Primeira-dama com louvor

por Bertha Maakaroun 12/11/2012 10:55

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Eugênio Gurgel, Cláudio Cunha, Marcos Vieira, Juarez Rodrigues/EM/D.A. Press, Arquivo pessoal
A psicóloga Regina Lacerda e os bonecos de madeira: terapia pathwork (foto: Eugênio Gurgel, Cláudio Cunha, Marcos Vieira, Juarez Rodrigues/EM/D.A. Press, Arquivo pessoal)

Regina Lacerda tinha 7 anos quando conversou com a mãe, Maria, pela última vez. Levando ao colo Edmundo, de 6 meses, e de mãos dadas com Eduardo, de 2 anos, ela e os irmãos assistiram à despedida: “Minha filha, você é responsável por eles”. Internada no Hospital São José com falência hepática, dois dias depois, aos 44 anos, Maria morreria, mudando o destino das três crianças. “Eu tenho sempre um sentimento de que me tornei adulta naquele dia”, diz Regina. Meses depois, os irmãos foram morar com os parentes mais próximos. Só viriam a se reunir tempos mais tarde. Ela perdeu o pai, Baltazar, quando estava com 9 anos.

 

Quem viu essa empresária e psicóloga (especializada na técnica patchwork, que trouxe há 18 anos para Minas) de 64 anos, que nasceu em Belo Horizonte, atuando pela segunda vez na campanha do marido, o prefeito reeleito de BH, Marcio Lacerda (PSB), conhece bem a sua personalidade. A começar por sua franqueza. Entre o marido e os filhos, onde algumas decisões políticas são tomadas, Regina é a bússola que dá o norte. Ela também representa o farol e o ancoradouro, que acolhe nas vitórias e nas derrotas. “Cada pessoa traz uma tarefa de alma para a vida. A minha é a minha família”, diz. “Nada, nunca, foi mais importante do que a minha família – e nem vai ser.”

 

A de Regina já é uma família estendida. Casada com Marcio Lacerda há 39 anos, têm três filhos – Gabriel, Juliana e Tiago. Gabriel, de 35 anos, o mais velho, é sócio-diretor da produtora Gullane Filmes, em São Paulo. Pela segunda vez, instalou-se por quatro meses em BH para acompanhar a concepção e a produção do programa eleitoral gratuito da campanha socialista. A advogada Juliana, de 33 anos, e o administrador de empresas Tiago, de 31, que agora assumiu a Secretaria de Estado Extraordinária para a Copa do Mundo (Secopa), têm dois filhos cada um.

 

Juliana sai para o trabalho certa de que a mãe, que é sua vizinha no Condomínio Retiro das Pedras, cuidará dos gêmeos Guilherme e Felipe, de 11 meses. Para ela, a mãe é um modelo: “Minha mãe é um exemplo de força, perseverança e amor à vida. Todas as vezes que precisei de um referencial moral, ético, de sabedoria, encontrei nela e em meu pai o modelo a ser seguido”. Tiago é pai de Pedro, de 2 anos, e de Helena, de 7 meses. “Além de excelente mãe, esposa e profissional, agora se mostra uma avó extremamente dedicada e amorosa com seus netos. Sempre manteve com os filhos uma relação muito franca, aberta e transparente. Aliás, essa é uma característica da personalidade dela”, diz o caçula. Aos netos, genro, nora, juntam-se no núcleo familiar os irmãos de Regina, Edmundo e Eduardo.

 

Cada um a seu modo, todos entraram de cabeça na campanha de Lacerda. Regina assumiu várias “tarefas”. Em reuniões com formadores de opinião, capturava o microfone. Invariavelmente discursava, pedia votos e convocava a militância. Nas mobilizações de rua, caminhadas e carreatas, ela também estava lá, ao lado. Para o governador Antonio Anastasia, “a participação de Regina Lacerda foi fundamental, especialmente por dois aspectos. O primeiro, no campo familiar, dando apoio aos filhos, netos e ao marido. O segundo, apresentando propostas, dando ideias e sugestões de ações e programas que serão muito bem aproveitados na segunda gestão do prefeito Lacerda”. A presidente do Servas, Andrea Neves, destaca o caráter ético e solidário da primeira-dama: “Regina é uma pessoa muito especial. Consegue aliar determinação e afeto. Tem um claro comprometimento com a necessária transformação da nossa sociedade”.

