Nostalgia vende

por Fábio Doyle 12/12/2012 07:16

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None (foto: Divulgação)

A Volkswagen entrou firme na onda da nostalgia como estratégia de marketing. A mais recente novidade é a chegada da nova geração do New Beetle (foto), produzido no México, agora renomeado Fusca para o mercado brasileiro. Tem muita gente dizendo que o Fusca está de volta. A primeira geração do New Beetle foi muito bem aceita pelas mulheres. Desta vez, a ideia é atingir também os homens, com um toque mais esportivo. O motor do “Fusca” é um 2.0 turbo de 200 cv, acoplado a um câmbio automático com dupla embreagem e seis marchas. A plataforma é a mesma do Jetta e, isento de imposto de importação graça à origem mexicana, chega aqui pelo preço aproximado de R$ 90 mil. A fase nostálgica da Volkswagen já havia se iniciado com a recente “ressurreição” do Voyage, e terá continuidade em breve com a chegada de um novo sedã médio, a ser batizado como Santana.

 

Exclusivamente chinês

 

A China continua sendo a bola da vez também para o setor automotivo. A BMW tem planos de vender 1 milhão de carros lá nos próximos três anos. O mercado chinês para carros de luxo caiu, depois de anos de rápido crescimento, apesar de a demanda para o segmento mais caro continuar tão forte quanto o crescimento da riqueza pessoal. A venda de automóveis de luxo continua representando 9% a 10% do mercado. Apesar do crescimento de 52% no mês de outubro, com vendas de 27.828 unidades, a BMW está em segundo lugar, muito atrás da Audi, que registrou 31% de aumento nos 10 primeiros meses, com 332.959 veículos. Correndo por fora, a BMW, por meio de Daniel Kirchert, vice-presidente da BMW China, revelou que a marca alemã prepara um carro exclusivamente para o mercado chinês.

 

Ano premiado

 

A Ford termina 2012 comemorando. Com o novo Ecosport e o novo Fusion, a marca do oval azul ganhou quase todos os prêmios automotivos no fim do ano e termina 2012 celebrando o lançamento das duas versões que faltavam do seu utilitário esportivo: a 4WD de tração nas quatro rodas e a Powershift, com novo e inédito câmbio automático. Será na primeira semana de dezembro.

 

Risco calculado

 

As vendas do Honda Civic neste fim de ano devem mostrar queda vertiginosa. Muitos que já haviam decidido comprar o sedã japonês resolveram  esperar a chegada, nas primeiras semanas de 2013, do novo modelo com motor 2.0 e sem o tanquinho extra de gasolina para o motor flex. A nova geração vem certamente mais cara em decorrência da novidade e do IPI mais elevado a partir de janeiro.

 

 
 

Antecipado

 

O Citroën DS5 (na foto, transportando o presidente da França, François Hollande, no dia de sua posse há poucos meses), segundo modelo da família DS (o primeiro foi o DS3, importado da França a partir de junho), terá seu lançamento antecipado no Brasil. As vendas, que teriam início entre fevereiro e março de 2013, começam a partir da primeira semana deste mês. A marca informa que a alteração da data se deve a mudanças no processo de importação. Apresentado no 27º Salão de São Paulo, em outubro, e ainda sem definição de preço, o DS5 foi inspirado no carro-conceito C-SportLounge. Tem ampla grade frontal cromada, 4,52 m de comprimento e 1,85 m de largura. O porta-malas comporta até 460 litros. E o interior leva matérias-primas nobres, como couro natural e metal. É equipado com o motor turbo THP de 165 cv e caixa de câmbio automática sequencial de seis marchas.

 

Carlos Ghosn, da Aliança Renault Nissan, e Dieter Zetsche, da Daimler: parceria no Brasil
 
 

Ghosn prevê queda

 

Em mais uma visita ao Brasil no fim do mês passado, Carlos Ghosn, presidente mundial da Aliança Renault Nissan, disse que em suas projeções haverá desaceleração do mercado brasileiro de veículos em 2013. Para o executivo, as vendas deverão crescer 2% no máximo. Isso coloca o desempenho do setor automotivo pela primeira vez, em mais de uma década, abaixo da evolução do PIB nacional, prevista entre 4% e 4,5% no ano que vem. “A economia está mais lenta e não sabemos ao certo o efeito do fim do desconto do IPI a partir de janeiro”, justificou. Ghosn destacou que em 2012 a redução da carga tributária fez toda a diferença e salvou o ano. “Esperávamos queda de 4%, mas a reação vigorosa do governo brasileiro gerou crescimento de 5%. Essa prioridade pela expansão econômica é muito positiva”, ressalta.

 

Acordo Renault Daimler

 

Ghosn confirmou o que Dieter Zetsche, CEO da Daimler, já havia dito em outubro, quando esteve no Brasil e revelou que no futuro a parceria com a Renault Nissan, celebrada entre as duas empresas em 2011, pode ser usada para a fabricação de carros em conjunto em solo brasileiro; seria uma possível forma de voltar a produzir modelos Mercedes-Benz no país, com diluição de riscos e investimentos.

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