Portões Fechados no Parque

por Simone Dutra 28/08/2012 14:20

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Eugênio Gurgel; Júnia Garrido
Colégio Imaco, localizado no Parque Municipal. (foto: Eugênio Gurgel; Júnia Garrido)

O prédio do Colégio Imaco, que fica no Parque Municipal Américo Rennê Giannetti, no coração da capital, continua vazio, com os portões fechados e sem perspectiva de uso. Construído em 1958, o imóvel foi ocupado pela escola durante 50 anos. Por causa de uma lei municipal da década de 1960, que proíbe a construção de estruturas fechadas dentro de áreas verdes, o colégio foi transferido em 2008 para o imóvel onde funcionou o Promove, na rua Gonçalves Dias, no Lourdes, próximo à praça da Liberdade. O prédio abandonado deveria ter sido demolido para dar lugar a um espaço multiuso, planejado pelo arquiteto Gustavo Penna. Mas, por falta de verbas, o projeto encontra-se parado e sem estimativa de retomada. O orçamento é de R$ 12 milhões, com recursos municipais (R$ 2 milhões) e do Ministério do Turismo (R$ 10 milhões). O futuro espaço abrigará salas para oficinas, biblioteca, café, centro de convenções com auditório e palco para shows e apresentações teatrais para 3 mil pessoas.

 

Cadê a Árvore?

 

A população já reparou que algumas árvores estão “sumindo” das calçadas. Na verdade, elas estão sendo cortadas por estarem ameaçadas de cair por causa de pragas (como cupins), doenças ou outros problemas. Logo após o corte, o que restou da árvore – um toco – precisa morrer para, depois de pelo menos seis meses, ser retirado. “Não sabemos a profundidade da raiz. Se anteciparmos o processo, podemos destruir o passeio ou o asfalto da rua”, diz o gerente de projetos especiais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Júlio de Marco. Só neste ano, na região Centro-Sul, mais de 600 árvores foram cortadas. Em contrapartida, existe um projeto na PBH para o plantio de 54 mil novas mudas até 2014. Mas não no lugar das suprimidas, pois uma nova lei proíbe o plantio de árvores em passeios com menos de 2 metros. “O objetivo é privilegiar os corredores viários, para que até a Copa as vias estejam floridas”, afirma. Para isso, as árvores já estão sendo plantadas com mais de 2 metros de altura. De outubro do ano passado a março deste ano foram mais de 15 mil espécies.

 

 
 

 

 

Luz na Escuridão

 

Algumas ruas em Belo Horizonte são privilegiadas pela quantidade de árvores com copas grandes e cheias, proporcionando ar fresco e sombra nos dias quentes. O problema é que, quando a noite chega, as belas árvores atrapalham a iluminação que vem dos postes e acabam tornando o local perigoso. Para modificar este cenário e dar mais segurança aos pedestres, a PBH e a Cemig estão instalando postes abaixo dos galhos, com uma novidade: há também um ponto de luz voltado para os passeios. A rua Carangola, no bairro Santo Antônio, é uma das poucas beneficiadas com o novo sistema. Segundo a prefeitura, não existe um projeto para contemplar outras ruas, mas se os moradores se sentirem ameaçados por causa da iluminação, basta entrar em contato com o número 156 e pedir a vistoria.

 

 
 

 

 

Escadas no Passeio

Em BH, alguns bairros têm ruas que são verdadeiros paredões. As vias são tão íngremes que algumas contam com corrimão nos passeios para ajudar as pessoas no subir e descer. Na rua Aimorés, entre a rua Espírito Santo e a avenida Álvares Cabral, uma curiosidade chama a atenção: as calçadas, dos dois lados, ao invés de rampas e corrimãos, têm escadas. E o mais interessante é que o quarteirão segue uma padronização e em todo o percurso há piso tátil. Segundo a prefeitura, os passeios são de responsabilidade dos proprietários dos imóveis e, no caso da rua Aimorés, eles se organizaram e equiparam as escadas de acordo com o novo regulamento municipal.

 

 
 

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