O espetáculo vai começar

por Rafael Campos - Revista do Correio 15/02/2013 11:02

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Eugênio Gurgel; Marcos Vieira/EM; Cláudio Cunha
Teatro Bradesco, na rua da Bahia: 613 poltronas confortáveis para o público e equipamentos modernos (foto: Eugênio Gurgel; Marcos Vieira/EM; Cláudio Cunha)

O público belo-horizontino é, ao lado dos cariocas, o que mais frequenta teatros no país, como revelou pesquisa do Ibope divulgada em novembro passado. Agora, esse comportamento tem tudo para ser ratificado este ano. O Teatro Bradesco, o mais novo empreendimento do Minas Tênis Clube, será aberto em 2 de março, com o status de ser um dos espaços culturais mais modernos do Brasil. E, para começar, nada como um espetáculo imponente: Carmina Burana, com a participação da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e dos corais lírico do estado e infantojuvenil da Fundação Clóvis Salgado.

 

Além do teatro, o clube está finalizando um centro cultural, que será inaugurado ainda este ano. Ele terá duas salas de cinema, centro de memória e espaço para exposições. “Na concepção do Plano Diretor do Minas I já existia a previsão de se criarem um centro cultural e um teatro”, diz Sérgio Bruno Zech Coelho, presidente do MTC. Ele afirma que o clube, enfim, conseguiu fechar os quatro pilares que o sustentam: esporte, educação, lazer e cultura. “A cultura sempre teve um papel menos preponderante, mas agora temos um excelente espaço para preencher esta lacuna.”

 

 
 

A ideia é que o teatro da rua da Bahia abrace a já consolidada programação cultural de BH, como a Campanha de Popularização do Teatro e Dança. Inaugurado oficialmente em dezembro – para sócios e convidados. As apresentações funcionaram como teste. “O teatro foi bem recebido pelos sócios e pelos produtores culturais”, diz Vanderléia Magalhães, gerente de cultura do clube. E bons espetáculos já estão sendo confirmados, como Gonzagão – A Lenda, de João Falcão, e Alice no País das Maravilhas, do Giramundo. O Diversão Em Cena também será realizado no teatro, com apresentações aos domingos.

 

 
 

A consultoria cenotécnica foi de Pedro Pederneiras, diretor do Corpo, premiado grupo de dança: “O teatro foi pensado para que a montagem tenha a maior eficiência possível.” Ainda não há data definida, mas o Corpo foi sondado para se apresentar no teatro. “Agora, em BH, apenas o Palácio das Artes e o Teatro Bradesco têm capacidade de receber espetáculos do Corpo com sua força máxima”, diz Pederneiras. Para o público, são 613 lugares, com poltronas ergonômicas e áreas demarcadas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Há rampas de acesso e um amplo hall, com cafeteria e bombonière. O estacionamento tem 720 vagas.

 

Segundo Rômulo Duque, presidente do Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas, o teatro já nasce como um dos mais modernos do país. Outro ponto positivo é o fato de que o novo espaço irá valorizar as produções locais.  O prédio onde estão o teatro e o centro cultural levou quatro anos para ser erguido. As obras do teatro custaram R$ 13 milhões, sendo R$ 7 milhões desembolsados pelo Minas. O restante foi captado junto ao Banco Bradesco, por meio da Lei Rouanet.

 

 
 

Em reforma

 

Pelo menos três teatros de BH devem passar por melhorias estruturais ou obras de restauro. Um é o Francisco Nunes, que fica no Parque Parque Municipal, na avenida Afonso Pena, no centro. A previsão é de que o teatro volte à cena cultural em fevereiro de 2014. Outro ponto tradicional, o Teatro Marília, na avenida Alfredo Balena, deve fechar as portas depois da Campanha de Popularização do Teatro e da Dança. As obras de revitalização e modernização terminam em maio. “Estamos fazendo o projeto arquitetônico e levantando os recursos. Vamos melhorar o teatro por motivos de segurança, para dar mais conforto ao público e atender melhor às produções da cidade”, diz Cássio Pinheiro, assessor especial da Fundação Municipal de Cultura. O Clara Nunes, na rua Rio de Janeiro, no centro, fechado desde 2009, continua na batalha para ser reaberto e está  sendo estudada a gestão do teatro por parte do Sesc-MG.

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