Venais e Mortais

por Bertha Maakaroun 28/08/2012 12:57

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Léo Araújo, Geraldo Goulart, Samuel Gê, Eugênio Gurgel
Antônio Carlos Cruvinel, presidente do TRE-MG. (foto: Léo Araújo, Geraldo Goulart, Samuel Gê, Eugênio Gurgel)

“Puniremos severamente os pecados mortais”, avisa o recém-empossado presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, Antônio Carlos Cruvinel, 64 anos, que conduzirá as eleições em Minas Gerais. E o que são, para a Justiça Eleitoral, pecados mortais, desembargador? A lista é longa e a resposta vem rápido: “Gastos não contabilizados, doações de empresas e pessoas físicas acima dos limites previstos em lei, abuso do poder econômico com a chamada compra de votos e uso da máquina administrativa em campanhas”. O rigor nestas eleições tende a aumentar em relação a 2008, quando foram registradas 41 cassações de mandatos de prefeitos eleitos. “O pessoal não se emenda”, repreende Cruvinel. Já os pecados venais, definidos, por exemplo, como erro material nas prestações de contas, poderão vir a ser perdoados. O novo presidente do TRE-MG é ex-jogador de futebol do Clube Atlético Sacramentano. A paixão pelo futebol continua: é conselheiro nato do Cruzeiro. Mantém a forma fazendo 30 minutos diários de esteira, enquanto acompanha os programas esportivos. Paro o clássico eleitoral que se desenha em Belo Horizonte, o magistrado alerta: “Os ânimos estão exacerbados, mas é preciso que promovam uma disputa em clima civilizado. A capital tem de dar o exemplo ao interior, onde o ranço político é maior”.

 

Tributo

 

São inúmeras as histórias lembradas pelo filho de Célio, Rodrigo de Castro (foto).  Algumas delas estão no livro Doutor Célio de Castro, lançado em 11 de julho, que abre as comemorações do aniversário de 80 anos do ex-prefeito. Em visita à casa do pai, fechada há quatro anos desde a morte da mãe, Maria, quatro meses depois do falecimento de Célio, Rodrigo e a irmã Adriana de Castro repassam o conjunto de eventos programados ao longo deste ano: shows de música, um torneio de tênis para duplas formadas por médicos e cadeirantes, além da inauguração de uma estátua à porta do Hospital João XXIII, onde Célio trabalhou como plantonista por 35 anos. Aposentou-se recebendo R$ 1,7 mil. Quando adoeceu, já prefeito, precisou do amparo de uma lei municipal.

 

Rodrigo e Adriana de Castro com o livro "Doutor Célio de Castro".
 

 

 

Dinamite

 

Em 1987, a casa do deputado constituinte Célio de Castro, então no PMDB, médico ativista que pautou a sua prática de vida pelo ideário socialista, sofreu um segundo atentado a bomba. Nos estertores do regime autoritário militar, era mais uma reação da organização paramilitar denominada Comando de Caça aos Comunistas. Em meio ao tumulto que se seguiu à explosão, Marílio Malaguth Mendonça, médico e velho amigo, chega à casa de Célio, no bairro Barroca, na madrugada: “Companheiro, você está sendo atacado. Estamos juntos”.

 

Estilo

 

Maria Norma Salvador Ligório transita entre o seu consultório, as salas cirúrgicas e a  administração do Hospital Mater Dei - um dos principais centros hospitalares do país. Com a tranquilidade de quem acumula dupla formação: a bela médica  ginecologista e obstetra também é pós-graduada em administração de empresas. Maria Norma se divide entre suas pacientes e a Vice-presidência Administrativa, Financeira e Comercial do Mater Dei. Ela também  integra o Conselho da Associação Nacional dos Hospitais Privados em São Paulo. Casada  com o engenheiro Afonso Ligório e mãe do médico Felipe, Maria Norma está, neste momento, envolvida com os preparativos para o casamento de sua filha mais velha, a advogada Flávia, que será em setembro, com o empresário Fábio Braga.

 

Dra. Maria Norma Salvador, vice-presidente do Hospital Mater Dei.
 

 

 

Memórias em Caixas

 

Depois de doar, em 2007, todo o arquivo pessoal de José Aparecido de Oliveira ao Arquivo Público Mineiro, a esposa, Maria Leonor, e os filhos Zé Fernando e Maria Cecília aguardam a criação de um espaço específico para abrigar os documentos. Entre as preciosidades estão cartas do ex-presidente da República Jânio Quadros, de quem Zé Aparecido foi secretário particular. “É o primeiro arquivo privado do país que se tornará público”, afirma José Fernando. Por enquanto, permanece como projeto. Os documentos, entregues em caixas, nelas continuam.

 

Patrimônio de Candidato

 

O empresário Mário Valadares, que concorrerá a uma cadeira na Câmara Municipal pelo PSB, é o mais rico entre os 1.152 candidatos a vereador em BH. O patrimônio informado à Justiça Eleitoral: R$ 16.257.374,84. Entre os candidatos a vereador mais pobres está a vereadora Maria Lúcia Scarpelli (PCdoB). Informou ter... R$ 89,65.

 

Eleições 2012: Olavo Machado Júnior

 

Olavo Machado Junior, 61 anos, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), empresário do ramo eletroeletrônico (MCT), defende regras objetivas e que estimulem o financiamento legal de campanhas. Prevendo uma disputa eleitoral apertada em BH, ele afirma que a classe está dividida.

 

A Fiemg se posicionará nas eleições para a Prefeitura de Belo Horizonte?
Olavo: A Fiemg, não. Os empresários da Fiemg, com certeza, se posicionarão.

 

Qual é a tendência para apoios no meio empresarial: Marcio Lacerda ou Patrus Ananias?
Olavo: Sou amigo do Marcio e do Aloísio (Vasconcelos, vice de Patrus Ananias) e tenho boa convivência com o Patrus. Não tenha dúvida de que nesta eleição em BH o voto secreto terá de ser muito respeitado.

 

Pensando em campanhas em geral, há empresários que financiam dois ou mais candidatos em uma mesma disputa?
Olavo: Acho que já existiu muito essa tendência, mas hoje é menos. Até mesmo pela dificuldade de financiamento, pela dificuldade de recursos, o empresário acaba apoiando mesmo aquele em quem acredita.

 

E a Fiemg, quem vai apoiar financeiramente?
Olavo: A Fiemg, ninguém.

 

 
 

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