Mariana Madureira e Marianne Costa

por Marina Dias 22/01/2013 08:15

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Na Lata/Divulgação
As turismólogas mineiras que são exemplo de empreendedorismo social (foto: Na Lata/Divulgação)

Inquietação é a palavra de ordem das empreendedoras Mariana Madureira e Marianne Costa. Afinal, elas têm como objetivo a mudança social. Ainda na faculdade, as turismólogas não se contentaram com a chance de trabalhar em uma agência de turismo. As duas não encontravam no mercado o negócio que traria a transformação que procuravam. Assim, em 2009 decidiram fundar um projeto próprio, o Raízes Desenvolvimento Sustentável, segundo colocado no Prêmio Folha Empreendedor Social de Futuro 2012, que seleciona os empreendimentos socialmente relevantes do país.

 

Apaixonadas pelo Vale do Jequitinhonha, elas decidiram pensar em uma forma de ajudar comunidades da região. “Nossa ideia era desenvolver o turismo comunitário, mas ainda não tínhamos condições de fazer isso, então pensamos em contribuir com o artesanato local”, diz Mariana. Foi quando as duas viajaram por 16 comunidades do Vale e selecionaram produtos artesanais (de bonecas de cerâmica a bolsas de patchwork) para vender sob os moldes do comércio justo. “Nós que assumimos os riscos, não compramos nada em consignação; arcamos com o frete, pagamos as embalagens, além de termos uma política de transparência com as artesãs em relação ao preço”, explica.

 

Segundo Mariana, a ideia veio da percepção de que as alternativas de renda das comunidades eram escassas e que as artesãs tinham dificuldade de distribuir os objetos, produzidos para complementar a renda da casa. De lá para cá já venderam mais de 2 mil produtos, tanto no site da empresa quanto em feiras e exposições. “A escala não é grande, mas o lucro proporcional das artesãs é maior do que quando elas vendem por meio de grandes empresas.”

 

No ano passado, a inquietação chamou novamente. Mariana e Marianne decidiram partir para a ideia original do turismo de base comunitária, em que os viajantes se hospedam nas casas dos moradores e passam por um período de vivência local. Ao longo de 2012, foram feitas duas viagens-piloto em que os turistas participaram de atividades e visitaram galpões onde são vendidos os produtos. “Além da geração de renda com serviços contratados do turismo, há vantagens indiretas. Os turistas compram mercadorias, os vizinhos compram doces uns dos outros para receber melhor os hóspedes, e o dinheiro circula. Fora isso, as famílias ainda descobrem suas potencialidades e têm o trabalho valorizado”, afirma Mariana.

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