Inverno na pele

por Daniela Costa e João Paulo Martins 31/08/2012 11:24

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Nereu Jr
Lucileide Timóteo da Silva sofre com o tempo seco: “A minha pele fica muito ressecada" (foto: Nereu Jr)

Ao que parece, o tempo enlouqueceu nas grandes cidades. As variações de temperatura e umidade são tantas que nunca se sabe se no ano seguinte a estação manterá suas características. A onda de calor que surpreendeu muita gente neste inverno, por exemplo, está ligada à massa de ar quente e seco que paira sobre boa parte do país, inclusive Minas Gerais, como explica o meteorologista Claudemir Azevedo Félix, do 5º Distrito de Meteorologia de Belo Horizonte: “Essa massa é tão forte que não permite que frentes frias vindas do sul consigam passar e diminuir a temperatura ou provocar chuva”. As precipitações, aliás, segundo Claudemir, só devem chegar em meados de setembro.

 

Enquanto a chuva não vem, quem sofre com as consequências do tempo seco é o organismo. Manter a beleza e a vitalidade da pele, cabelos e unhas é tarefa árdua. A comerciária Kellen Rezende aposta em produtos umectantes, repositores de vitaminas e anti-idade para minimizar os riscos. “Não saio de casa sem antes usar um hidratante e bloqueador solar fator 60. E à noite uso produtos reestruturadores para a pele”, diz. Com a baixa umidade do ar, os cuidados precisam mesmo ser redobrados. A pele fica ressecada, o cabelo exige hidratação e até a boca requer tratamento especial. “As pessoas se preocupam muito com o verão e esquecem que o inverno é mais prejudicial à saúde”, explica a dermatologista Maria Silvia Laborne.

 

Kellen Rezende usa produtos umectantes e repositores de vitaminas para reduzir riscos: “Não saio de casa sem antes usar um hidratante”
 
 

A estação mais aconchegante do ano também é muito perigosa, especialmente em cidades como Belo Horizonte, onde a umidade do ar pode ficar abaixo de 30%, segundo a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec), o que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, é considerado estado de alerta. Para evitar a incidência de doenças e a desidratação, algumas medidas preventivas devem ser tomadas. Beber água é uma delas, já que o líquido também é fundamental nesta estação. “Sem água, nem o hidratante corporal funciona, pois ela potencializa sua ação. Isso sem falar nas mucosas do corpo, que ficam ressecadas e precisam de hidratação”, afirma a dermatologista. Por isso é tão comum, no inverno, a sensação constante de nariz ressecado, olhos irritados e boca seca.

 

Outra queixa recorrente é o ressecamento da pele, mas a explicação é simples. Com a chegada do frio, os banhos se tornam mais prolongados, em temperaturas mais quentes, e, aliados à bucha e ao sabão, diminuem a proteção natural da pele, retirando toda a sua oleosidade. Crianças, idosos e pessoas com alergia estão mais propensas a esse problema, por terem menos proteção natural.  “Parece brincadeira, mas, nesta época do ano, esfregar com bucha nem pensar”, enfatiza Maria Silvia Laborne. Além disso, os banhos devem ser curtos e com sabonetes hidratantes. Outra dica para manter a proteção da pele no inverno é usar óleo corporal, que sai com a água no chuveiro e mantém a hidratação natural do corpo. A psicopedagoga Lucileide Timóteo da Silva é uma das muitas pessoas que sofrem com o tempo seco. “Como minha pele fica muito ressecada, não abro mão da hidratação, especialmente no rosto, mãos e cabelos”.

 

As extremidades do corpo também merecem atenção. Isso porque unhas, mãos, pés e cabelos costumam ser castigados nos períodos frios. Danos que podem ser minimizados com o uso de produtos hidratantes reforçados por emolientes e compostos nutritivos. E, ao contrário do que muitos pensam, o protetor solar deve ser mantido mesmo no inverno, já que os danos são provenientes da luminosidade, e não do calor do sol.

 

 

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