Época de celebrar

por Rafael Campos - Revista do Correio 17/12/2012 10:30

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Neno Vianna/Barroco Press/Divulgação, Dudu Trópia/Divulgação
Igreja do Pilar, em Ouro Preto, transformada em basílica no ano em que festeja 300 anos de fundação (foto: Neno Vianna/Barroco Press/Divulgação, Dudu Trópia/Divulgação)

As ladeiras ouro-pretanas estarão mais iluminadas neste mês de dezembro, especialmente aquelas que costumam levar milhares de fiéis à Paróquia de Nossa Senhora do Pilar, que completa 300 anos em 2012 e foi elevada à dignidade de basílica pelo papa Bento XVI, no fim de outubro. A comemoração será em grande estilo, com a realização do Auto de Natal entre os dias 14 e 18, nos largos do Rosário e do Pilar. A proposta é de que a festa seja incorporada à programação oficial do município.

 

“A ideia é reunir em um só espetáculo os principais movimentos artísticos que desenvolvem trabalhos de qualidade na cidade e região”, afirma o escritor Victor Louis Stutz, diretor artístico do Auto de Natal. De acordo com ele, será também uma oportunidade de os grupos se conhecerem e interagirem com outros projetos. É o caso das Pastorinhas, grupo formado por mais de 40 crianças e adolescentes e que representa uma tradição trazida pelos portugueses no século XVIII.

 

Crianças e adolescentes do grupoPastorinhas: promessa de emocionar o público na cidade histórica com cantigas de raiz
 
 

“A festa vai fortalecer e valorizar as nossas manifestações culturais e populares”, afirma Maria José de Azevedo, mais conhecida como Ica, à frente do grupo desde 2002. O Coral Infantil e a Orquestra Jovem da Escola de Música Padre Simões serão atrações à parte. Instrumentos de corda, flauta, teclado e canto são as principais ferramentas do grupo. Para o maestro Márcio Miranda Pontes, a festa vai marcar a época natalina na cidade. “Veio a calhar, pois geralmente neste período nos apresentávamos apenas para o público interno; portanto, será uma oportunidade de transformar nossa atividade em algo de repercussão internacional”, afirma o maestro.

 

Um dos coordenadores da Organização Cultural Ambiental (OCA), Eduardo França, está planejando, junto aos integrantes do Projeto Circo, Arte, Educação e Cidadania, levar a arte circense para as ladeiras durante a festa. Segundo França, crianças e adolescentes de 10 a 16 anos vão oferecer ao público espetáculos de acrobacias, entre outras modalidades do picadeiro. “Esta integração com outros grupos foi o que motivou nossa participação. Será um evento muito rico”, diz.

 

Jovens do projeto circense da OCA, no Largo do Rosário, em Ouro Preto: espetáculos vão marcar presença nas ladeiras 
 
 

Também entusiasmado com a festa, o pároco Marcelo Santiago, que terá a responsabilidade de dirigir a nova Basílica Nossa Senhora do Pilar, explica a importância da elevação: “Agora teremos celebrações que se associarão diretamente ao papa Bento XVI, com festas especiais e um espaço para oferecer ao povo as bênçãos e as graças de Deus”, afirma. Ele frisa que o anúncio do título chegou rapidamente, diferentemente de processos semelhantes, que costumam levar até 10 anos.

 

Um calhamaço de 1,2 mil páginas, contendo o histórico da matriz, foi entregue ao papa pelas mãos do arcebispo da arquidiocese de Mariana, Dom Geraldo Lyrio Rocha, no Vaticano, em Roma, em 7 de outubro, e no dia 27 do mesmo mês a solicitação foi atendida. Segundo padre Marcelo, a Igreja do Pilar reúne importantes razões históricas que a transformaram em basílica, como a realização de importantes cerimônias religiosas, relevância arquitetônica e artística, sendo referência nos estilos rococó e da arte barroca, além de ter se transformado em ponto de peregrinação de fiéis, atraindo pelo menos 86 mil pessoas todos os anos.

 

Saiba mais

Quando: 14 e 15 de dezembro, às 21h, no Largo do Rosário. Dia 18 de dezembro, às 20h, no Largo da Basílica Nossa Senhora do Pilar

 

BH também tem

 

O som do Natal invadirá, literalmente, Belo Horizonte até 23 de dezembro. A expectativa da segunda edição do Festival Internacional de Corais de Natal é levar para 20 pontos da cidade quase mil vozes. Na programação, lugares como a escadaria da prefeitura da capital, na avenida Afonso Pena; a Academia Mineira de Letras, na rua da Bahia; o terminal rodoviário, na praça Rio Branco; o Conservatório da UFMG, na rua Guajajaras; entre outros. O maestro Lindomar Gomes, coordenador e regente dos corais, também organiza, há 10 anos, o evento que acontece em setembro, com apresentações de corais estado afora. “A ideia é transformar Minas Gerais no maior centro mundial de circulação de corais, aproveitando a vocação do estado”, afirma. A programação do festival está no www.festivaldecorais.com.br. 

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