida a ausência (pela primeira vez) de carros da coleção de Oswaldo Borges da Costa e de Clemente Faria, que, pela raridade e excelência das peças, sempre ocupam o espaço mais nobre da mostra.

 

 

 

De olho

 

Cledorvino Belini, presidente da Fiat (patrocinador máster do evento de Araxá) esteve também por lá e circulando sem pressa entre os carros antigos. Parou por um bom tempo para examinar em detalhes um Dodge Magnum 1979. Belini, também antigomobilista, não escondia a intenção de comprar o carro, provavelmente para a coleção da montadora. Faz todo o sentido, agora que a Chrysler é da Fiat. Por falar nisso, um dos primeiros carros a serem arrematados no leilão de Araxá foi um Fiat Oggi CSS 1985 (foto), que parecia zero km de tão bem conservado. Quem arrematou foi um emissário da Fiat, para completar a coleção da montadora em Betim. O carro saiu por R$ 20 mil.

 

Alternativa

 

Antigomobilistas e proprietários de carros importados em Belo Horizonte ganham nova alternativa para compra, venda, restauração e assistência técnica de seus veículos. Eduardo Brasil, leia-se Brasvel, inaugurou, nos últimos dias de junho, um show room e oficina para atender exclusivamente carros antigos e importados. O novo espaço fica na avenida Antônio Carlos. A iniciativa está sendo comemorada por quem tem carro importado e antigo, tendo em vista a oferta muito limitada de oficinas de qualidade para esses tipos de veículos. A ideia de Eduardo é fazer do local o ponto de encontro dos colecionadores de carros de Belo Horizonte.

 

Por quê?

 

O que impede a BHTrans de proibir o estacionamento ao longo da avenida Raja Gabaglia? É um nonsense! A via já é estreita para a quantidade de carros, ônibus e caminhões que recebe, e os carros estacionados só agravam a deficiência.

 

Para sair do vermelho

 

Causou surpresa no setor a notícia da ida de Paulo Kakinoff para a presidência da Gol Linhas Aéreas. Kaki, como é conhecido, fez meteórica carreira na Volkswagen e assumiu há cerca de três anos a presidência da Audi. Sob sua gestão, a marca alemã passou por seu período de maior crescimento no mercado brasileiro. Quem assume em seu lugar, por enquanto de forma interina interina, é o diretor comercial e de marketing Leandro Radomile. A surpresa foi geral, até na matriz da Audi na Alemanha. O novo desafio de Kaki é tirar a Gol do vermelho, e o de seu sucessor na Audi é manter as vendas crescentes da marca.

 

 

 

Gandini lidera arremates

 

 

 

Destaque no leilão de Araxá para os lances e arremates de José Luiz Gandini (foto), o comandante das operações da Kia no Brasil e, segundo um conterrâneo dele, dono de metade do município de Itu (SP). A outra metade seria do ex-sogro. Gandini arrematou três das melhores peças que foram ao leilão, uma delas o Corvette 1960 (foto) por R$ 320 mil. Dos 105 automóveis leiloados, 56 foram arrematados, movimentando R$ 2,130 milhões. O automóvel com o lance mais alto foi uma Ferrari 365 GT Coupê 1970, vendida por R$ 400 mil. O mais baixo foi um Fusca VW 1969, arrematado por R$ 11 mil.

 

 

 

Rigotto leva Lalique

 

O momento de maior emoção ficou marcado com a entrega do Troféu Lalique. Na edição 2012, o antigomobilista premiado foi Nelson Rigotto Gouveia (foto), feliz proprietário de uma das maiores e mais raras coleções do país. Fã incondicional da marca Mercedes Benz, desta vez Rigotto deixou os Mercedes em casa e levou para Araxá sua coleção de sete Cadillacs. A premiação foi marcada por uma cinematográfica entrada de todos os Cadillacs na passarela, com os filhos, noras e colaboradores ao volante de cada um, e os netos no banco de trás de um dos carros aplaudindo o emocionado avô, que estava ao volante de uma das raridades. Rigotto revelou que foi o último a saber do prêmio. “Até os meus netos já sabiam e não me contaram nada”, disse. O Troféu Lalique é transitório e é dado às personalidades que se destacam no trabalho de crescimento e reconhecimento do antigomobilismo

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