A queridinha do verão

por Pabline Félix 14/02/2013 11:57

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Léo Araújo
Equipe de corrida migra da Cidade Nova para a Pampulha (foto: Léo Araújo)

As charmosas curvas da Pampulha ficam ainda mais atraentes em dias de verão. Apesar de a situação da água da represa estar longe do ideal (ver box), a presença das árvores e da lagoa ajuda a amenizar o calor da estação e, em companhia do conjunto arquitetônico, forma um cenário encantador que conta ainda com o Mineirão, o Mineirinho e o Parque Guanabara. Não é por acaso que a região é preferida por públicos diversos, como casais, esportistas e visitantes de perto e de longe. “A Pampulha é um patrimônio nacional. Foi por meio do trabalho desenvolvido aqui que Niemeyer (Oscar Niemeyer, falecido recentemente) conquistou a atenção de Kubistchek (Juscelino Kubistchek, ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-presidente da República) e o posto de arquiteto de Brasília. Deveria ser obrigação de todo mundo visitar essa região”, diz Júlio César Cruz de Oliveira, de 55 anos, funcionário público e professor universitário da Paraíba, que resistiu à ameaça da chuva típica da época e aproveitou a primeira passagem por Minas Gerais para conhecer o local. Em companhia do filho e da esposa, ele partiu de João Pessoa, passou pelas cidades históricas mineiras e encerrou o tour na capital. “Estamos encantados com a beleza da cidade, que não é muito divulgada no nosso país”, afirma a esposa, Iaponira Cortês Costa.

 

Leonardo Nunes Melgaço e Mônica Gelmini circulam sempre pela região, mas preferem voltar aos fins de semana para desfrutar da lagoa com os filhos Vitor, de 3, e Júlia, de 5 anos
 
 

Já a família de Leonardo Nunes Melgaço tem de se esforçar bem menos para chegar à Pampulha, mas nem por isso demonstra menos animação ao circular pela orla. Especialmente o pequeno Vitor, de 3 anos, que aproveitou a segurança do entorno da Igreja de São Francisco para aprender a se equilibrar sobre a bicicleta com rodinhas, presente do último Natal. Moradores do bairro Castelo, um dos 50 que fazem parte da região da Pampulha, eles circulam diariamente pelo local para cumprir compromissos cotidianos. Aos fins de semana, retornam sem pressa para desfrutar da tranquilidade e da beleza da paisagem. “Gostamos de trazer as crianças aqui pelo menos uma vez por mês, mas nas férias de verão essa frequência aumenta. Como é bem pertinho de casa, dá para vir e aproveitar o sol da manhã, tomar uma água de coco, ver gente diferente e se divertir ao ar livre. É uma ótima forma de tirá-los da televisão”, conta a mãe, Mônica Gelmini, que também acopanhava a filha Júlia, de 5 anos.

 

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Os amantes de esportes também têm na lagoa da Pampulha uma referência. “A orla é o trajeto oficial de provas de diferentes modalidades, então muita gente vem para cá para treinar”, conta Thiago Costa Nogueira, preparador físico que coordena, junto com Rafael Jorge, uma equipe de corrida que migra, aos domingos, do bairro Cidade Nova para a Pampulha. Segundo ele, o percurso é ideal para a prática da atividade por ser plano, com pista com boa largura e trânsito leve. “Fora a paisagem, que é top! É uma forma de relaxar enquanto nos exercitamos”, comenta Thiago, que providencia semanalmente um lanche saudável, com frutas e suco, para receber os atletas do time e seus familiares.

 

Eduardo Nonato Gomes, de 24 anos, frequenta a lagoa de patins nos fins de semana e de bike às segundas e quartas-feiras: “A Pampulha serve bem a todas as modalidades”
 
 

Patinador nos fins de semana, Eduardo Nonato Gomes também faz parte da turma de ciclistas que enfeitam a orla diariamente, quase durante todo o dia. “Às segundas e quartas-feiras à noite há cerca de 60, 70 pessoas que partem da praça da igrejinha para circular a lagoa de bike. Mas gosto de voltar aos domingos para aproveitar e dar um passeio de patins e ganhar condicionamento físico. A Pampulha, na verdade, serve bem a todas as modalidades de esportes”, conta.

Nem o tempo fechado fez com que a família paraibana desistisse de conhecer a lagoa e a Igreja de São Francisco: “Deveria ser obrigação de todo brasileiro visitar essa região”, diz o pai, Júlio César de Oliveira, com a esposa, Iaponira, e filho, também Júlio César
 
 

Vai ficar melhor

 

Não é de hoje que se fala em recuperar a lagoa da Pampulha. Desde a década de 1990, a represa passa por recorrentes obras de revitalização sem que haja uma solução definitiva. A chegada de eventos internacionais, como as copas das Confederações e do Mundo, no entanto, preocupa especialmente os moradores da cidade pelo impacto que a água degradada – e o consequente mau cheiro – pode provocar sobre os turistas. Isso porque as obras de recuperação, que tinham previsão de término para meados de 2013, foram revistas e devem ser concluídas apenas no fim de 2014. Weber Coutinho, gerente de planejamento e monitoramento ambiental da Secretaria Muncipal de Meio Ambiente, explica que o projeto de revitalização, apesar de encaminhado, precisou ser revisto por conta dos diferentes executadores envolvidos, entre eles as prefeituras de Belo Horizonte e Contagem e a Copasa. “O principal desafio é interceptar o esgoto da população atendida pela bacia. Quando isso for resolvido, e deve ser até o fim de 2013, a própria lagoa começa a se recuperar por meio de um processo natural. Há ainda as obras de desassoreamento do fundo da represa e o tratamento da água, que devem ser feitas em 2014. Quando tudo for concluído, queremos alcançar qualidade de água suficiente para devolver o esporte, o lazer e o turismo plenamente à lagoa”, afirma.

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