 

Marcio Lacerda e Regina, 39 anos de casados e amor à primeira vista. “Ele entrou no restaurante e eu falei: acho que vou me casar com esse moço”
 
 

A faceta pouco visível de sua atuação durante a campanha, contudo, aparecia em casa. Mantinha o que chama de “estrutura emocional” da família. Certo sábado à noite, duas semanas antes das eleições, era vista no supermercado. Fazia as compras para o dia seguinte, em que reuniria todos à mesa do almoço. “Momentos de alento para recuperar as energias são necessários”, define.

 

A vida desta mulher não foi fácil. Depois da morte da mãe, Regina morou com o avô e uma tia solteira. “Eu não os conhecia”, revela. Estava entregue à família paterna, que havia anos se afastara do lado materno por uma disputa entre a tia e a sua mãe, ocorrida em torno de uma seringa. O que era um pequeno incidente evoluiu para uma cisão profunda. Família rachada, os dois irmãos de Regina, sob a tutela da outra “facção”, não mais a veriam pelos próximos 12 anos. “Em quatro meses perdi a minha mãe e os meus dois irmãos”, conta.

 

Conviver com a tia, que carregava tanto ressentimento de seus pais, e com o avô, viúvo e paralítico, foi um teste de sobrevivência. Aos 7 anos, Regina dava adeus às noites em que, em sua memória, via a mãe varando noites para fazer brigadeiros e canudinhos em todas as celebrações especiais. No novo “lar”, à órfã foram delegadas todas as tarefas da casa, além do cuidado do avô. De fato, tornara-se adulta.

 

A rotina era espartana. A palavra lazer não existia. A faxina da casa, o banho e o auxílio ao avô para se alimentar foram responsabilidades definidas pela tutora para a criança de 7 anos. “A minha tia foi a primeira delegada de ensino de BH, uma das primeiras a se especializar nos Estados Unidos em educação”, diz Regina. Ao lado das tarefas domésticas havia também a expectativa em relação ao desempenho nos estudos. Para além da cobrança razoável, Regina tinha não só de tirar as melhores notas, como também era chamada a demonstrar a terceiros o que havia aprendido. “Era como se ela estivesse dizendo ao mundo: eu sou a pessoa que educa essa sobrinha. Eu via naquela postura uma vontade de se engrandecer com a situação. Eu era o cartão-postal, o que me deixava bastante irritada”, desabafa ela, que, depois de algumas dezenas de anos em terapia, conseguiu elaborar o difícil relacionamento com a tia.

 

Eram maus-tratos físicos, pois não faltavam sessões de palmadas a cada “deslize”, como também psicológicos. “Principalmente naquilo que ela atingia a figura da minha mãe. Aquilo era doloroso”, avalia, lembrando-se da forma como a tia desqualificava os seus pais. Com a idade, Regina superou essas vivências. Nas voltas que o mundo dá, veio amparar a tia financeiramente quando, nos últimos 10 anos de sua vida, ficou inválida após um acidente vascular cerebral.

 

Regina também cresceu lendo ao avô as obras de autores clássicos como Machado de Assis, Tolstói e Dostoiévski, emprestadas pela Biblioteca Pública. “Acho que ele, imóvel em cima da cama, raciocinava: o que posso fazer para ajudar essa neta?”. Com uma “letrazinha muito ruim”, o avô anotava o nome do autor. “Por volta dos 11 anos acho que já tinha lido tudo de Machado de Assis”. Obviamente sem conseguir alcançar a densidade das obras, certa vez reclamou, após um capítulo de Irmãos Karamazov: “Vô, não estou entendendo nada!”. Ele retrucou: “Não é para entender. Continue a ler. As palavras descem e ficam. O dia que precisar delas, vão estar aí”. E não podia ser diferente: a leitura é um dos prazeres que Regina carrega consigo.

