Fabio Mechetti

por Marina Dias 22/01/2013 08:43

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João Carlos Martins
O maestro Fabio Mechetti em ação: ele ajudou a transformar a Filarmônica mineira em uma das melhores (foto: João Carlos Martins)

Dizem que o tenor Luciano Pavarotti atribuía apenas um defeito ao Teatro Colón, em Buenos Aires: o fato de a acústica ser perfeita, motivo pelo qual ele podia perceber seus erros.Foi nesse espaço, com plateia de 2.500 lugares totalmente lotada, que a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais estreou sua primeira turnê internacional, em outubro de 2012. O público portenho aplaudiu de pé. O sucesso se repetiu em Córdoba e Rosario, também na Argentina, e em Montevidéu, no Uruguai. “Os brasileiros têm carinho pelo projeto. É diferente mostrar o trabalho da orquestra fora do país”, diz o diretor artístico e regente Fabio Mechetti.

 

Com jeito tranquilo, Mechetti é um dos responsáveis pela rápida ascensão da orquestra, já considerada uma das melhores do Brasil, criada em 2008. Vivendo nos Estados Unidos, ele diz ter saído do Brasil justamente pela escassez de grupos de qualidade. Foi, então, pela proposta de excelência do projeto que ele resolveu dividir seu tempo entre reger a Orquestra de Jacksonville e a Filarmônica mineira.

 

Exigente, ele reconhece, de modo contido, a evolução a passos largos da orquestra. Segundo Mechetti, tudo é consequência do engajamento de todos os envolvidos – os músicos e equipe,  o governo estadual e patrocinadores privados – para construir uma orquestra de qualidade internacional. “O Brasil não precisa de outra orquestra mais ou menos. Desse tipo, já temos várias”, diz ele, que também foi regente de outras orquestras sinfônicas nos EUA. “Acredito que a velocidade da ascensão da Filarmônica venha do fato de termos tido a preocupação de traçar um caminho, sem abrir exceções que sacrifiquem a qualidade”, completa ele, que promove avaliações semestrais dos músicos.

 

O esforço conjunto tem rendido frutos. A orquestra já recebeu novos convites para apresentações na América do Sul e vem aumentando o número de assinaturas nas temporadas no Palácio das Artes – foram 1.438 em 2012, um aumento de 23% em relação a 2011. Além disso, deve lançar três CDs neste ano – um independente e dois em parceria com a Naxus, a maior distribuidora de CDs clássicos do mundo.

 

Apesar das conquistas de 2012, o maestro está de olho em 2014, quando terminam as obras da Sala de Concertos Presidente Itamar Franco, do governo de Minas. A orquestra terá, enfim, um local construído especificamente para concertos e o grupo poderá, ainda, ensaiar e se apresentar no mesmo local, o que não é possível no Palácio das Artes.

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