Eles vão decolar?

por João Paulo Martins 20/02/2013 13:30

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Celso Martins / Divulgação; Correio de Uberlândia
Aeroporto de Uberlândia, que em 2012 chegou a receber mais de 1 milhão de passageiros (foto: Celso Martins / Divulgação; Correio de Uberlândia)

Ninguém duvida: o céu está cada vez mais movimentado. O aumento do tráfego de aviões é reflexo do crescimento econômico do Brasil, mas pode se tornar um transtorno, tendo em vista os grandes eventos esportivos que estão por vir. Pensando no transporte aéreo como solução para a movimentação dos milhões de turistas que chegarão ao país, e também para o favorecimento da aviação regional, o governador de Minas, Antonio Anastasia, anunciou, em janeiro deste ano, investimentos de R$ 235 milhões para obras em 17 aeroportos do estado. Pouco antes, em dezembro de 2012, a presidente Dilma Rousseff também liberou recursos para 270 aeroportos do país, totalizando R$ 7,3 bilhões. As obras previstas pelos dois anúncios incluem aquisição de aparelhos, reforma de terminais de passageiros e expansão e construção de pistas de pouso.

 

Para se ter uma ideia do crescimento da demanda da aviação civil, Confins recebeu, em 2003, pouco mais de 269 mil passageiros e, quase uma década depois, em dezembro de 2012, alcançou a marca de 9,7 milhões – ficando atrás apenas de Guarulhos (SP), Galeão (RJ) e Brasília. Com as reformas que já estão sendo feitas em sua estrutura, especialmente a construção do terminal 3, a capacidade deve subir para 17,5 milhões de passageiros.

 

Aeroporto de Goianá, inaugurado em 2007: rota de escala e apoio entre Belo Horizonte e Rio de Janeiro
 
 

Apesar desse crescimento, a atenção do poder público se volta para a aviação regional. Isso porque ela se torna cada vez mais uma espécie de válvula de escape para o tráfego já conturbado dos grandes aeroportos. Minas Gerais conta com 93 aeroportos, sendo 14 com aviação comercial regular, a maioria situada no interior: Confins, Pampulha, Montes Claros, Uberlândia, Uberaba, Governador Valadares, Ipatinga, São João del-Rei, Varginha, Araxá, Patos de Minas, Diamantina, Juiz de Fora e Goianá. Grande parte deles é de responsabilidade da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), que, por meio do Programa Aeroportuário (ProAero), já investiu R$ 369 milhões em melhorias da infraestrutura de 23 deles.

 

“Conversamos com a Secretaria de Aviação Civil para priorizar, no caso dos investimentos, os aeroportos que têm maior potencial na aviação regional, e manter os demais para atendimentos específicos, como emergências médicas”, explica Diogo Prosdocimi, subsecretário de regulação de transportes da Setop. A ideia do governo estadual é de que em um raio de até 100 km de qualquer cidadão mineiro exista um aeroporto com capacidade de balizamento noturno (pista iluminada que permita voos à noite). “Um dos objetivos é a preservação dos aeroportos que prestam serviço social no interior do estado, como o de Teófilo Otoni, que, apesar de não receber voo comercial, é importante para as necessidades urgentes da população”, diz Prodoscimi.

 

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Outro terminal regional que merece destaque é o aeroporto Presidente Itamar Augusto Gautiero Franco, em Goianá, que teve sua construção finalizada em 2007, mas só passou a ter tráfego regular de passageiros no ano passado, quando recebeu 80 mil pessoas. Com a autorização adquirida pela Secretaria de Aviação Civil, ele passa a servir também de escala para aviões de grande porte. “Ele é uma alternativa para desafogar o fluxo de aeronaves, tanto as oriundas de Belo Horizonte quanto para voos do Rio de Janeiro. Além disso, é o segundo maior do estado, com extensão de pista que só perde para a de Confins”, diz o subsecretário da Setop.

 

De acordo com a Secretaria de Aviação Civil, 33 aeroportos de Minas receberão parte dos investimentos anunciados por Dilma. Com relação à possível demanda por terminais alternativos para ajudar a desafogar o grande volume de voos domésticos na Copa do Mundo de 2014, os critérios de seleção levaram em conta fatores como distância de até 250 km da cidade-sede, existência de terminal de passageiros e pista de pouso com mais de 1.500 m. Já para a aviação geral – que exclui voos internacionais e domésticos –, foram selecionados aeroportos, públicos ou não, de até 500 km das cidades-sede, além de possuírem pistas com mais de 1.300 m, que atendam a grandes aeronaves. Em Minas, foram selecionados como alternativos os aeródromos de Araxá, Goianá, Ipatinga, Juiz de Fora e Uberlândia – este último, em 2012, recebeu mais de 1 milhão de passageiros.

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