Cara nova para o Chico Nunes

por Rafael Campos - Revista do Correio 21/01/2013 07:51

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Eugênio Gurgel, Perspectivas ilustrativas
Teatro Francisco Nunes, no Parque Municipal: reforma orçada em R$ 10 milhões irá restaurar a casa (foto: Eugênio Gurgel, Perspectivas ilustrativas)

A esperada reforma do Teatro Francisco Nunes finalmente sairá do papel. Os trabalhos começam a ser feitos nos próximos dias e a previsão é de que a casa de espetáculos volte à cena cultural de Belo Horizonte até fevereiro de 2014. A obra, no valor de R$ 10 milhões, será bancada pela Unimed-BH, como parte do programa Adote um Bem Cultural, da prefeitura, e também como contrapartida aos projetos da empresa na capital.

 

De acordo com Helton Freitas, diretor-presidente da Unimed-BH, a restauração e a revitalização do teatro, com cerca de 530 lugares, vão colocá-lo novamente na rota dos principais espaços culturais da cidade. “Serão reformados os sistemas de som e iluminação, a caixa cênica, a sala de aquecimento para artistas, camarins, bilheteria, banheiros, lanchonete e cozinha”, diz. O foyer também irá ganhar um pé-direito duplo, com espaço para exposições. A obra de reforma do teatro está sendo ensaiada desde 2009.

 

A reforma vai recuperar a beleza do prédio construído na década de 1950, levando mais conforto ao público e melhorias nos sistemas de som e iluminação, caixa cênica, sala de aquecimento para artistas, camarins, bilheteria, banheiros, lanchonete e cozinha. Será um trabalho de resgate do teatro, como mostram as três perspectivas, diz a arquiteta Mariluce Duque
 
 

O projeto do “novo” Chico Nunes, que fica no Parque Municipal, na região central, é da Lazuli, dos arquitetos Mariluce Duque e Raul Belém Machado, falecido ano passado. “A proposta é trabalhar o teatro como um todo. Pensamos nas mudanças, adequando-as à curvatura do telhado. Será um trabalho de resgate do teatro, aliado às inovações tecnológicas”, diz Mariluce. Por ter sido construído na década de 1950, a arquitetura do teatro acaba, aparentemente, restringindo algumas ações de melhoria. Mas a especialista acredita que não haverá problemas. “A caixa cênica (lugar onde os atores ficam), por ser curva, acaba limitando o percurso das varas e contrapesos, mas temos uma proposta e vamos desenvolver alguns protótipos.”

 

Se não houver contratempos, o teatro pode até reabrir as cortinas neste ano. No ano passado, o teatro ficou aberto apenas para o Festival Internacional de Teatro (FIT), depois de a prefeitura executar obras “apenas para deixá-lo em condições para o FIT”, como informou a assessoria da Fundação Municipal de Cultura. Ainda de acordo com a fundação, as chuvas, normais para o período, podem dificultar os trabalhos, mas existe a possibilidade de encerrar as obras ainda em 2013. Mesmo assim, a data oficial para a reabertura é 2014.

 

No início, Emergência

 

Antes de ser batizado como Francisco Nunes, uma homenagem ao clarinetista e maestro mineiro que idealizou a Sociedade de Concertos Sinfônicos de BH, o teatro era chamado de Teatro de Emergência. O nome veio mesmo a calhar, pois a cidade estava carente de espaços culturais, uma vez que o teatro municipal havia sido transformado em Cine Metrópole, em 1941, e o Palácio das Artes ainda era um projeto. O surgimento do Chico Nunes possibilitou a entrada de BH no calendário cultural das principais companhias teatrais do Brasil e do exterior, além de sediar apresentações de orquestras e importantes festivais. Em 1975, o teatro foi tombado por fazer parte do conjunto paisagístico e arquitetônico do Parque Municipal Américo Renné Giannetti, na avenida Afonso Pena, na área central de BH.

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