 

A primeira-dama e Andrea Neves: “Regina é uma pessoa muito especial. Consegue aliar determinação e afeto
 
 

Para muitos, uma infância tão áspera poderia sinalizar uma vida adulta introspectiva. Em certos momentos, sim, é verdade. Regina busca, entre as orquídeas e as plantas, o silêncio. Ela acredita que, por meio dele, alcança a sua essência. Vira e mexe, está lá, ela, a ensinar a contemplação aos netos. Mas, em sua convivência com as pessoas de seu círculo íntimo, ela é irreverente, alegre. Ao mundo fora de casa fica evidente a personalidade extrovertida, centrada, disciplinada e determinada.

 

O encontro com Marcio Lacerda retrata bem essas características. “Eu tinha 25 anos. Meu avô havia morrido seis anos antes e eu ainda vivia com a minha tia”, conta. Além das tarefas domésticas que acumulava, Regina cursava psicologia na UFMG e era professora primária, para custear o curso de letras na PUC. Dificilmente saía para se divertir, nunca tinha tido um namorado e, sob a rígida “seleção” da tia, eram poucas as amigas.

 

Foi uma dessas amigas que, certo sábado à noite, pediu-lhe que a acompanhasse a um restaurante que ficava na Savassi. “Ela tinha brigado com o namorado e estava na expectativa de encontrá-lo”, lembra. Obteve a anuência da tia, que cronometrou o seu tempo fora. Eram 19h de um sábado quando as duas amigas entraram no restaurante e sentaram-se à mesa de quatro lugares. “De repente, olhei para a porta. Tinha um rapaz alto, magro, com um casaco marrom meio surrado, me olhando. Naquele momento eu falei: acho que vou me casar com esse moço.”

 

Após a troca de olhares, o “moço” achegou-se à mesa e perguntou: “Tem alguém sentado aqui?”. Regina retrucou, rindo: “Se existirem espíritos, deve ter um monte sentado à mesa”. Conversaram por duas horas. Marcio acompanhou-a, a pé, no trajeto de volta à sua casa. No dia seguinte, voltou para levar tia e sobrinha à missa das 18h na Igreja de Lourdes. Semanas depois, ele lhe falou de sua militância política contra a ditadura: estava em liberdade vigiada, depois de quase quatro anos preso na Penitenciária Regional José Edson Cavalieri, no bairro de Linhares, em Juiz de Fora, que a partir de 1967 recebeu os presos políticos da guerrilha do Caparaó e, em 1969, os integrantes das organizações Colina e Corrente. Linhares era o “purgatório”. Uma referência ao destino que se seguia, o “inferno”, onde aconteciam as sessões de tortura mais pesadas.

 

Quatro meses depois do primeiro olhar trocado no restaurante Largo do Baeta, Marcio e Regina ficaram noivos. Outros quatro se passaram e eles se casaram na Igreja de Santana, no bairro da Serra. O ano: 1973. União eterna, diz Marcio: “Começaria tudo outra vez..., como bem disse Gonzaguinha”. A lua de mel foi em uma casa de praia no Espírito Santo. Os donos do imóvel: Seu Miguel e Dona Geralda, pais de Fernando Pimentel (PT), ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e amigo de Marcio desde aquela época.

