Vai melhorar! E muito

por Mariana Peixoto 29/08/2012 11:45

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Maíra Vieira; Júnia Garrido; Bárbara Dutra; Divulgação
"A tendência é de que cada vez mais BH receba shows internacionais", garante a Time For Fun (foto: Maíra Vieira; Júnia Garrido; Bárbara Dutra; Divulgação)

Depois do anúncio de que a empresa Time For Fun vai, pelos próximos quatro anos, administrar o Chevrolet Hall, uma das principais casas de espetáculos de Belo Horizonte, resta ir ao que realmente interessa: o que o público ganha com a saída dos Irmãos Maristas e a entrada da autodenominada maior empresa de entretenimento ao vivo da América do Sul? A promessa é de que, a curto prazo, sejam feitas melhorias: a instalação de aparelho de ar-condicionado central e a reforma dos banheiros são as emergenciais, como bem sabe o público frequentador do gigante da Nossa Senhora do Carmo. Existe a promessa de outras, como a criação de seis camarotes privativos e reforma dos camarins.

 

Diretor de shows da T4F, Alexandre Faria acrescenta: “As obras realmente começam em outubro e não vão interromper a programação de shows na casa. A acústica (velho questionamento de quem a frequenta desde 2003) melhorou desde sua inauguração. Mas, mesmo assim, vamos contratar uma empresa especializada para avaliar a qualidade do Chevrolet Hall. Se houver necessidade, o posicionamento das caixas de som será alterado.”

 

Alexandre Faria, diretor de shows da T4F: “As obras começam em outubro e não vão interromper a programação da casa”
 
 

Como o show não pode parar, o ar-condicionado – uma obra maior se comparada às outras – deverá ser colocado entre o fim de dezembro e o início de janeiro, quando é interrompida a agenda de eventos. Até agora, algumas providências já foram tomadas, como a instalação das novas varas onde são penduradas as luzes do palco.

 

A T4F é também proprietária do Credicard Hall e do Teatro Abril, em São Paulo; do Citibank Hall, no Rio de Janeiro; e do Citi Opera, em Buenos Aires. Com o fechamento, no final de fevereiro, do Citibank Hall (antigo Palace) – outra casa que o grupo tinha na capital paulistana –, suas mesas e cadeiras chegaram há pouco a Belo Horizonte. Vale lembrar que muito além de administrar casas de shows, a empresa realiza uma série de eventos, tanto em seus próprios espaços quanto em outros. O Teatro Dom Silvério, contíguo ao Chevrolet, continua sendo administrado pelo Colégio Dom Silvério (divide com a casa de shows somente bilheteria e entrada).

 

Márcia Ribeiro, da Nó de Rosa, está na |expectativa: “A nova administração não sentou com os produtores para apresentar as regras”
 
 

“As reformas anunciadas vão colocar o Chevrolet Hall entre os maiores espaços de shows do país. A tendência é que, cada vez mais, BH receba shows internacionais. Nossa meta é um crescimento de 30% no número de shows na casa, chegando a cerca de 100 apresentações por ano”, completa Faria. Neste mês, haverá oito shows, a maior parte de artistas nacionais – Maria Rita cantando Elis Regina no dia 18 e Kid Abelha no dia 25, entre outros. O único gringo é o grupo norte-americano de rock pesado Dream Theater (dia 29). Nos próximos meses, haverá Morten Harket (ex-vocalista do grupo norueguês A-ha, que lotou o mesmo Chevrolet no ano passado) e a canadense Alanis Morissette (outra que levou uma multidão à casa na primeira vez que esteve em BH), e o pianista grego Yanni, para os fãs da new age.

 

Dos shows agendados até o fim do ano, poucos são de produtores locais: Maria Gadú, o musical All you need is love (ambos em agosto, da Box Entretenimento), Paula Fernandes (este mês), Fábio Jr. (outubro), Jota Quest (novembro) e Zezé di Camargo e Luciano (dezembro), os últimos quatro da Tim Soier Promoções e Eventos. “Na verdade, foi tudo mantido como antes porque os contratos já estavam assinados (antes da negociação da T4F com o Chevrolet Hall, colocada em vigor em 1º de julho). Para os shows do ano que vem, vamos sentar novamente e conversar sobre as novas negociações”, explica Tim Soier.

 

O produtor Tim Soier não muda os planos: “Na verdade, foi tudo mantido como antes, porque os contratos já estavam assinados”
 
 

Outros produtores independentes já procuram alternativas ao Chevrolet Hall. A mineira Nó de Rosa foi sócia da T4F nos últimos quatro anos, quando levou ao espaço os principais shows internacionais da cidade. “A nova administração não sentou com os produtores para apresentar as regras, estamos sendo informados pela imprensa. Consultamos algumas datas e elas não estavam disponíveis”, afirma Márcia Ribeiro, da Nó de Rosa. Para shows mais intimistas, por exemplo, foram escolhidos os teatros do Sesc Palladium (Gal Costa e Ney Matogrosso, neste mês) e Palácio das Artes (Jon Anderson, ex-vocalista do Yes, em setembro; e Marisa Monte, em novembro). Para o duo inglês Tears for Fears, que lotou o Chevrolet no ano passado, a Nó de Rosa buscou o Expominas (em novembro). “Acho que temos de aproveitar esse momento para tentar encontrar outros espaços”, conclui Márcia.

 

 

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