MMA lota as academias

por Daniela Costa 29/08/2012 14:50

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Samuel Gê; Eugênio Gurgel; Léo Araújo; Geraldo Goulart; Paulo Márcio; Divulgação
A estudante Patrícia Teixeira encarou o universo masculino das artes marciais (foto: Samuel Gê; Eugênio Gurgel; Léo Araújo; Geraldo Goulart; Paulo Márcio; Divulgação)
 
 

 

Um dos esportes mais aplaudidos do momento em todo o mundo, o MMA (Artes Marciais Mistas) vence o preconceito e, em Belo Horizonte, ganha força total nas academias, onde a precisão, a força dos ataques, a concentração e a disciplina são regras até mesmo entre os atletas amadores. Afinal, quem se arrisca na prática desse esporte deve estar preparado para dar e receber golpes das mais variadas lutas, dominando técnicas de boxe, jiu-jítsu, muay thai, entre outras modalidades. Mesmo assim, os candidatos não desanimam. “É um esporte apaixonante e também muito empolgante. Ele colocou todas as artes marciais em evidência, mostrando que tanto as pessoas comuns quanto aquelas que querem se profissionalizar podem praticá-lo”, diz Marcelo Azevedo (Uirapuru), 37 anos, professor de jiu-jítsu e MMA da Academia Rio Sport Center.

 

A executiva de vendas Roberta Martins treina boxe e taekwondo: “Já estou me preparando para assistir à próxima edição do UFC no Brasil”
 
 

O MMA, com a progressiva profissionalização e a divulgação dos embates na mídia, ganhou fama e também rígidas regras de conduta que fazem com que fique longe do tão temido vale-tudo. A palavra de ordem é garantir a proteção dos atletas que encaram os ringues. “Foi esta mudança que me fez apostar neste esporte e praticá-lo. Hoje, ele não está mais ligado à anarquia ou violência, e as pessoas já o enxergam como uma prática esportiva que traz vários benefícios à saúde”, diz o médico-cirurgião Rodrigo Villas Boas Pinto, 42 anos.

 

Praticando MMA há um ano com o professor Eduardo Lopes, o empresário Alfredo Cunha garante: “Meus amigos que jogam futebol se machucam muito mais. Nunca sofri uma lesão”
 
 

O resultado é uma febre internacional de MMA e o surgimento de vários ídolos brasileiros, como Anderson Silva, também conhecido como Spider, campeão mundial da categoria de peso médio do Ultimate Fight Championship (UFC), evento de luta mais disputado na atualidade. “A cada vitória de um lutador brasileiro em competições como o UFC, a procura pelas modalidades do MMA nas academias aumenta. Chegamos a ter turmas com 60 alunos. Eles são os responsáveis por toda esta projeção das artes marciais”, afirma Giuliano Lambertucci, 42 anos, treinador de boxe, kickboxing e muay thai da academia Wall Street Fitness.

 

 
 

Na Academia Fórmula, a história não é diferente. Depois do UFC BH, as turmas tiveram um aumento significativo de alunos. “Pessoas das mais variadas profissões agora querem praticar lutas”, conta Cristiano Lazzarini (Titi), 35 anos, professor de jiu-jítsu e MMA. Cada um, claro, procura seu caminho. O empresário Kelson de Oliveira, 51 anos, aderiu ao esporte, mas optou pelo treino individual. “Faço aula particular de MMA e me sinto cada vez mais incentivado a praticar. Acredito ser a melhor forma de defesa pessoal”.

 

Um dos destaques do UFC é o lutador Cezar Mutante, que saiu direto de BH para o mundo: “Foi aqui que mergulhei no mundo da luta”
 
 

Na lista dos destaques brasileiros também está Cezar Ferreira, 27 anos, ou apenas Mutante, que conquistou o título de campeão do The Ultimate Fighter Brasil (TUF) na categoria dos pesos médios, no UFC 147 realizado este ano na capital mineira. O apelido veio da época da capoeira, esporte que fez Cezar sair de sua cidade natal, Ibitinga, no interior de São Paulo, para percorrer o país em busca de especialização, o que encontrou bem longe de casa. “Eu queria ter sucesso na capoeira e foi em BH que conheci o mestre Mão Branca, que me convidou para morar aqui e dar aula em sua academia. Na época eu tinha 17 anos”. Quatro anos depois, o atleta teve a oportunidade de conhecer Vitor Belfort, lutador que apostou em seu talento e o convidou para ingressar no MMA. “Foi a oportunidade que tive de entrar no mundo da luta e agarrei com todas as forças.” Ainda morando com a mulher e a filha em Belo Horizonte e já com contrato assinado com o UFC, Cezar não se dá por satisfeito. “Agora, vou em busca do meu grande sonho, que é ser o campeão mundial do UFC na minha categoria.”

 

O professor Titi (esq.) diz que, com o UFC, o número de alunos aumentou. Um deles, o empresário Kelson de Oliveira: “Estou mais incentivado”
 
 

Mas para chegar tão longe os lutadores profissionais devem primeiro se especializar em uma arte marcial. Somente depois estarão prontos para os treinos agressivos do MMA, que exigem, acima de tudo, força, agilidade e resistência. Aqueles que almejam apenas se exercitar também podem praticar o esporte, pois não há limite de idade e muito menos distinção de sexo para a prática. “Este é um dos motivos pelo qual tem aumentado muito o número de mulheres e crianças praticando o MMA”, diz Fernando César Oliveira Ferreira, 36 anos, coordenador de lutas da Companhia Athlética. A estudante Patrícia da Silva Teixeira, 22 anos, não se incomodou com o ambiente masculinizado das artes marciais e resolveu mudar sua rotina. “Já fiz muay thai, boxe e agora estou apostando no kickboxing. Para melhorar o condicionamento físico sem cair na monotonia, não tem nada melhor”, garante.  Já a executiva de vendas Roberta Barbosa Martins, 31 anos, incentivada pelo UFC, aumentou o ritmo nos treinos de boxe e taekwondo. Ela faz questão de acompanhar todos os eventos. “Estou até me preparando para ir à próxima edição do UFC no Brasil.”

 

Para o médico Rodrigo Villas Boas o MMA é muito saudável. O professor Uirapuru (no tatame) completa: “É o esporte que colocou as artes marciais em evidência”
 

Independentemente do sexo ou da idade, o que manda mesmo na hora de praticar o MMA é o bom senso, já que, apesar de todas as técnicas, o risco de lesões é real. “Por ser um esporte de contato, a responsabilidade dos instrutores é grande. Mas, adotando os métodos adequados, é possível praticá-lo sem correr risco”, ressalta Eduardo Lopes, 29 anos, professor de jiu-jítsu, muay thai e MMA da Academia Full House. Por isso, procurar profissionais especializados faz toda a diferença e garante a segurança aos novos atletas. “Pratico o esporte há um ano e meus amigos que jogam futebol se machucam bem mais que eu. Nunca sofri uma lesão”, explica o empresário Alfredo Cunha, 31 anos.  Então, pronto para encarar o desafio?

 

 

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