Andando de lado

por Bertha Maakaroun 10/12/2012 08:12

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Iano Andrade/CB/DA/DA Press; Eugênio Gurgel; Cláudio Cunha; Divulgação
Robson Andrade, presidente da CNI: perspectiva otimista para a indústria em 2013 (foto: Iano Andrade/CB/DA/DA Press; Eugênio Gurgel; Cláudio Cunha; Divulgação)

“A indústria nacional andou de lado em 2012.” A avaliação é do presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Robson Andrade. Apesar da reação no último trimestre, a indústria fechará este ano sem crescimento. Já para 2013, o setor produtivo estima um crescimento de 3,5% a 4,5%, muito baseado no consumo. Como as pesquisas sobre decisão de investimentos apontam para empresários ora confiantes, ora reticentes, os sinais ainda são dúbios. “A perspectiva é otimista, mas ainda com muitas oscilações”, avalia Robson Andrade, que espera iniciar o ano novo com a reedição de algumas políticas do governo federal e a solução de problemas como a guerra fiscal. “Empresário que não é otimista, já fechou”, emenda.

 

 
 

 

Erro bilionário

 

Desde a primeira parcela da cobrança da dívida de Minas com a União, paga em 2001, o contrato de 1998 da renegociação previa carência de 36 meses – foram aplicadas taxas de juros de 0,26% ao ano a mais do que a previsão legal. O erro representa, já nas primeiras simulações, uma redução de R$ 2,146 bilhões no estoque da dívida mineira, de R$ 58,23 bilhões para R$ 56,084 bilhões. Quem auditou e calculou foi Maria Eulália Alvarenga (foto), economista e coordenadora do Núcleo Mineiro da Auditoria Cidadã da Dívida, responsável pela análise das planilhas disponibilizadas pelo governo de Minas aos deputados estaduais que integram a Frente Parlamentar para Renegociação da Dívida do Estado com a União.

 

Crédito e cartilha

 

Com os estados sufocados com os compromissos da dívida – só Minas pagou no ano passado R$ 3,4 bilhões de serviço –, Dilma Rousseff abriu mais crédito a eles. Mas isso não resolve o problema do estoque, considera Maria Eulália, que acaba de lançar a cartilha O que a Dívida Tem a Ver com a Sua Vida e o livro Dívida de Minas, uma Renegociação Necessária. A ideia é levar à população o beabá do problema. “Queremos desmistificar a ideia de que dívida é coisa de contadores. Por isso a tributação é alta, por isso não tem dinheiro para o metrô, por isso não temos escolas de qualidade, e por aí vai...”

 

Cobiça

 

Ainda faltam quatro anos para vagar uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado, de indicação da Assembleia Legislativa, o que só ocorrerá na próxima legislatura, com a aposentadoria de Sebastião Helvécio. Embora ele complete 70 anos só em novembro de 2016, já há deputados que nunca tentaram a indicação de olho nas possibilidades. Se com tanta antecedência as articulações já se armam, tudo poderá ocorrer na legislatura 2015-2019, quando se aposentarão três dos quatro conselheiros de indicação da Assembleia, nesta ordem: José Vianna, Wanderley Ávila e Mauri Torres.

 

O presidente da Emater-MG, Marcelo Franco: resultados excelentes em 2012
 
 

 

Agroexcelência

 

Minas Gerais é, pela segunda vez consecutiva, referência nacional em desenvolvimento agropecuário. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), foi a primeira colocada no Prêmio Melhores do Agronegócio, promovido pela revista Globo Rural, em uma lista com 500 empresas de todo o Brasil. “Nosso objetivo não é só dar a semente, mas ajudar o agricultor familiar a plantar, monitorar a plantação, comercializar, enfim, fazer as melhores escolhas. Como trabalhamos em rede com outras ações do governo do estado e outros parceiros, temos resultados excelentes”, afirma o presidente da instituição, Marcelo Lana Franco, que frisa que o investimento de R$ 6,6 milhões em melhorias internas também foi fundamental para o retorno positivo. Com a verba, foram comprados 239 veículos novos e 750 computadores para equipar alguns dos 789 escritórios distribuídos por todo o estado.

 

 

 

Yekram Albek

 

Única no Brasil a deter certificado do Ministério de Turismo do Líbano, a pesquisadora e coreógrafa Brigitte Bacha (foto), especializada em dança árabe, inova. Ela acaba de apresentar no Sesiminas o espetáculo Yekram Albek – que significa “Os desejos do seu coração sejam honrados”. Trata-se de uma fusão da dança do ventre com o flamenco, o tango e o samba. “Foi mais um ano de intensa pesquisa antropológica sobre os povos árabes e como se expressam na dança: a sua hospitalidade, as suas relações e os seus códigos de conduta”, explica.

 

Fogo amigo

 

Se para a presidência da Assembleia já são favas contadas a reeleição de Dinis Pinheiro (PSDB), para a secretaria geral da mesa não se pode dizer o mesmo. A oposição a Dilzon Melo (PTB) vem de sua própria legenda. O deputado Arlen Santiago (PTB) está em campanha aberta pelo posto. “Há um compromisso do senador Aécio Neves comigo”, avisa Santiago.
 

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