Pílulas da beleza

por Blima Bracher 12/11/2012 11:28

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Leo Araújo, Eugênio Gurgel
A médica Marielhe Maciel recomenda às pacientes e é usuária convicta das pílulas (foto: Leo Araújo, Eugênio Gurgel)

Depois dos cremes e cosméticos de uso tópico, agora se multiplicam nas prateleiras das farmácias as opções de nutricosméticos ou nutracêuticos. São suplementos orais compostos por substâncias que prometem dar um up na beleza. Mas será que vale a pena investir neste arsenal, cujo preço nem sempre é acessível? De acordo com a dermatologista Eveline Bartels, estamos, sim, diante de um avanço: “Estes compostos têm objetivo de disponibilizar uma dosagem adequada de vitaminas fundamentais para a saúde e a beleza da pele, dos cabelos e do corpo todo. Apesar de as vitaminas estarem disponíveis nos alimentos, alguns compostos são difíceis de serem encontrados na alimentação básica e na dosagem correta para as necessidades diárias. Então, as cápsulas entram como uma suplementação da nutrição saudável”, diz a médica.

 

Fabíola Vitale Motta (à esq., com a dermatologista Eveline Bartels), que apresentava queda de cabelos e unhas quebradiças, depois de tomar os suplementos: “Algumas semanas depois a queda cessou e novos fios chegaram. As unhas ficaram fortes e a pele ganhou mais viço”, diz a advogada
 
 

Mas, apesar de estarem disponíveis para venda sem receita, alertam os especialistas, o ideal é que se faça uma consulta com um médico para verificar a real necessidade de suplementar a dieta. Do contrário, corre-se o risco de jogar dinheiro fora e até causar danos à saúde, “A superdosagem pode ter efeitos colaterais como hipervitaminose. E os polivitamínicos tomados em excesso podem ser eliminados pela urina ou fezes e até sobrecarregar o fígado e predispor à calcificação renal”, explica Eveline Bartels. Exames mais detalhados, avaliação clínica do paciente e até o histórico familiar vão ajudar na hora da indicação correta da suplementação. Foi justamente visando a uma avaliação personalizada que a advogada Fabíola Vitale Motta procurou ajuda médica. “Meu cabelo estava em queda livre e as unhas quebradiças, devido a um período de estresse e mudanças. Algumas semanas depois que comecei a tomar as pílulas, a queda do cabelo cessou e novos fios chegaram. As unhas ficaram fortes e a pele ganhou mais viço”, diz Fabíola.

 

Quem também se beneficia com o uso das pílulas é Marielhe Maciel Guerra, médica especialista em clínica médica e pós-graduada em dermatologia estética. Além de indicar às pacientes, ela se diz uma apaixonada pelos efeitos dos nutricosméticos. “Tenho obtido bons resultados, tanto em mim mesma quanto nos meus pacientes. Mas acredito num tratamento global. O uso, por exemplo, de pílula contra o fotoenvelhecimento não dispensa o uso de um bom protetor solar. O uso de lipolítico oral não dispensa dieta e a prática de exercícios físicos”, explica.

 

 
 

Por isso, essas pílulas trabalham de modo coadjuvante: “Elas não realizam milagres. Não farão com que as rugas ou sua gordura localizada desapareçam. É necessário um tratamento multifatorial, com outros cuidados como alimentação, exercícios físicos, uso de produtos tópicos anti-idade, protetor solar, etc.”, explica Marielhe.

 

A diferença das pílulas da beleza para outros polivitamínicos vendidos em farmácias é que os nutricosméticos trazem compostos indicados para casos mais específicos e tratamentos direcionados: cabelos, pele, celulite, bronzeamento e outras indicações.

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