Yuji Yamada

por Luiz Ribeiro 22/01/2013 08:06

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Solon Queiroz
No Brasil desde os 13 anos, Yamada superou todas as adversidades e se transformou em um vencedor (foto: Solon Queiroz)

Yuji Yamada nasceu em Otofuke, uma gelada cidade japonesa. Mas foi do outro lado do mundo, em Janaúba, no Norte de Minas, com um “sol de rachar” (a temperatura média é de 35 graus), que encontrou a prosperidade. Esta é a história de Yamada, que se tornou o maior produtor individual de banana do Brasil. Em 2012, ele alcançou outro feito: sem nunca ter concorrido nem a síndico, foi candidato a prefeito de Janaúba e acabou eleito.

 

Aos 13 anos de idade ele se mudou – com os pais e sete dos 10 irmãos – para o Brasil. Os Yamada passaram a morar em Registro, no interior de São Paulo, em uma colônia japonesa. Passados seis anos, o pai morreu e ele começou a plantar banana em terras arrendadas. Logo conseguiu comprar uma área de 120 hectares.

 

Além de banana, decidiu plantar maracujá. Duas indústrias de suco passaram a disputar a produção e o leilão fez o preço da fruta ir às alturas. Com o lucro, comprou dois caminhões e terminou de pagar as terras. Mas, quando tudo estava às mil maravilhas, muita gente resolveu plantar maracujá. Resultado: o preço da fruta despencou. Para piorar, uma enchente destruiu os bananais do Vale do Ribeira.

 

O imigrante japonês resolveu vender as terras em Registro e buscou outro rumo. “Uma pessoa tinha dito que no Brasil existiam terras planas, ideais para plantar banana. Assim, viajei pelo país para procurar esse lugar”, diz. Depois de passar pela Bahia e Goiás, parou em Janaúba, onde ficou sabendo do projeto de irrigação, o Gorutuba. Era final de 1983 e Yamada tinha 35 anos de idade.

 

Assim que chegou à cidade, procurou saber em que ponto ficava o projeto. Mas, como não falava bem o português, ninguém lhe deu a resposta que queria. Por sorte, “um borracheiro me falou sobre o Gorutuba quando estava indo embora. Aí, acabei ficando em Janaúba”, diz. Ele comprou uma área de 60 hectares e plantou o primeiro bananal, cultivando a variedade prata-anã. Logo, a fruta ganhou fama e começou a avançar no  mercado.

 

Hoje, Yuji Yamada, de 64 anos, dirige a Brasnica, uma gigante no mercado de frutas, que é fornecedora de redes de supermercados em Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Com 2 mil funcionários e um faturamento de R$ 250 milhões/ano, a empresa tem 2,5 mil hectares de áreas irrigadas e uma produção anual de 60 mil toneladas. A banana é o carro-chefe (40 mil toneladas/ano). O imigrante cultiva outras frutas, como limão, laranja, caju, seriguela, mamão, umbu e cajá-manga.

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