Motor x Consumo

por Fábio Doyle 14/09/2012 10:35

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A francesa Renault, que atravessa uma fase positiva de crescimento – maior que a média total do mercado automotivo –, apresentou, no final de agosto, a linha 2013 do Sandero e do Logan, seus carros de entrada. De janeiro a julho deste ano, a marca cresceu 38% em vendas na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto o setor registrou crescimento de 3%, segundo Olivier Murgueti, presidente da Renault do Brasil.

 

As principais novidades são o motor 1.6 8V Hi-Power, que passou por melhorias técnicas em busca de maior desempenho e consumo, e a versão GT Line. O propulsor de oito válvulas ficou mais eficiente, com curva de torque mais linear, e o consumo foi menor em cerca de 10%, conforme informa Gustavo Volci, chefe de Projeto de Desenvolvimento de Motores.

 

A versão GT Line, com adornos esportivos, tem o mesmo motor 1.6 8V e se preocupa mais com a ambientação esportiva do que com a inclusão de itens de conforto. O controle dos retrovisores externos é manual e os vidros elétricos se limitam às portas dianteiras.

 

As mudanças chegam também ao sedã Logan, que recebe o novo motor 1.6 8V Hi-Power e ganha mais itens de série. “No novo motor 1.6 8V, cerca de 85% do torque já estão disponíveis a 1.500 rotações, o que significa uma redução do consumo de combustível de 10% na cidade, além de arrancadas e retomadas mais ágeis”, explica Volci.

 

Olivier Murguetti, presidente da Renault:  crescimento da marca acima da média do mercado em 2012
 
 

Comparando-se com o antigo Hi-Torque, o novo propulsor Hi-Power que passa a equipar Sandero e Logan anotou ganho de 10% na potência usando etanol (E100) e 2,5% com gasolina (E22). São 106 cv e 98 cv, respectivamente. Com etanol no tanque, o torque melhorou em 7%, passando para 15,5 kgfm. O número com gasolina foi mantido em 14,5 kgfm.

 

A velocidade máxima obtida pelo propulsor Hi-Power é de 174 km/h (com etanol) e 172 km/h (com gasolina). A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 11,2 segundos (com etanol) e em 11,8 segundos (com gasolina). O câmbio continua sendo o mesmo manual de cinco marchas feito pela Renault no Chile. As relações de marchas foram ligeiramente modificadas para reduzir o consumo de combustível.

 

O GT Line sai de fábrica com ar-condicionado, direção hidráulica com regulagem de altura, vidros elétricos dianteiros, travas elétricas, farol de neblina, computador de bordo, rodas de liga leve de 15 polegadas na cor preta, rádio com CD e MP3 (do tipo double DIN) e comando satélite na coluna de direção. Completam a lista os itens de segurança: freios com sistema ABS e airbags para motorista e passageiro, como relatou Frédéric Posez, diretor de marketing da Renault do Brasil.

 

Ao preço de R$ 38.470, o GT Line oferece quatro opções de cor: branco glacier, vermelho vivo, prata étoile e preto nacré. É esse também o preço do Sandero Privilège, que traz o mesmo motor e tem acabamento para quem não faz questão da vestimenta esportiva. Com as mudanças adotadas a partir da linha 2013, os modelos de entrada receberam itens novos, como explica André Bassetto, gerente de marketing de produto da empresa.

 

 
 

O Logan 1.0 16V Hi-Flex, carro de entrada da marca, está agora mais equipado. Alguns itens de acabamento, conforto e segurança que eram opcionais foram promovidos a de série. O mesmo ocorreu com o Sandero. O câmbio automático de quatro marchas continua disponível nas linhas Logan e Sandero, mas nesse caso é sempre acompanhado do motor 1.6 com 16 válvulas Hi-Flex. A linha 2013 de Logan e Sandero tem garantia de três anos ou 100 mil quilômetros, e as revisões são programadas para intervalos de 10 mil quilômetros.

 

Os preços do Sandero começam em R$ 27.030 para a versão de entrada Autentique 1.0 16V, e atingem R$ 44.870 para o Stepway 1.6 16V Automático. Já o Logan tem preço inicial de R$ 26.450 (Authentic 1.0 16V) e chega a R$ 39.230 (Expression 1.6 16V Automático).

 

No curto test drive no trânsito urbano de Curitiba, Paraná, com o Sandero GT Line abastecido com etanol o motor 1.6 8V revelou respostas rápidas e precisas, o carro tem boa dirigibilidade e estabilidade, e o nível de acabamento é adequado – assim como a ergonomia.

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