 

Com o marido, prefeito reeleito de BH, na campanha:  “O meu foco continua o de sempre, respeitar as escolhas do Marcio e ajudá-lo em seu caminho”
 
 

Ali se iniciava um novo ciclo de vida. Regina, aos 25 anos, ainda cursava psicologia. Marcio Lacerda, aos 27 anos, retomara o curso de administração ao mesmo tempo que trabalhava na Tele-América S/A, empresa privada do ramo de telefonia. “Eu me formei com o Gabriel no colo”, conta Regina, em referência ao filho mais velho, nascido em 1977. “Começamos do nada, ganhando o fogão de um, a geladeira de outro”, lembra. Pela vida, os problemas e dificuldades foram sempre enfrentados juntos.

 

Regina comprou todas as brigas, algumas sem consulta prévia. Um ano e meio depois de casada, grávida de cinco meses, viajou em segredo para Brasília. O jornalista Vladimir Herzog havia sido morto. O regime militar seguia endurecendo. Em liberdade condicional, era eminente o julgamento de Marcio Lacerda pelo Superior Tribunal Militar (STM). De casa em casa, Regina procurou os 15 generais da corte. Entre sobressaltos, o estresse e o medo, dias depois, de volta a BH, contraiu uma hepatite e, depois de um trabalho de parto prematuro, perdeu o bebê. A agenda do STM seguiria o curso. A do casal também.

 

Marcio Lacerda fundou em 1975 a Construtel, especializada na implantação de redes de telefonia. Regina, que estagiava em hospitais psiquiátricos e se preparava para montar o consultório, foi logo incorporada ao projeto. “Trabalhei nas empresas desde o primeiro dia”, conta, lembrando-se do chamado do marido para auxiliá-lo na seleção dos primeiros 60 instaladores. Quatro anos após a Construtel, Lacerda criou a Batik Equipamentos, fabricante de centrais telefônicas. Ao longo das duas décadas seguintes, a nova empresa de tecnologia desenvolveria em BH avançadas centrais de comutação usadas pelas empresas telefônicas estatais.

 

Regina Lacerda, que gostava muito da psicologia clínica, assumiu a diretoria de recursos humanos das empresas. “Fiquei 25 anos”, conta, lembrando que a Construtel iniciou-se pequena, cresceu de forma cuidadosa, chegando a ter mais de 5 mil funcionários. A empresa atingiria o auge em 1992, quando 51% do seu capital foi vendido à italiana Firt, passando a atuar em países da América do Sul.

 

Com a privatização do Sistema Telebrás em 1998, já prevendo a rápida concentração de empresas, mercados e clientes que se seguiria à compra das telefônicas brasileiras por estrangeiras, Lacerda vendeu a Batik à norte-americana Lucent Technologies. Com acesso à tecnologia desenvolvida nos Estados Unidos, a Lucent, que faturava mais de US$ 40 bilhões em 90 países, preparava-se para ser fornecedora preferencial das ex-estatais. Por isso, em poucos meses, comprou 15 empresas brasileiras, investindo US$ 145 milhões, dos quais US$ 45 milhões na aquisição da Batik e da Zetax Tecnologia. “A venda da Batik possibilitou que tivéssemos uma segurança patrimonial”, avalia Regina. Os bens do casal giram em torno de R$ 58 milhões.

 

Marcio Lacerda recompraria dos sócios italianos as cotas da Construtel, reassumindo o controle acionário. “Optamos por recomprar e planejar a desativação. Sabíamos que caberia a nós honrar todos os compromissos legais e morais com os nossos funcionários”, explica Regina. Embora não tenha mais obras, a marca Construtel ainda existe. O irmão, Edmundo, a administra. “Uma empresa dessa natureza, quando encerra as atividades, tem pendências. E também resolvemos deixar porque um dos meninos poderia querer assumir o negócio”, acrescenta. Os “meninos” seguiram outras vocações.

