Que tal um peixe de estimação?

por Daniela Costa 08/11/2012 07:06

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Eugênio Gurgel, Leo Araújo, Pedro Nicoli
O gerente de projetos Rodrigo de Melo (com o filho Vitor) optou pelo aquário marinho (foto: Eugênio Gurgel, Leo Araújo, Pedro Nicoli)

Os movimentos são graciosos e, muitas vezes, quase imperceptíveis. Por todos os lados, peixes exibem o seu bailado de cores com nuances inusitadas, circulando por entre corais exóticos, plantas aquáticas, crustáceos e uma infinidade de seres que vivem no mundo misterioso das águas. Tanta magia vinda do fundo dos oceanos e rios tornou os aquários sinônimo de prosperidade e riqueza na cultura oriental Feng Shui. No Brasil, os aquaristas buscam levar para dentro de casa toda a harmonia e o equilíbrio do universo aquático. “A piscicultura ornamental e o aquarismo representam o setor de pet dentro da aquicultura. E assim como os tradicionais cães, gatos e pássaros, os peixes também movimentam um enorme mercado direto e indireto”, ressalta Edgar de Alencar Teixeira, professor de zootecnia da UFMG. Na Aquário Show, uma das lojas mais antigas do ramo em BH, a busca por aquários cresceu nos últimos três anos. “O cultivo de peixe e outros animais aquáticos tem se difundido muito e, com isso, as pessoas investem mais”, diz o aquapisagista Victor Naddeo.

 

O assessor de tecnologia Rodrigo Diniz possui um aquário de 550 litros na sala da sua casa: “Meus convidados se surpreendem”
 
 

Quem tem aquário em casa garante: o hobby é fascinante. E quanto mais completo é o ecossistema criado, maior é o investimento. O gerente de projetos Rodrigo Rocha de Melo, de 40 anos, optou pelo aquário marinho, um dos mais complexos e caros. Com tamanho médio de 100 litros, um aquário desses custa, em média, R$ 5 mil. “Em 500 litros, hoje tenho mais de 40 espécies de corais, oito de peixes, vários camarões, além das equipes de limpeza compostas por caramujos”, diz Rodrigo de Melo.

 

Sensíveis e totalmente dependentes dos seres humanos quando retirados de seu hábitat, os animais aquáticos precisam de muito mais que um recipiente de água e ração para viver. Sem a reconstituição das condições físicas e climáticas do seu lugar de origem, fatalmente estarão condenados à morte, o que explica porque, para ser saudável, um aquário deve possuir equipamentos, além de espaço adequado. “A qualquer mudança de temperatura ou química do aquário, o peixe morre. Por isso é tão importante fazer a manutenção correta do recipiente onde eles vivem, respeitando a medida de 1 cm de peixe por litro de água”, explica o aquarista André Felipe Fidelis, da Animalle Mundo Pet.

 

Para o médico Rodrigo Aragão, o aquarismo é uma terapia: “Substitui qualquer televisão”
 
 

Outro cuidado que se deve ter é com a alimentação. Engana-se quem acredita ser correto alimentar os peixes várias vezes ao dia. Ração em excesso provoca o acúmulo de resíduos no fundo do aquário, gerando a amônia que diminui a oxigenação da água. “Com dificuldade para respirar, os animais aquáticos não resistem por muito tempo”, diz André. Além dos peixes, os corais, anêmonas e demais seres abrigados no aquário também são prejudicados.

 

A paixão do assessor de tecnologia Rodrigo Diniz, de 29 anos, por aquários é antiga. Aos 13 anos, já ensaiava os primeiros passos na área e hoje é um dos fundadores do fórum mineiro Homens Peixe, que realiza encontro anual em BH para discutir temas relacionados ao aquarismo. “Foi a maneira que encontrei para reunir todos os amantes do aquarismo de Belo Horizonte e, ao mesmo tempo, divulgar informações e promover encontros e palestras abertos ao público”, diz Rodrigo. Em sua casa, a sala possui um único objetivo: chamar a atenção do convidado para um aquário de 550 litros, onde a variedade de espécies surpreende os visitantes.

 

A web designer Paola Césari começou com quatro peixes e não parou mais: “Já troquei de aquário cinco vezes e todos da família adoram”
 
 

Os aquários são definidos de acordo com o estilo e a espécie dos animais escolhidos. Além do marinho, existem outros tipos como o comunitário e o jumbo.  A web designer Paola Césari, de 32 anos, optou pelo comunitário, onde peixes de várias origens compartilham o mesmo ambiente. Nesse tipo de aquário é comum a presença de invertebrados como caramujos, caranguejos e camarões que se integram perfeitamente com plantas e peixes. “A princípio comprei quatro peixinhos para o meu filho Yuri que, na época, tinha 2 anos. Hoje ele está com 4 anos e já troquei de aquário cinco vezes. Todos da família adoram”, diz.

 

Já o médico Rodrigo Aragão, de 37 anos, se encantou com o aquário de jumbos, repletos de peixes grandes e que requer muito espaço e cuidados. Um deles é mantê-lo bem tampado, para que o peixe não escape e morra ressecado fora da água. O outro é ser cauteloso no manuseio de peixes como os pacus, que costumam ter mandíbulas fortes. “Sempre gostei dos jumbos, especialmente os predadores e primitivos como o pirarucu. Por isso meu aquário possui 500 litros, mas já cheguei a ter um de até 2 mil litros. Além de interagirem com os donos, esses peixes podem durar 20 anos”, diz. “O meu aquário substitui qualquer televisão, é uma verdadeira terapia”.

 

Encontro anual homens peixe

Data: 10/11/2012
Local: este ano será na Animalle Mundo Pet (av. do Contorno, 8931)
Horário: das 10h às 18h
Programação: Temas diversos sobre aquarismo
Site: www.homenspeixe.com.br

 

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