Marcelo Teixeira

por Marina Dias 22/01/2013 08:56

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Samuel Gê
Marcelo Teixeira durante ação no bairro Santa Terezinha: iniciativas e estratégias premiadas (foto: Samuel Gê)

É com a postura inquieta de administrador que o secretário municipal de Saúde, Marcelo Teixeira, enfrenta os problemas da cidade. Seu comportamento diligente tem sido decisivo para o avanço da saúde na capital, e os números que atingiu impressionam. Um dos exemplos é o quadro da dengue em BH. A doença, que em 2010 contaminou 51.755 pessoas e matou 15, teve os casos reduzidos para 1.581 em 2011 e para 505 em 2012 – caiu para menos de 1%, e sem óbitos, nos últimos dois anos.

 

Como todo gestor, Teixeira é cauteloso e costuma dizer que, apesar de ser possível comemorar a redução de casos, é essencial não se desmobilizar. “A realidade é dinâmica”, explica ele, que foi diretor da Secretaria de Investimentos do Ministério da Saúde e secretário de Estado da Saúde. O avanço, entende, se deve ao engajamento de diversas áreas do setor público e da sociedade civil no combate à doença, liderados pela secretaria estadual.

 

O sucesso tem sido percebido não só pela população, mas por gestores e especialistas. Iniciativas e estratégias usadas pela pasta já foram premiadas e até incluídas no Plano Nacional de Controle da Dengue (como o levantamento do índice de infestação por bairros e a remuneração variável dos agentes de controle).

 

Mas o secretário não se contenta só em falar sobre os números. O seu envolvimento com o trabalho e com os projetos é imenso. “Temos avançado no enfrentamento de várias questões”, diz. Este zelo é essencial para um secretário que lida com um corpo profissional de 20 mil pessoas em 293 unidades, além de um orçamento que, em 2012, foi de R$ 2,1 bilhões. “Respeitadas as particularidades da saúde, estamos falando de gestão de processos em uma operação de grande porte”, diz ele, que, nascido em Brumadinho, na região metropolitana de BH, já foi diretor do Instituto Inhotim.

 

De fato, a secretaria sob sua direção tem sido inovadora. Em 2012, o Ministério da Saúde reconheceu como boa prática o programa de cirurgias eletivas realizado em BH (que permitiu reduzir em mais de 75% as filas desse tipo de operação). Já o programa 100% SUS tornou-se nacional em 2011. Foi também o caso das Academias da Cidade, que promovem atividade física regular entre os cidadãos.

 

Para o futuro, Teixeira cita planos como a construção de sete Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e a ativação do Hospital Metropolitano. “Ainda temos muitos desafios, mas acredito que nossas conquistas iluminam a trajetória futura”, diz.

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