Mercedes reinventa o Classe A

por Fábio Doyle e Eduardo Aquino 14/09/2012 10:19

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None (foto: Divulgação)

Com o novo Classe A, que em comum com o modelo que conhecemos só tem o nome, a Mercedes investe, ou se aventura, em um “novo capítulo no segmento dos compactos”, como ela mesma define essa empreitada. O carro é um hatchback com design diferenciado, com motores que começam com potência de 109 hp e terminam em 211 hp. A marca alemã enfatiza a sua eficiência em emissão, que chega a 98 g de CO2/km – e também pelo fato de ter o melhor coeficiente de penetração aerodinâmica em sua classe: 0,27. Na apresentação do novo carro, a Mercedes começa declarando que, para ela, “segurança não é uma questão de preço”. E, de fato, já na versão de entrada o novo Classe A tem como principal novidade entre os itens de série o sistema de prevenção de colisões monitorado por radar.

 

As vendas do novo Classe A começam na Alemanha neste mês, com preço para a versão de entrada – o A 180 BlueEFFICIENCY – de 23,9 mil euros (esse valor inclui o imposto VAT de 19%), o equivalente a aproximadamente R$ 60 mil. Nada de ficar entusiasmado. Esse é o preço na Alemanha. Aqui no Brasil, o novo Classe A deve chegar, segundo promete a Mercedes-Benz local, em meados de 2013, mas ainda não estão definidas as versões que serão importadas e muito menos o preço – que, com otimismo, deverá começar em pelo menos o dobro do valor de lá.

 

Mais baixo 160 mm que a versão anterior, o novo Classe A idealizado pelos projetistas deveria ser um carro que “comunicasse design e dinamismo ao primeiro contato visual”. Em relação ao Classe A monovolume, o novo é maior em dimensões, mais pesado, mais baixo, tem menor capacidade de carga, bitolas menores e a distância entre eixos é maior.

 

No interior, o modelo traz design totalmente novo e materiais inéditos. O painel de instrumentos é composto por cinco mostradores redondos. O fabricante informa que se trata de um carro para cinco pessoas. “Os assentos traseiros oferecem espaço para três passageiros, apesar de, com seu design esportivo, parecer um banco com dois assentos individuais”. O espaço para bagagens é limitado a 341 litros, mas, com o encosto do banco traseiro rebatido, a capacidade pula para 1.157 litros. O encosto é dividido na proporção 60:40, para permitir que seja dobrado parcial ou totalmente.

 

 
 

Com ar-condicionado, áudio 5 USB, vidros elétricos e volante com 12 comandos, o Classe A é completo em equipamentos já a partir da versão básica. O carro chegará ao mercado europeu nas versões Urban, Exclusive e AMG Exclusive, e com três pacotes de design (cada um referente ao respectivo modelo), além de opcionais extras.

 

Na Europa, uma ampla gama de motores a gasolina e diesel será oferecida para o veículo. A linha diesel, que, em vista da legislação proibitiva, não virá para o Brasil, começa com o A 180 CDI, que emite apenas 98 g de CO2/km.

 

A partir de dezembro deste ano chega o A220 CDI (também diesel), que se enquadra na norma de emissão Euro 6, válida a partir de 2015. Todos os motores oferecem de série a função ecológica start/stop (o motor apaga nas paradas e é acionado ao toque do acelerador) e podem ser combinados com transmissão manual de seis velocidades ou opcionalmente com o câmbio automático de dupla embreagem 7G-DCT de sete marchas. O consumo de combustível foi reduzido em até 35% em comparação aos modelos anteriores e a potência ficou maior, como informa o fabricante.

 

Para ilustrar essa evolução tecnológica no campo dos motores a gasolina, que é o que interessa no Brasil, basta uma comparação entre o novo e o antigo Classe A 200: com 156 hp de potência e 250 Nm de torque, o novo motor tem desempenho superior, mas consome apenas 18,5 km/l (127  CO2/km – valores com câmbio 7G-DCT), o que é 26% menos que o modelo predecessor (136 hp, 185 Nm, 13,5 km/l, 174 g CO2/km). Até a versão mais potente com câmbio 7G-DCT, que desenvolve potência de 211 hp e torque de 350 Nm, é mais eficiente, com consumo de 16,4 km/l e emissão de 143 CO2/km.

 

 
 

O fabricante informa que o novo Classe A é superior ao anterior também em agilidade, conforto, dirigibilidade e segurança. A direção é assistida com sistema eletromecânico e a função ESP (programa de estabilidade eletrônica) foi acrescida com um novo controle de tração. O controle dinâmico do carro melhorou porque o centro de gravidade (24 mm mais baixo) e a posição do assento (174 mm mais baixa) estão mais próximos do solo.

 

No campo da segurança, a principal novidade tecnológica que o novo Classe A traz é o sistema de assistência de prevenção contra colisões. Esse recurso emite um alerta sonoro e visual a motoristas distraídos diante de obstáculos e prepara o sistema de assistência ao freio para respostas de frenagem precisas. O mecanismo é iniciado assim que o motorista pisa no pedal de freio.

 

Para quem não se permite ficar desconectado do mundo virtual, o veículo traz o que a Mercedes chama de “integração sem costura do iPhone”. Isso significa que a Mercedes-Benz está agora preparada para oferecer à geração Facebook um “abrigo natural” sobre quatro rodas, na forma do novo Classe A. E, no rastro do Facebook, Twitter, etc., vem o Drive Kit Plus para iPhone. De imediato, esse produto está disponível como acessório e, posteriormente, a partir de 2013, como item opcional de fábrica que, junto com o aplicativo Daimler, oferece serviços e conteúdos digitais adicionais. O software do navegador (GPS) é da Garmin, com informações de trânsito em tempo real a partir da internet, busca online de destinos e mostrador de mapas 3D. O novo Classe A foi eleito pelos leitores da revista alemã Auto Bild como o carro mais atraente da Alemanha.

 

A lista de hatches médios em oferta no Brasil atinge hoje 21 modelos, mas o principal concorrente do novo Classe A é mesmo o BMW 118i. O carro de entrada da marca bávara chegou ao mercado brasileiro em setembro de 2009, custa hoje entre R$ 94,3 mil e R$ 122 mil. Os números que a Mercedes-Benz espera para o novo Classe A não devem ser muito diferentes desses, e o preço, se quiser ser competitivo, também não poderá fugir disso.

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