Disputa na OAB

por Juliana Cipriani 06/11/2012 09:41

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Geraldo Goulart, João Carlos Martins, Samuel Gê
Luis Cláudio Chaves, presidente da OAB mineira (foto: Geraldo Goulart, João Carlos Martins, Samuel Gê)

Cerca de 88 mil advogados, 37 mil deles em Belo Horizonte, vão escolher em 24 de novembro quem comandará a seção mineira da Ordem dos Advogados do Brasil pelos próximos três anos. Com a missão de assistir, disciplinar, representar e defender os profissionais do direito em Minas Gerais, os advogados Luis Cláudio da Silva Chaves e Luiz Fernando Valladão Nogueira disputam a presidência da entidade, que completa, em dezembro, 80 anos de existência. Os dois já se enfrentaram em 2009, quando Chaves foi escolhido o atual presidente. O voto é obrigatório para todos os inscritos nas subseções espalhadas no estado. Na capital, além da sede no bairro Cruzeiro, haverá outros cinco locais de votação – informados via correspondência  –, para dar maior comodidade aos eleitores.

 

Na busca de votos, Luis Cláudio Chaves vem defendendo o fortalecimento dos colegas de Minas Gerais no cenário nacional, o que passa por uma maior participação no Conselho Federal da OAB. Para se ter uma ideia, o Conselho é composto por 30 comissões, mas nenhuma delas é presidida por um mineiro. E são apenas cinco indicados em um universo de 210 integrantes dos grupos.

 

Chaves diz que quer continuar no cargo para ampliar projetos implementados em sua gestão que, afirma, podem se perder com uma troca de comando. Outra meta que coloca é disputar a coordenação do exame nacional da OAB, hoje nas mãos da seção da Paraíba. Já Luiz Fernando Valladão concorre com o discurso de despolitizar a OAB mineira. Ele defende uma mudança nos referenciais adotados pela entidade, que, diz, deve ser mais corporativista e atuar de forma mais efetiva na defesa dos interesses da advocacia. Outra promessa de campanha é tornar a Ordem mais respeitada pelas demais entidades e poderes constituídos, o que, convenhamos, não parece ser o caso da OAB mineira.

 

Um dos grandes méritos de Luis Cláudio Chaves, como de seus antecessores recentes, é o de ter o absoluto respeito de outras entidades, lideranças empresariais e autoridades do estado, inclusive do governador Antonio Anastasia, que tem, pessoalmente, ótimo diálogo com ele. Por isso mesmo, Luis Cláudio tem o apoio de 90% dos presidentes das 203 subseções do interior.

 

Luiz Fernando Valladão: “Vou criar o plantão da OAB. Teremos um advogado contratado pela própria entidade para defender o advogado que for prejudicado no exercício de suas funções”
 

Em busca de espaço

 

Graduado em direito há 25 anos, o advogado e procurador do município de BH Luiz Fernando Valladão é diretor do Instituto Brasileiro de Direito de Família de Minas Gerais (IBDFAM/MG) e presidente da Associação dos Procuradores Municipais de Belo Horizonte (APROMBH). É professor em instituições de BH e diretor dos departamentos de Direito Processual Civil e de Direito de Família do Instituto dos Advogados de Minas Gerais (IAMG). Na OAB, foi presidente da Comissão de Ética e Disciplina (2004/2006), conselheiro seccional (2004/2006 e 2007/2009), diretor financeiro (2007/2009) e presidente do órgão especial Advocacia e Ética (2007/2009). Valladão é autor dos livros Recurso Especial e Recurso no Processo Civil, e coautor e coordenador das obras Divórcio – Inovações e Considerações da EC 66/2011 e Paternidade e Alimentos. Sócio-fundador do escritório que leva seu nome, o advogado atua há 20 anos em primeira e segunda instâncias nos ramos do direito civil, penal, tributário e administrativo.

 

 
 

Três perguntas para Luiz Fernando Valladão

 

1) Durante a campanha, o sr. tem viajado muito pelo interior. Pretende manter isso se eleito?
Com certeza. Tenho circulado por todo o interior de Minas Gerais há dois anos e meio, sempre debatendo com os colegas sobre as dificuldades da advocacia. Uma vez eleito, continuarei por
essa peregrinação para fortalecer a advocacia e a cidadania por intermédio da OAB.

 

2) O sr. é procurador do município, pretende se licenciar do cargo se eleito?
Essa pergunta foi feita por sugestão do meu adversário? Sou concursado e, além da advocacia pública, exerço a advocacia privada. Como os cargos da OAB não são remunerados continuarei exercitando as minhas funções. Tenho assegurada por lei a independência para as minhas manifestações.

 

3) Que contribuição o sr. pretende dar à entidade?
Nosso investimento será na reconstrução da imagem do advogado, dando-lhe condições de trabalho digno. Vamos eliminar a partidarização da OAB, um órgão com conotação política no sentido nobre da expressão, mas que não pode aliar-se a correntes políticas.

 

Luis Cláudio Chaves: “Vamos defender também o fortalecimento dos colegas de Minas Gerais no cenário nacional, o que passa por uma maior participação no Conselho Federal da OAB”
 

Experiência bem-sucedida

 

Atual presidente da OAB em Minas Gerais, Luis Cláudio Chaves se apresenta nas redes sociais como uma pessoa que acredita “na família, no ser humano, no Poder Judiciário e na Justiça”. Advogado militante há 22 anos no ramo de direito de família e sucessões, é professor na Escola Superior Dom Helder Câmara e na Faculdade de Direito Milton Campos, em BH, e mestre em direito. Durante oito anos (1988 a 1996) foi defensor público estadual. Está há 17 anos nos quadros da OAB, onde foi assessor da Caixa de Assistência e conselheiro suplente. Também foi idealizador, fundador e presidente da OAB Jovem. A experiência profissional já rendeu ao advogado dois livros: Sentença Arbitral – Meios de Impugnação, Prática Forense Civil e Exame de Ordem e Reflexões de um Advogado. Antes de chegar à presidência da OAB – com 54% dos votos na disputa de 2009 –, Luis Cláudio foi vice-presidente da entidade na gestão de Raimundo Cândido Júnior, presidente da OAB Jovem, conselheiro, presidente da Comissão de Exame de Ordem e diretor tesoureiro.

 

 
 

Três perguntas para Luís Cláudio Chaves

 

1) Durante campanha o sr. tem viajado muito pelo interior. Pretende manter isso se eleito?
Não é só durante a campanha, viajei o mandato todo. A nossa concepção é de que o interior é fundamental para a administração da OAB. Nosso compromisso é continuar com o projeto Presidente Presente: ir aos fóruns do interior e de BH permanentemente.

 

2) O sr. é advogado. Como pretende conciliar a atividade com o cargo se eleito?
Tenho sócios que são profissionais exemplares e compreendem a importância da minha função na OAB. Eles me ajudam nas atividades e reservo o meu tempo no escritório para fazer  atendimento a clientes na área de família e sustentação oral em tribunal e audiências.

 

3) Que contribuição o sr. pretende dar à entidade?
Ganhamos mais experiência para manter uma gestão eficiente e expandir as defesas
das prerrogativas dos advogados. Vou continuar o que estamos fazendo de bom, especializando os delegados de prerrogativas, que vão agir por área de atuação, na advocacia pública e privada.

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