A casa de Minas

por Aristóteles Drummond 10/12/2012 07:38

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Nesses tempos de competição e disputa de mercados, uma iniciativa muito comum na Europa, mas com raras experiências no Brasil, poderia ser testada. Refiro-me a uma parceria público-privada em Minas Gerais.

 

Seria a criação do Espaço Minas Gerais, um salão na região central de cidades como Rio, São Paulo e Brasília para a  exposição e venda de produtos e serviços mineiros. Essa variedade poderia gerar negócios, fortalecer o turismo e mostrar o grau de diversificação da pequena e média indústria, do agronegócio e do artesanato mineiros. O espaço poderia ser dado pelo estado; a manutenção, pelas federações do Comércio, Indústria e Agricultura; e as empresas montariam a oferta de produtos, pagando algo simbólico.

 

Para o turismo, por exemplo, poderia haver um ponto de venda de passagens rodoviárias para todo o estado, material de propaganda dos municípios, informações e reservas de hotelaria. Um restaurante típico, com venda de produtos artesanais, a cargo do Senac, que vem se destacando no setor da gastronomia, sendo hoje referência no sistema em nível nacional. Um ponto de venda para doces, embutidos – imagino o sucesso da linguiça da Bete, de Paraopeba; do rocambole de Lagoa Dourada; da pimenta de Porteirinha; da manteiga e da carne de sol de Montes Claros; e do café de Carmo de Minas –, todos produtos de qualidade e sem rede de distribuição fora de Minas. Além do rico artesanato, incluindo pedras.

 

A moda mineira é de vanguarda e prestígio, e teria muito espaço a ocupar no comércio dos grandes centros. Precisa de um ponto de apoio apenas, uma vez que são confecções de pequeno porte, embora algumas sejam singulares e criativas a ponto de não poderem participar de pacotes de encomendas para grandes redes.

 

As inúmeras exposições agropecuárias, leilões de matrizes e cavalos teriam uma divulgação dirigida, inclusive para montagem de grupos interessados, com um calendário dos eventos.

 

Natural que o local venha a ser prestigiado pela mídia e editoras mineiras, que teriam um ponto de venda, atendendo aos que gostam de acompanhar o que se passa em sua terra, e mais um telão com filmes de divulgação das cidades e dos produtos mineiros. Um posto do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica para receber impostos devidos, como IPTUs e IPVAs de mineiros que estejam de férias nessas cidades.

 

Em Portugal e na França é comum encontrar, em Lisboa ou Paris, pontos de apoio aos produtores da Beira, Alentejo, Borgonha, Loire etc., uma vez que boa parte dos produtores, especialmente no agronegócio, é de pequeno porte, precisando desse estímulo para divulgar e escoar a produção local. E Minas tem uma tradição de prestígio na sua culinária e gastronomia, artesanato e pontos turísticos, desde as estações de águas às cidades históricas e voltadas para a arqueologia. Enfim, um posto avançado dos centros de convenções do estado.

 

Não seria exagero sugerir que iniciativa como esta poderia chegar mais tarde aos EUA, onde são muitos os mineiros residentes, alguns estabelecidos. Todos prontos ao consumo e à venda das coisas do agrado de uma comunidade que se calcula em 2 milhões de brasileiros – ou seja, igual à população de uma cidade dentre as 20 maiores do país.

 

É o momento de Minas ganhar o Brasil. E o mundo.

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