Murilo Ferreira

por Tereza Rodrigues 22/01/2013 07:13

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Minervino Jr./ DA Press
Mineiro de Uberaba, Murilo Ferreira destaca investimentos no estado e benefícios para a população (foto: Minervino Jr./ DA Press)

O ano de 2012 foi um período curto para vencer desafios no setor de mineração, mas longo o suficiente para o presidente da Vale, Murilo Ferreira, mostrar que a estratégia de primeiro ouvir e entender para depois agir é uma fórmula inteligente de firmar a imagem de alguém que sabe lidar com resultados negativos. Em pouco tempo, ele conquistou a confiança do mercado. A Vale, maior empresa privada brasileira e segunda maior mineradora do mundo (atua em 37 países e emprega mais de 140 mil pessoas), teve um 2012 difícil, com preços baixos no mercado internacional de minério de ferro. Mas foi nesse cenário que o mineiro de Uberaba mostrou por que é bem avaliado por analistas e acionistas.

 

Murilo Ferreira diz que uma das maiores características de sua gestão é a transparência e que a palavra mais importante do dicionário é respeito. “As pessoas que confiam na Vale pensam no futuro – mineração é investimento de longo prazo. Hoje, o que eu quero é que o acionista tenha o melhor retorno possível. Tenho muito respeito pelas 600 mil pessoas que têm dinheiro investido aqui”, diz.

 

Minas ganha muito ao ter seu representante no mais alto posto da empresa. Murilo Ferreira já tinha anunciado projetos que somam investimentos de US$ 10 bilhões no estado. A proposta é, até 2014, aumentar a produção de minério de ferro em 46 milhões de toneladas por ano. Por isso, o orgulho da atividade é demonstrado a todo instante.

 

O executivo sabe que mineração é uma área estratégica e que o Brasil precisa ser competitivo. Não foge da polêmica da ampliação dos royalties sobre a mineração e diz que se baseia na comparação com os países competidores para tentar evitar mudanças na legislação. “A Austrália está produzindo mais minério de ferro que nós e está a 15 dias de navio da China. Nós estamos a 45 dias de distância. Portanto, nossas dificuldades são maiores. Os impostos têm de estar em linha.” E não deixa de alfinetar: “O crescimento da mineração, especialmente em Minas, se dará em função da vontade política. Com vontade, o crescimento ocorrerá”.

 

Ferreira lamenta que a população tenha baixa motivação para a atividade mineradora. Segundo ele, se as pessoas acharem que a mineração só destrói, a indústria não prospera. “Em muitos países, há orgulho da indústria de minas; australianos e canadenses são assim. Aqui, há resistência. Mas, se pegar as cidades mais desenvolvidas de Minas, grande parte está em área de mineração.”

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