Guilherme Luz e Cássio Azevedo

por Pabline Félix 22/01/2013 07:18

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Samuel Gê
Cássio Azevedo e Antônio Guilherme Luz na sede da AeC, em BH (foto: Samuel Gê)

Quando começaram a vender softwares, Antônio Guilherme Luz e Cássio Azevedo, proprietários da AeC – terceira maior empresa de call center do país, uma das maiores empregadoras do estado e, em breve, a maior da Paraíba, onde está sendo montada uma filial com 2.300 postos de trabalho –, sequer tinham visto computadores frente a frente. Engenheiros mecânicos por formação e amigos desde os tempos do Colégio Santo Antônio, eles não imaginavam que o escritório montado em 1992 na Savassi, em uma casa emprestada pelo pai de Cássio, seria o embrião de uma empresa que, 20 anos depois, teria 22 mil funcionários, 13 unidades, crescimento médio de 35% nos últimos cinco anos e faturamento de R$ 520 milhões. “Nosso sucesso é um conjunto de fatores, mas há uma boa contribuição da sorte. Quando começamos, não esperávamos que a informática passasse por esse boom. A mesma coisa foi com o call center. Hoje, o serviço de contact center responde por 85% do nosso faturamento”, afirma Luz.

 

Atualmente, o carro-chefe da empresa é o contato telefônico (ativo, quando ligam para oferecer produtos e serviços; e passivo, no qual atendem ligações feitas pelos clientes), que alcançou o recorde de 600 milhões de ligações realizadas em 2012, no atendimento de grandes clientes como PBH, governo de Minas, concessionárias de água e luz e empresas de TV por assinatura, curadoria de saúde e bancos. Mas eles oferecem ainda serviços de licenciamento de software, consultoria e gerenciamento de projetos de tecnologia de informação.

 

“Recorrer ao atendimento de qualquer serviço básico em uma capital como BH significa ter de falar com a AeC. Nossos atendentes podem estar aqui, onde temos quase metade dos funcionários, no interior ou em outro estado. Estamos espalhados e nos espalhando cada vez mais. Cidades médias, com população entre 200 e 250 mil habitantes, oferecem boa mão de obra e, em contrapartida, podemos contribuir para o seu desenvolvimento, por isso são nossas preferidas para investimentos futuros”, diz Azevedo, que revela que em Montes Claros, no Norte de Minas, são injetados R$ 60 milhões na economia apenas em salários, além dos impostos e da infraestrutura montada.

 

Se a sorte ajudou, ela não é a responsável por todo o sucesso. Com um bom tino comercial, Cássio e Guilherme sabem aproveitar oportunidades e transformam o contexto favorável em lucro. Em 2013, a previsão é de investir R$ 60 milhões em novas centrais telefônicas e R$ 10 milhões no desenvolvimento de serviços específicos para atender ao setor de saúde. Com isso, a previsão é de que o faturamento cresça 47% neste ano e chegue a R$ 1 bilhão em 2014.

Últimas notícias

Comentários