Um furacão entre nós

por Guilherme Torres 18/01/2013 10:33

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Zuleika de Souza/CB/DA Press, André Corrêa/divulgação, Alexandre Brum/Light Press, Leo Araújo, Matheus Soriedem/divulgação
None (foto: Zuleika de Souza/CB/DA Press, André Corrêa/divulgação, Alexandre Brum/Light Press, Leo Araújo, Matheus Soriedem/divulgação)

Morando no Rio de Janeiro há 42 anos, não é difícil ver a inconfundível Elke Maravilha circulando por BH e redondezas. Aos 67 anos, além de ser atualmente a embaixadora de uma marca de joias em Lagoa Santa, foi aqui, entre amigos íntimos, que ela passou o último Natal e também o réveillon. Outro destino certo da atriz em Minas é a cidade de São João del-Rei, para onde vai até três vezes ao ano encomendar suas ‘cabeças’ (como ela chama o extravagante misto de peruca com acessórios que usa), criadas pelo cabeleireiro Breno Neves. “Os mineiros têm uma magia e fazem verdadeiras obras de arte”, diz. Nascida na Rússia, Elke veio para o Brasil aos 6 anos com a família, que fugia da guerra, e morou em várias cidades mineiras como Itabira, Jaguaraçu, Timóteo e Governador Valadares. Na capital, aos 16 anos, relembra orgulhosa, foi eleita Glamour-Girl Belo Horizonte, em 1962. “Sempre chamei a atenção. Tenho uma estética que poucas mulheres ousariam imitar, né, criança?”, diz.

 

 
 

Morena fantástica

 

Depois de rodar o país durante dois meses e avaliar cerca de 1 milhão de garotas, o Concurso Menina Fantástica, da TV Globo, encontrou a new face perfeita em BH. Morena, 1,84 m de altura,
58 kg, boca e olhos grandes, Melanie Kirsch é a nova promessa das passarelas. “Desde pequena falavam para eu ser modelo. Fiz algumas investidas, mas nunca deram em nada”, lembra. Obstinada, depois de escolhida na seletiva, a menina de 16 anos precisou de 45 dias para alcançar as medidas de uma top de respeito: perdeu 6 kg, 8 cm de quadril e agora segue dieta e malha todos os dias. Prestes a se mudar para São Paulo, onde ganhará R$ 500 mil em contratos com uma grande agência de modelos, Melanie agora recupera as aulas perdidas durante o concurso para concluir o primeiro ano do ensino médio em BH. “Não vou deixar meus estudos, ainda quero ser médica pediatra”, conta.

 

 
 

Na cozinha, com as divas

 

Visagista e artista plástico, Evânio Alves, de 35 anos, fez da paixão pelas divas da música e do cinema nova profissão: escritor – e o hobby já lhe rendeu, por enquanto, dois sucessos. O primeiro foi o livro As Divas no Brasil, que retrata a passagem triunfante delas por terras tupiniquins. No último, As Divas na Cozinha, lançado no fim de 2012, o mineiro de Araçuaí retrata, em 320 páginas, muitas receitas, fotos e bastidores de 50 celebridades como Marilyn Monroe, Elizabeth Taylor e Sophia Loren. “Testando as receitas, aprendi muito com as divas. Antes eu só cozinhava o trivial”, explica. Com a primeira edição esgotada, Evânio prepara nova tiragem para lançar em BH e revela que foi convidado para publicar a obra em francês, com lançamento já marcado para abril, em Paris. “O livro desfaz o tabu de que elas [as divas] só viviam de glamour e mostra que eram, também, mulheres mortais que pilotavam o fogão.”

 

 
 

Liderança na cabeça

 

Entre processos penais e livros, a advogada Carolina Antunes, de 34 anos, deu uma guinada profissional em 2012. Depois de abrir em BH a filial de uma empresa de eventos de SP, viu que sua praia é o ramo empresarial. A consolidação veio com o convite para presidir o Instituto de Formação de Líderes (IFL), focado em moldar jovens líderes entre 18 e 32 anos. O instituto tem apoiadores do calibre de Salim Mattar (Localiza), Jorge Gerdau (Gerdau), entre outros. “É um sucesso reunir essas pessoas e levá-las para um ambiente onde se discutem ideias para melhorar um país”, diz, destacando que a proposta exige um kit básico de literatura.

 

 
 

O caça-talentos

 

Há dois anos trabalhando como produtor de elenco, Anderson Cassimiro, de 37 anos, é o olhar certeiro por trás da seleção de cinco mineiros para atuarem em Subúrbia, da TV Globo, além da protagonista, a bela Érika Januza. Acostumado a escolher rostos para filmes publicitários e fotos, a minissérie foi seu primeiro trabalho para a televisão e teve o desafio de buscar durante alguns meses pessoas sem formação artística. “Estou sempre procurando gente em todos os lugares que frequento”, conta. Para quem tem vontade de se arriscar na telinha, ele também dá a dica: “Nas seleções, tento captar o sutil, aquilo que não se percebe ao acaso. É isso que faz o sucesso de um personagem”. Para este ano, o produtor já iniciou novas buscas e promete revelar mais talentos daqui e de outros estados.
 

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