E agora, vai?

por Pedro Rocha Franco 06/11/2012 11:43

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Leo Araújo
Escavações em plena Afonso Pena (foto: Leo Araújo)

Uma resposta positiva para a pergunta-título desta matéria é aguardada por mais de 4,2 milhões de pessoas. A interrogação permeia a vida dos moradores da Região Metropolitana de Belo Horizonte, que, ansiosos por um sim, viram mais um capítulo da novela do metrô da capital mineira ser publicado em pleno debate eleitoral pelos principais candidatos à prefeitura. Enquanto os políticos insistiam em dizer que tudo será feito para tirar do papel a obra viária mais aguardada da história da cidade, técnicos de uma empresa contratada pela Metrominas, órgão gestor do projeto do metrô vinculado à Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), perfuravam, como se fosse o primeiro passo da obra, o solo de ruas e avenidas por onde o transporte pode passar.

 


A perfuração de quase 300 buracos na capital para a construção das linhas 2 e 3 do metrô é, como afirmam os engenheiros da Metrominas, o ponto fundamental para poder dimensionar o túnel que passará por baixo das ruas e avenidas de Belo Horizonte. Como a capital não tem uma carta geológica, é necessário fazer o levantamento de todos os pontos por onde o modal vai passar, como as praças Sete e da Savassi, onde estarão instaladas duas estações (veja mapa), como argumentam os engenheiros.

 

 

 
 


A cada novo buraco, é possível saber a partir de qual profundidade se encontra rocha concreta, além de outras características do solo (nível de água, resistência do solo, etc.). Hoje, por exemplo, é possível saber que a parte rochosa está entre 28 e 30 metros de profundidade, mas em alguns pontos pode estar a até 37 metros.

 


As escavações seguirão até março do ano que vem. Mas o trabalho não para por aí. A elaboração do projeto básico de engenharia deve ser concluída somente daqui a um ano (prazo estipulado para a empresa contratada  no mês passado entregar o documento). Depois disso, finalmente deve ser publicado o edital da parceria público-privada (PPP) e, caso não haja nenhum contratempo, as obras podem iniciar meses antes de a bola rolar na Copa do Mundo de 2014.

 

 

Obra chega à rua Pernambuco, a caminho da Savassi: “Estamos trabalhando para cumprir os prazos estabelecidos”, diz o presidente da Metrominas, Fabrício Sampaio
 
 


 “O Ministério das Cidades já publicou portaria para celebrar o contrato de financiamento. Estamos trabalhando para cumprir os prazos estabelecidos”, afirma o presidente da Metrominas, Fabrício Sampaio, em tom otimista sobre a possibilidade de a União repassar o valor que lhe é devido (R$ 1,75 bilhão) para completar os R$ 3 bilhões necessários para implantação do metrô.

 


O capítulo final da novela, no entanto, deve se arrastar por pelo menos quatro anos depois de assinado o contrato de obras. Ou seja, até 2017. Até lá, novos pleitos eleitorais devem ser realizados e o metrô será tema de campanha novamente. É torcer para que tudo aconteça com as obras em andamento.

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