O futuro em alta velocidade

por João Paulo Martins 30/08/2012 10:31

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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) finalizou, em 13 de junho, o leilão da tecnologia 4G da telefonia móvel, arrecadando R$ 2,93 bilhões – valor abaixo do esperado. Com isso, o consumidor pode esperar uma evolução no uso do celular já a partir de 2013, nas cidades-sede da Copa das Confederações. A nova tecnologia chega a ser 20 ou 40 vezes mais veloz que a atual 3G.

 

As empresas que venceram os leilões das principais áreas de cobertura 4G foram as operadoras Claro, Oi, Tim e Vivo. A frequência que será adotada no Brasil, para centro urbanos, é de 2,5 GHz, o que favorece maior qualidade e capacidade de tráfego de dados, mas pode gerar um problema com aparelhos importados de países que usam outras faixas, como os Estados Unidos, que transmitem em 2,1 GHz. Isso não quer dizer que um smartphone ou tablet norte-americano seja inútil aqui. A diferença é que só aceitarão conexões de dados em GSM, 3G e 3,5G.

 

Para Marcos Calmon, presidente da Sociedade de Usuários de Informática e Telecomunicações de Minas Gerais (Sucesu-MG), o maior ganho para o consumidor é o aumento da velocidade: “Será possível assistir a vídeos de forma rápida. No 3G isso também é possível, mas apenas quando se está perto de uma antena”. A transmissão de dados do 4G pode chegar a 100 Mbps (veja tabela), o que equivale à maior velocidade oferecida pelas operadoras de internet banda larga de Belo Horizonte. Com a chegada da nova tecnologia, deverá ficar mais fácil o acesso ao 3G e também ao moderno 3,5G, que é uma evolução do anterior, com velocidade de até 42 Mbps. “Quando temos uma tecnologia nova, as antigas ficam mais acessíveis devido à concorrência e ao aumento no número de usuários. As duas variáveis fazem com que os preços baixem”, completa Marcos Calmon.

 

 
 

O foco das operadoras de telefonia móvel é a infraestrutura. Tanto é que a Claro deve fechar o ano com investimentos de R$ 3,5 bilhões, como explica Gabriel Mendes, diretor regional da empresa em Minas Gerais: “O grupo América Móvil investe muito em infraestrutura. E agora, com a tecnologia que adquirimos, o desafio é a instalação de novas antenas, já que ela utiliza sistema de transmissão diferente do atual”. No caso do 4G, por trabalhar com alta frequência, não se consegue atingir grandes áreas, e assim são necessários mais transmissores. “O sindicato das operadoras está buscando junto ao Congresso Nacional a mudança na regulamentação da instalação de antenas de celulares. Precisamos criar um ambiente favorável ao desenvolvimento”, completa Gabriel.

 

A Anatel exige que a nova tecnologia esteja funcionando no Brasil até 2013, nas cidades-sede da Copa das Confederações, e até 2014, para capitais e regiões metropolitanas. O interior do país também foi alvo da agência reguladora, com leilão de vários lotes de cobertura que usam frequência mais baixa, mas são de implementação obrigatória. A Vivo, que gastou R$ 1,05 bilhão no leilão nacional do 4G, ganhou também o lote mais disputado, que prevê a atuação na área rural de Minas Gerais. “Atingimos o nosso objetivo com a aquisição de frequências que nos permitirão continuar oferecendo as mais modernas e eficientes soluções de serviços de telecomunicações, especialmente de dados”, diz Antonio Carlos Valente, presidente da Telefônica-Vivo.

 

Os entusiastas da tecnologia devem estar aguardando ansiosos pela megavelocidade da quarta geração, pois ela vai favorecer, e muito, a utilização dos modernos aparelhos eletrônicos, especialmente o iPad 3 e o recém-lançado celular Samsung Galaxy SIII. É esperar para ver.

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