Fome de crescer

por André Lamounier 23/07/2012 14:07

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.

O supercompetitivo empresário mineiro Sebastião Bomfim Filho, do grupo SBF (Centauro e By Tennis), é do tipo que não aceita perder nem partidas de baralho. Mas ele, contudo, já teve de enfrentar o sofrimento de ver a primeira empresa que fundou,  de comércio de balanças agropecuárias, quebrar. O tempo, ao que parece, agora é outro. Bomfim é atualmente dono da maior companhia varejista de material esportivo da América Latina, com mais de 220 lojas em todo o Brasil. Tornou-se um fenômeno quando o assunto é varejo, temido por concorrentes e invejado por grandes líderes. Traz consigo um estilo agressivo, arrojado e altamente competitivo. "Tenho sangue nos dentes por ganhar", diz ele, no perfil traçado pela aguerrida repórter Pabline Felix. "Sou um competidor nato e meu lema é crescer, crescer e crescer", afirma ele na matéria que se inicia à página 104.

 

Quem também demonstra fome quando o assunto é prosperar é a gastronomia brasileira. A rede de churrascarias Fogo de Chão foi vendida e revendida para investidores estrangeiros num intervalo de apenas 11 meses. O país se abriu para o mundo e colheu uma transformação social que afetou – para muito melhor – a vida de milhares de brasileiros. "O Brasil é um país de empreendedores e tem uma variedade de produtos incrível. Não tenho dúvida de que a cozinha brasileira ocupará lugar de destaque na gastronomia mundial", disse, recentemente, o espanhol Ferran Adrià, um dos mais celebrados chefs da atualidade.

 

Encontro de gerações: João Barile, experiência e bom humor, e Pabline Felix, dedicação e disciplina
 

 

Essa realidade não é diferente na terra que tem tradição na boa mesa. Minas tem se notabilizado nas últimas décadas por formar grandes chefs, hoje espalhados pelo Brasil e também no exterior. Na gastronomia mineira também, felizmente, os tempos são outros. Uma leva de novos empreendedores está sendo forjada nas diferentes casas do ramo. Uns nasceram em meio às panelas e aos fogões; outros, nem de longe conheciam esse assunto. Cada um à sua maneira, contudo, está ajudando a construir uma das mais pujantes e dinâmicas atividades da economia de nosso estado: a gastronomia. Durante muito tempo, foi difícil comer bem em BH.

 

Agora, encontram-se ótimos restaurantes em quase todas as regiões da cidade. Mais recentemente, algumas casas mineiras começaram a abrir filiais em outros estados. O Eddie Fine Burguers está em Salvador. A 68 La Pizzeria, em São Paulo. O número de casas recém-abertas é, sem dúvida, um indicador poderoso de pujança de nossa economia. Ancorada em fatos, a reportagem de capa desta edição, de autoria do repórter especial João Pombo Barile, deixa claro que, mais do que oportunidade para fazer e ganhar dinheiro, este é o momento para que Minas Gerais mostre ao país, por meio da gastronomia, o tamanho de sua  ambição. Assim como fez – e continua fazendo – o mineiro Sebastião Bomfim.

Últimas notícias

Comentários