 

No colo da mãe, Maria, que morreu quando Regina estava com 7 anos: “Eu tenho sempre um sentimento de que me tornei adulta naquele dia”
 
 

A própria psicóloga Regina, incentivada pelo marido, nos anos 1990 especializou-se em pathwork, uma metodologia para o autoconhecimento, a autotransformação e o desenvolvimento espiritual. A meditação é um dos caminhos para este trabalho, integrado pela Pathwork Foundation, com sede em Nova York. Sombra, luz, transformação das negatividades, energia, espiritualidade, autoconsciência e evolução são palavras-chave do relato das experiências de Regina não só em consultório, mas na “escuta” da família. “Quando fiz a opção de fazer a formação em pathwork, sabia que seriam seis anos e meio, que eu teria de, a cada três meses, ficar nove dias em Salvador. Os filhos estavam na adolescência,  nós morávamos no Retiro. Marcio me deu muito apoio. Ele sempre me apoiou em tudo”, reconhece.

 

A recíproca é verdadeira. “A gente se respeita e se admira muito. O meu foco continua o de sempre: respeitar as escolhas do Marcio e ajudá-lo em seu caminho, assim como ele dá apoio a todas as minhas escolhas”, diz. Foi assim que, em 2002, Marcio Lacerda, que já havia iniciado uma aproximação política com Ciro Gomes, ex-governador do Ceará e ex-ministro da Fazenda no governo Itamar Franco, foi tesoureiro de sua campanha presidencial. Sem alcançar o segundo turno, Ciro, que então estava filiado ao PPS, apoiou Lula e assumiu o Ministério da Integração Nacional. Ele se filiaria, na sequência, ao PSB, por discordar da oposição ao governo Lula de Roberto Freire, presidente nacional do PPS. Marcio foi nomeado secretário executivo do ministério.

 

Em 2007, convidado por Aécio Neves (PSDB), Lacerda comandou a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico. Naquele mesmo ano, tiveram início as articulações políticas entre Aécio e o então prefeito Fernando Pimentel, que levariam Lacerda a eleger-se prefeito em 2008, dentro de uma coalizão que tinha ao centro o PT e o PSDB.

 

No primeiro mandato de Marcio, Regina trabalhou na retaguarda, apoiando o marido, escutando e aconselhando nos momentos mais difíceis. Na administração municipal, não assumiu a presidência da Associação Municipal de Assistência Social (Amas). Preferiu trabalhar como voluntária, implementando a metodologia de pathwork com grupos de adolescentes em situação de risco. No segundo mandato, que se iniciará em janeiro de 2013, Regina ainda reflete sobre o seu papel na família e no governo: “O movimento de uma pessoa na vida, o ser na vida, está claramente delimitado pelo tempo. A cada escolha que você faz, o que está escolhendo é o uso que vai fazer daquele tempo que está ali disponível”. O seu tempo será dedicado principalmente aos quatro netos, liberando a filha e a nora para o trabalho. “Esses menininhos são hoje a minha grande paixão”, admite. A família continua ao centro. A prioridade.

 

Mesmo sem ter definido exatamente como atuará no âmbito da administração no segundo mandato, de uma coisa ela tem certeza: “Vou dar sequência ao trabalho iniciado, implantando a metodologia de pathwork com adolescentes, mas sem vínculo institucional”. Após o estresse da campanha, ela definirá como será o seu trabalho. “Na vida, nós temos responsabilidade por nossos defeitos, mas principalmente por nossos talentos. Quero voltar a desenvolver um trabalho com adolescentes das áreas de vulnerabilidade. Vi os resultados. É uma coisa muito impressionante, você ser capaz de restituir dignidade a uma pessoa, ser capaz de fazê-la acreditar que pode fazer diferente e a diferença”, afirma.

 

Para esta família de velejadores, o manche, agora, chama-se Belo Horizonte. “Estou consciente desse papel, desse protagonismo saudável, ao qual ele se propôs desde o primeiro momento, e hoje é muito forte nele”, diz Regina. “Quando falo do veleiro, de como amo olhar o mar, é quase dizendo: foi uma fase maravilhosa de nossa vida, mas o foco, para os próximos quatro anos, realmente é outro.” A âncora foi lançada em BH.

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